1ª parte.

                                           Gênesis 1.1 até 11.32.

 

 

                                       A CRIAÇÃO – CÉUS E TERRA.

                                                            OS ASTROS;

                                                            OS ANIMAIS;

                                     CRIAÇÃO E QUEDA DO HOMEM;

                                                          O DILUVIO;

                         NOÉ, SEU FRACASSO, SEUS DESCENDENTES;

                                          NOVA POVOAÇÃO DA TERRA.        

Inspiração de DEUS Para todos seus servos que desejam conhecer mais do seu Criador.

 

Rio de Janeiro – RJ, - BRASIL.

 

 

 

 

 

                                                                TÍTULO I

                                         ESTUDOS NO LIVRO DE GÊNESIS.

                                                    A CRIAÇÃO DO UNIVERSO.

                         

Gênesis 1:1-23    23/08/2.005

Introdução;

Criação do Universo Gn. 1.1-2

Os dias da Criação     Gn. 1.3-23

A criação dos Seres viventes Gn. 1.24-31

                                                                                  ______________

1.1    – No princípio criou Deus os céus e a terra              fig 1

O que se entende por  “no Princípio” ?                                                                  

                                                                                     a |---------------------   

                                                                                              fig. 2

A geometria nos ajuda a entender, veja a fig 1, é um segmento de

Reta, que não tem origem nem fim e sua definição é: sua origem

É no infinito, e tende para o infinito;

Na figura 2 foi colocada uma origem, (a) agora a definição passa a ser:

Sua origem é o ponto a, e se destina para o infinito.

Pois bem a fig 1 mostra que no infinito era Deus e a fig 2 mostra o

Que dizemos no princípio foi quando Deus marcou o inicio de tudo.

Por que Deus Criou os céus e a terra?

Resposta – Sl. 93.2; 103.19.

Como saber se Deus existia antes?                        

Resposta – Sl. 45.6

 

 

Os Céus e a terra no verso 1 pode ser entendido por universo, logo, entendemos todos os ASTROS galáxias, sistemas, planetas, satélites, cometas.

Os sistemas podemos citar o nosso sol que é 32 mil vezes maior que nossa terra, logo nossa terra faz parte de uma pequenina parte do nosso sistema, há outros planetas tais como: mercúrio, Vênus,   marte, netuno, saturno, plutão e etc. o homem jamais poderá percorrer todo nosso sistema, muito menos a nossa galáxia, a galáxia aonde se localiza o nosso sistema, que por sua vez é uma pequenina parte da galáxia, chama-se via lacta.

Outras galáxias existem espalhadas na imensidão do universo que o homem nem de leve com todo seu conhecimento pode avaliar o tamanho. Os sistemas são comandados por astros chamados estrelas, medem-se as estrela por grau de grandeza, o nosso sol é uma estrela de 5ª grandeza.

                                              SUB-TITULO I.

COMO FOI FORMADOS NOSSO SOL E NOSSA TERRA?

Há muita controvérsia dos chamados cientistas para com intuito de desmerecer o poder criador de Deus, afirmam alguns que tudo se originou por acaso com o passar dos séculos a

matéria existente foi se unificando e formando os planetas, as estrelas etc. E que a nossa terra teve sua origem numa explosão do sol, cujos pedaços foram atirados para longe e continuaram seus movimentos impulsionados pela explosão e daí foram se resfriando.

 A verdadeira ciência é aquela que descobre a criação de Deus, exatamente como ela é ou como ela foi. Não existe nenhuma contradição entre o Criador e a sua criação, ou seja: Não existe nenhuma contradição entre a Bíblia e a ciência verdadeira. – Portanto não existe qualquer embaraço ou temor para o verdadeiro cristão se debruçar sobre as descobertas da ciência, se maravilhar e glorificar aquele que fez os céus e a terra. Muitas vezes é enfadonho e cansativo o caminho para uma nova descoberta científica, isto está descrito na Bíblia Sagrada nos seguintes termos: “... apliquei o meu coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar”.Ec. 1:13. e mais: “E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne.” Ec.12:12. Outra vez lemos “A glória de Deus é encobrir o negócio, mas a glória dos reis é tudo investigar”.Pv. 25:2.

Falar da origem do planeta terra é falar das origens do universo. Por falar nisso, é bom que se saiba que nem toda a matéria do universo tem a mesma idade. O universo é um “enorme laboratório” de fabricação de matéria que dá origem às estrelas e a todo o corpo celeste que vagueia no imenso cosmo. Houve um momento em que ainda não existia a terra, e sim apenas um pó no espaço sideral. É o pó que serve para fabricar estrelas e planetas! Numa linguagem científica, chamamos isto de “Nebulosas”, que são imensas nuvens de poeira cósmica. Vejamos o que está escrito em Provérbios, capítulo 8 e versículo 26 “Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo”.Esta descrição fala de um tempo mais antigo do que “o pó” que deu origem ao mundo, ou ao planeta terra. A palavra “princípio” no verso acima, além de “início”, também significa “a causa motivadora”, a “causa propulsora” ou a “causa que gera”.

Segundo a arqueologia o planeta terra tem aproximadamente 6 bilhões e 500 milhões de anos. Entretanto, segundo a Bíblia, o homem só tem 6 mil anos de existência sobre a terra. Isto choca o mundo científico que está a toda hora dizendo que o homem tem

 

muitas dezenas de milhares de anos. Sem medo de errar, eu digo: Nesta afirmação, a ciência se perde! ... Não é ciência verdadeira, portanto, é falsa! – Se fosse verdade, certamente a história dos homens, segundo a Enciclopédia Britânica, ou a Enciclopédia Barsa ou ainda qualquer outro registro que mereça credibilidade científica neste mundo, começaria antes dos 6.000 anos! – Mas isto não acontece! Por que? – A data mais antiga na seção “História Antiga”, pág.126 da Barsa, é 5.500 a.C. !!!??? – Para o homem dar crédito a afirmação que ele existiu antes dos 6.000 anos, precisa recorrer à estória da evolução! – Por sinal, é bom que se diga ao mundo que se diz cristão que não é possível ser um cristão autêntico, e ao mesmo tempo crer na estória da evolução. Duvide se quiser, pois quem disse isto foi Jesus Cristo. Leiamos o que está escrito no Evangelho de São João, capítulo 5 e versos 45 ao 47.

45 Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.

46 Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele.

47 Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?

Moisés nunca escreveu sobre evolução, e sim sobre criação. A contradição é tão grande diante de Deus, que Jesus disse ser simplesmente impossível do ponto de vista da Divindade, crer em Deus, sem crer no que Moisés escreveu! Portanto está se enganando aquele que se diz cristão verdadeiro e afirma crer na evolução, segundo o relato das Origens das Espécies de Darwin. Que o ser humano ou o reino animal de uma maneira geral, tem em potencial o poder de se adaptar a um novo habitat, isto é muito natural, mas está muito longe dessa prerrogativa servir de base para se defender que uma única bactéria tenha se desenvolvido para formar todos os grupos dos seres vivos, tanto do reino animal como do reino vegetal. Da grama que rasteja sobre a terra às enormes sequóias com 110m de altura, da formiga ao elefante e às enormes baleias, da lagartixa ao jacaré! – e no meio de toda esta estupidez: “do macaco ao homem!”. Tudo isto é proclamado em nome da ciência, e muitas pessoas de renome no mundo científico, CRÊEM ter sido assim. Digo “crêem” porque não há provas científicas que comprove uma aberração como esta, portanto é necessário CRENDICE para se defender uma farsa desta monta. Agora prestem bem a atenção: Segundo alguns cientistas sérios, supondo que a evolução fosse verdadeira, o mais fascinante não seria a lagartixa virar jacaré, e sim a origem inexplicável da primeira ameba, que segundo os evolucionistas é o inicio de suas estórias. Se numa mente sensata a segunda fase da evolução não “dá pra se engolir”, muito menos a primeira que é infinitamente mais difícil de acontecer por mera obra do acaso. As evidências esmagadoras da natureza apontam para a criação repentina e não para a evolução paulatina. Dentre vários outros argumentos que poderíamos citar para desmascarar a farsa da evolução, quero finalizar dizendo que se a evolução das espécies fosse verdadeira, a terra seria pródiga em nos dar farto material para prova disto; deveriam ser facilmente encontrados, enormes cemitérios com ossadas que comprovassem tais afirmações. Entretanto isto não existe. O que acontece é o achado de um osso perdido, um aqui outro acolá, e que os cientistas brigam para defender a teoria da evolução por esses mesquinhos achados que não levam as mentes sensatas a tais conclusões loucas e precipitadas. Segundo se sabe, a leitura da radiação do carbono 14 pode dar erros de milhares de anos conforme a exposição das intempéries da natureza a que ficou exposto o tal osso. Mas para defender “essa brilhante idéia” só servem mesmo os que dão tais erros, se não, “não teriam menor graça”! – É imoral, mas até fraudes se tem praticado em nome da ciência, para se tentar provar que essa

 

evolução é um fato! Em resumo, a Teoria da Evolução, e não o Fato da Evolução, é uma maneira diabólica, ardilosa e sutil de tentar afastar o homem de Deus, o Criador. Portanto paremos por aqui com esse negócio de evolução, porque não é sobre isto que queremos falar, e sim sobre as “Origens do Planeta Terra”. Noutra oportunidade dedicaremos um estudo exclusivo sobre a Bíblia e a Teoria da Evolução.

 

Perguntas!

Foi verdadeiramente uma explosão?

Se foi assim por que não continuaram  as explosões ?

Por que só a nossa terra ganhou o privilegio da habitabilidade?

Como puderam ter origem os seres?

Gn. 1: 1-5.

Curiosidade de conhecimento:

[1][1][1] Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado.

[1][1][2] Para os hebreus, o dia começava à noitinha e ia até o pôr-do-sol seguinte.

[1][1][3] O Criador podia ter empregado processos naturais para suspender essas águas e mantê-las no alto. Essas águas caíram nos dias de Noé (Gn 1:6-8; 2ª Pe 2:5; 2ª Pe 3:5,6). Esse evento histórico deixou uma marca indelével nos sobreviventes humanos e seus descendentes, como os antropólogos confirmam. Encontramos um reflexo desse evento nos relatos sobre inundações preservados pelos povos em toda a Terra.

[1][1][1] Os animais consomem plantas e usam esse nitrogênio, ele retorna ao solo como compostos de amônio e parte, eventualmente, se reconverte em nitrogênio gasoso.

                                                                    SUB-TÍTULO 1.1

                                                                  RESTAURAÇÃO.

Para inicio de conversa, sobre o planeta terra, o capítulo 1 de Gênesis trata basicamente de restauração, e não de criação. O único texto que fala da criação da terra, está em Gn.1:1, onde lemos “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Daí por diante, toda a descrição é só sobre restauração da terra, recriação de um novo reino vegetal e animal, bem como criação do homem.

A partir de Gênesis, capítulo 2, temos as seguintes considerações a fazer:

PRIMEIRO Sobre Gn. 1:2… “E a terra era sem forma e vazia”.

Deus é perfeito e todas as suas obras, também. Milhões de anos antes de Deus formar o homem do pó da terra, quando Deus terminou de fazer a terra, ela era perfeita. Podemos concluir isto do Livro do Profeta Isaías, capítulo 45 e verso 18, – “Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a

 

estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro”.Desse versículo podemos depreender que a terra “não era, e sim, tornou-se sem forma e vazia” por alguma catástrofe que tenha ocorrido sobre a terra. O que teria tornado o planeta terra em um caos? – Não temos uma teologia bíblica que prove o que vamos SUGERIR adiante, entretanto, acredito serem nossas SUGESTÕES plausíveis, até que alguém me sugira algo mais racional, lógico ou convincente.

Quando num passado remoto, há milhões de anos, Deus terminou sua criação em relação ao planeta terra, ele tinha um projeto, um plano em mente. Este projeto é conhecido na Bíblia como o “eterno propósito de Deus”. Encontramos esta expressão nas seguintes referências:

1º) de forma direta: Ef. 3:11…

“Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor”, - Aqui, vemos claramente que Deus tem um Propósito Eterno.

2º) de forma indireta ou deduzida de: Is. 46:10…

“Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.

Este propósito eterno de Deus inclui a determinação de a terra ser para sempre, habitada. Pelo menos é o que lemos no texto de Isaías, acima mencionado: “… não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro”.

Mas, o que teria ocorrido na terra e com a terra naqueles tempos tão remotos?

1º) Somos informados pela Bíblia que o primeiro habitante deste planeta foi um ser angelical da mais alta ordem, conhecidos como Querubins. Estes são os que assistem a todo instante na presença de Deus. Além do mais, a Bíblia nos diz que além de Querubim, ele era ungido! – Ser homem de Deus, é uma coisa; ser ungido de Deus é coisa extremamente superior! A mesma lógica imagino para os anjos. Só em ser Querubim já é uma patente invejável, imagine Querubim ungido! – Pois bem, foi o querubim ungido chamado “cheio de luz” ou “lúcifer” o primeiro habitante deste planeta, conforme lemos no Livro do Profeta Ezequiel, capítulo 28 e versículos 11 ao 19:

11 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

12 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.

13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardónia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.

14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.

 

15 - Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.

16 - Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.

17 - Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.

18 - Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.

19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá.

Observem, inicialmente esta profecia está dirigida ao rei da cidade de Tiro, como uma figura representativa do diabo, porque o rei de Tiro era um homem extremamente soberbo. A soberba foi o pecado do de Lúcifer, o diabo. A soberba é um sentimento pecaminoso que ofende profundamente a santidade e senhorio de Deus. O dicionário diz que soberba é:

 1. Altura de coisa que está superior a outra;

 2. Orgulho excessivo; altivez, arrogância; sobrançaria.

Pois bem, assim foi o sentimento daquele Querubim, para com Deus, o Senhor. “15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti”. Não sabemos como numa esfera de tão alta perfeição, possa ter nascido ou surgido a iniqüidade, a isto a Bíblia chama de “Mistério da Injustiça”. II Ts. 2:7. O que está revelado é para nós e nossos filhos, e o que está encoberto é para Deus! Dt. 29:29.

Pelo Livro do Profeta Isaías, fica evidente que aquele Querubim desobedeceu a Deus, deixando sua habitação, a terra em seu estado original, e indo ao céu com propósitos extremamente belicosos numa intentona contra o próprio Deus. Is. 14:9-15

9  O inferno desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os chefes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações.

10 Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós.

11 - Já foi derrubada na sepultura a tua soberba com o som das tuas violas; os vermes debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão.

12 - Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!

 

 

13 - E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.

14 - Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

15 -  E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.

Está obvio, pelos versículos acima: 13 e 14, “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte”.

Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." que Lúcifer queria ser igual a Deus, tomar o trono de Deus e exigir toda a adoração para ele! – Por acaso não foi isto o que o diabo insinuou para Cristo, na tentação do deserto? “E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. Mt.4:9. Não sabemos por quanto tempo Lúcifer ficou no céu nesse estado de perversão convencendo anjos a lhe seguir. O certo é que ele convenceu a terça parte dos anjos do céu, como lemos no Livro de Apocalipse: “E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra;” Ap.12:4.

                                                                    CAPÍTULO II.

                                                                      TÍTULO II

30/08/2005

                                                 CRIATURAS CELESTIAIS INVISÍVEL

Somos os únicos seres criados por DEUS?

Segundo o Registro Bíblico, o domínio visível não foi a primeira coisa a ser criada. Esse antigo relato da criação diz que o primeiro ato da criação foi trazer à existências todas as coisas  nos céus e na terra, as coisas visível e as coisas invisíveis (Cl. 1.16; Jo 1: 1-3). O que são essas “coisas invisíveis” nos céus que o Criador produziu por meio de seu Filho? Embora os astrônomos falem de bilhões de estrelas e de invisíveis buracos negros, a bíblia nesse caso refere-se a centenas de milhões de criaturas espirituais com corpos espirituais. “por que” ? Alguns talvez se perguntem criar esses inteligentes seres invisíveis? Assim como o estudo do universo pode esclarecer algumas questões a respeito de sua causa, o estudo da bíblia pode suprir-nos de informações importantes acerca de seu Autor. Por exemplo, ela diz que ele é o “Deus Feliz” cujas intenções e ações refletem amor (1ª Tm. 1 11; 1ª Jo 4.8). Portanto podemos concluir logicamente que Deus queria ter a companhia de outras pessoas espirituais inteligentes que também usufruíssem  a vida. Cada uma destas teria um trabalho satisfatório a realizar, mutuamente benéfico, e que contribuiria para os objetivos do criador. Nada indica que essas criaturas espirituais obedeceriam a Deus como robôs. Ao contrario, Deus dotou-as de inteligência e livre-arbítrio. Os relatos bíblicos indicam que Deus incentiva a liberdade de pensamento e de ação, certo de que isso não é uma ameaça permanente à paz e à harmonia no universo. Paulo escreveu “ o Senhor é o Espírito; e onde estiver o Espírito do Senhor, ali há liberdade” (2ª Co. 3:17).  

Quais são as “coisas visíveis” que Deus criou? Estas incluem o Sol e todos os outros bilhões de estrelas e de matérias que formam o Universo. Será que a Bíblia nos dá uma idéia de como Deus produziu tudo isso do nada? Vejamos, examinando a Bíblia à luz da ciência moderna. No século 18, o cientista Antoine-Laurent Lavoisier estudou o peso da

 

matéria. Ele notou que, depois de uma reação química, o peso do produto igualava ao peso combinado dos ingredientes originais. Por exemplo, se queimarmos papel em oxigênio, as cinzas e os gases resultantes pesarão o mesmo que o papel e o oxigênio originais. Lavoisier propôs uma lei: 'a conservação de massa, ou matéria'. Em 1910, a The Encyclopaedia Britannica explicou: “A matéria não pode ser criada nem destruída.” Isso parecia razoável, pelo menos naquele tempo. Contudo, a explosão de uma bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, expôs publicamente uma falha na lei de Lavoisier. Na explosão de uma massa de urânio supercrítica, formam-se diferentes tipos de matéria, mas a sua massa combinada é menor do que a do urânio original. Por que essa perda? Porque parte da massa do urânio é convertida numa assombrosa descarga de energia[i][i][1]. Outro problema com a lei de Lavoisier, sobre a conservação da matéria, surgiu em 1952 com a detonação de um artefato termonuclear (a bomba de hidrogênio). Nessa explosão, os átomos de hidrogênio combinaram-se para formar o hélio. A resultante massa do hélio, porém, era menor do que a do hidrogênio original. Uma parte da massa do hidrogênio foi convertida em energia explosiva, uma explosão muito mais devastadora do que a bomba lançada sobre Hiroshima. Como essas explosões provaram, uma pequena quantidade de matéria representa uma enorme quantidade de energia. Esse vínculo entre a matéria e a energia explica a potência do Sol, que garante a nossa vida e o nosso bem-estar. Que vínculo é esse? Bem, uns 40 anos antes, em 1905, Einstein havia predito uma relação entre matéria e energia. Muitos conhecem a sua equação E=mc2. Depois que Einstein formulou essa relação, outros cientistas puderam explicar como é possível que o Sol continue a brilhar já por bilhões de anos. No interior do Sol ocorrem contínuas reações termonucleares. Deste modo, a cada segundo, o Sol converte uns 564 milhões de toneladas de hidrogênio em 560 milhões de toneladas de hélio. Assim, cerca de 4 milhões de toneladas de matéria são transformadas em energia solar, uma fração da qual atinge a Terra e sustenta a vida. É significativo que o processo ao reverso também é possível. “A energia transforma-se em matéria quando partículas subatômicas colidem em altas velocidades e criam novas partículas, mais pesadas”, explica The World Book Encyclopedia. Os cientistas realizam isso em escala limitada usando máquinas enormes, os chamados aceleradores de partículas, nos quais partículas subatômicas colidem em velocidades fantásticas, criando a matéria. “Estamos reproduzindo um dos milagres do Universo - transformar energia em matéria”, explica o físico e prêmio Nobel Dr. Carlo Rubbia. 'É verdade', alguém talvez diga, 'mas o que isso tem a ver com o registro da criação que se lê na Bíblia?' Bem, a Bíblia não é um livro de ciência, embora se tenha revelado atualizada e afinada com os fatos científicos. Do começo ao fim, a Bíblia aponta para Aquele que criou toda a matéria no Universo, o Cientista (Ne 9:6; At 4:24; Ap 4:11). E ela mostra claramente a relação entre energia e matéria. Por exemplo, a Bíblia convida os seus leitores: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” (Is 40:26). Sim, a Bíblia diz que uma fonte de tremenda energia dinâmica,  o Criador, trouxe à existência o Universo material. Isso se harmoniza plenamente com a tecnologia moderna. Só isso já basta para que o registro bíblico da criação mereça o nosso profundo respeito. Depois de terem criado nos céus coisas invisíveis e visíveis, o Criador voltou a sua atenção para a Terra. De onde ela se originou? A variedade de elementos químicos que compõe o nosso planeta pode ter sido produzida diretamente por Deus pela transformação de energia dinâmica ilimitada em matéria, algo que os físicos hoje dizem que é plausível. Ou, como muitos cientistas acreditam, a Terra pode ter sido formada de matéria expelida na explosão de uma supernova. Ou ainda, quem garante se houve, ou não, uma combinação de métodos, destes acima mencionados e de outros, que os cientistas ainda não descobriram? Seja qual for o mecanismo usado, o Criador é a Fonte dinâmica dos elementos que compõem a Terra,

 

incluindo todos os minerais essenciais para nos manter vivos. Pode-se avaliar que a formação da Terra envolveria muito mais do que suprir todos os materiais nas proporções corretas. O tamanho da Terra, sua rotação, sua distância do Sol, bem como a inclinação de seu eixo e a forma quase circular de sua órbita ao redor do Sol também teriam de ser rigorosamente precisas, exatamente como são. É óbvio que o Criador pôs em operação ciclos naturais que deram ao nosso planeta condições de sustentar muitas formas de vida. Temos todos os motivos de nos maravilhar diante de tudo isso. Mas imagine a reação dos celestiais filhos espirituais de Deus ao observarem a criação da Terra e da vida nela! Um livro bíblico diz que eles 'juntos cantavam e bradavam de júbilo' (Jó 38:7).

 

                                                             CAPÍTULO III

                                                              TÍTULO III.

                                       PREPARAÇÃO DOS SEIS DIAS

06/09/2.005   -   Gn. 1:1-5

Pelo visto, a Terra já estava em órbita em torno do Sol e já era um globo coberto de água quando começaram os seis “dias”, ou períodos, de obras criativas especiais. “Havia escuridão sobre a superfície do abismo aquoso”.(Gn 1:2).A palavra Águas é por muitos comentadores entendida como a principal matéria cósmica do universo. O termo hebraico parece como a idéia de fluido material. O Salmo 148 talvez tenha essa mesma idéia quando diz “ águas que estão sobre os céus” (Sl. 148:4)estas águas eram distintas das que estavam abaixo no abismo(verso 7) e o vapor acima (verso 8), A nossa terra estava  envolvida na grande massa de fluido material, que ainda enchia o espaço, sobre ela, embaixo, o Espírito as movia. O verbo empregado é o verbo ser. Houve, portanto, luz antes haver sol. ANTONIO NEVES DE MESQUITA relata em seu livro estudo de Gênesis 4ª edição que um certo homem que se dizia ateu, lhe perguntou como podia ser isto haver luz antes de haver sol porque o sol só foi criado bem depois no quarto dia.O ilustre professor relata que buscou pesquisar e através da ciência trouxe a resposta:

A ciência ensina que a matéria que se encontra nos corpos celestes era, a princípio muito rarefeita e de rotação muito lenta. À medida que se foi condensando, foi aumentado de velocidade e, como já foi dito, desta atividade molecular surgiu a luz.  

Naquele estágio primordial, alguma coisa, talvez uma mistura de vapor de água, outros gases e cinzas vulcânicas, deve ter impedido que a luz do Sol atingisse a superfície da Terra. Com facilidade incrível, e ação deliberada, o Deus onipotente determinou, haja luz. Ele enunciou a sua palavra, e imediatamente Sua vontade foi realizada(Sl. 33:6, 9). A luz foi a resposta de Deus ao domínio das trevas. Foi a ação do Senhor para concluir seu integral programa da criação. Sem ela, os passos seguintes seriam sem significado.O Apostolo João nos conta que Deus é luz (1ª Jô. 1:5).A Bíblia descreve assim o primeiro dia: “Disse Deus: 'Haja luz'. E houve luz”, ou a luz alcançou a superfície da Terra. - Gênesis 1:3, (tradução de J. W. Watts). A expressão “gradualmente veio à existência a luz” exprime com exatidão a forma do verbo hebraico em questão, denotando uma ação progressiva que leva tempo para se consumar. Quem lê em hebraico encontra essa forma verbal umas 40 vezes em Gênesis, capítulo 1, e isso é uma chave para entender o capítulo. O que Deus começou a fazer na figurativa noitinha de um dia (ou era) tornava-se progressivamente claro, ou evidente, depois da manhã daquele “dia”. Também, o que foi iniciado num dia não precisava estar plenamente acabado quando começava o dia seguinte. Para ilustrar, a

 

luz surgiu gradualmente no primeiro “dia”, mas foi só no quarto dia que o Sol, a Lua e as estrelas puderam ser vistos (Gn 1:14-19).

O primeiro capítulo da Bíblia fornece alguns detalhes a respeito de medidas vitais tomadas por Deus na preparação da Terra para o usufruto do homem. O capítulo não dá todos os detalhes; ao lê-lo, não devemos nos abalar caso ele omita certas particularidades que os leitores antigos nem poderiam ter entendido. Por exemplo, ao escrever esse capítulo, Moisés não falou das funções de algas e bactérias microscópicas. Essas formas de vida só chegaram ao campo da visão humana depois da invenção do microscópio, no século 16. Moisés tampouco falou especificamente dos dinossauros, cuja existência foi deduzida à base de fósseis, no século 19. Em vez disso, Moisés foi inspirado a usar palavras que pudessem ser entendidas por pessoas de seus dias, mas palavras exatas em tudo que dizia respeito à criação da Terra. Ao ler Gênesis, capítulo 1, do versículo 3 em diante, você verá que ele está dividido em seis “dias”. Há quem diga que estes eram dias literais de 24 horas, significando que o Universo inteiro e a vida na Terra foram criados em menos de uma semana! Mas é fácil descobrir que a Bíblia não ensina isso. O livro de Gênesis foi escrito em hebraico. Nesse idioma, “dia” refere-se a um espaço de tempo. Pode ser um período longo, bem como um dia de 24 horas. Mesmo em Gênesis, os seis “dias” são englobados num só período longo - 'o dia em que Jeová fez a terra e o céu' (Gn 2:4; 2ª Pe 3:8). Na verdade, a Bíblia revela que os “dias” (ou eras) representam milhares de anos. Pode-se ver isso pelo que a Bíblia diz sobre o sétimo “dia”. O registro de cada um dos primeiros seis “dias” termina dizendo 'e veio a ser noitinha e veio a ser manhã, primeiro dia', e assim por diante[1][1][2]. No entanto, essa expressão não ocorre depois do registro do sétimo “dia”. E, no primeiro século d.C, uns 4.000 anos mais adiante na corrente do tempo, a Bíblia diz que o sétimo “dia”, de descanso, ainda continua (Hb 4:4-6). Portanto, o sétimo “dia” era um período que se estenderia por milhares de anos, e podemos concluir logicamente o mesmo a respeito dos primeiros seis “dias”.

                                                                 TÍTULO IV

                                                     SUB-TÍTULO IV-1

1.      O primeiro dia: aparição da luz(Gn 1.3-5). Deus fez aparecer a luz cósmica, pelo poder da sua Palavra, quando disse: "haja luz, e houve luz." Ele trouxe `à existência as coisas não vistas. O mundo estava debaixo da escuridão total, mas o Criador fez surgir a luz, mesmo antes de aparecer o Sol. O ato de ordenar que houvesse luz não significa que ela não existisse antes, mas que Deus fez surgir no primeiro dia. No versículo 4, lemos: "fez Deus separação entre a luz e as trevas". Havia, de fato, uma densa acumulação de neblina e vapor, os quais envolvia a Terra, e, por isso, existia uma total escuridão. Quando surgiu a luz, as trevas foram vencidas pelo poder da claridade que se espalhou sobre a expansão das águas. No versículo 5, a luz foi chamada "dia"e as trevas, "noite".

                                                  SUB-TÍTULO IV-2

2.      O segundo dia: criação do firmamento (Gn 1. 6-8). Deus faz surgir o firmamento ou “expansão" referindo-se à separação das águas atmosféricas das terrestres. Entende-se que uma vasta cortina líquida e nebulosa cobria a Terra e impedia que a luz solar vencesse. Ela submetia

 

o planeta a um juízo de trevas impenetráveis. Era uma massa de água atmosférica que se condensava com o vapor da terra. Mas Deus estabeleceu a separação das águas "debaixo da expansão",que se evaporaram , para formarem nuvens e se transformarem em águas potáveis.

                                 SUB-TÍTULO IV-3

3.      O terceiro dia: a criação da terra, mar e plantas.(Gn. 1.9-13). No terceiro dia da criação o Criador, depois da separação das águas, ordenou que "aparecesse a porção seca"(Gn.1.9),a Terra. Alguns geólogos acreditam que, originariamente "a porção seca" (Gn. 1.9) fosse um só continente. As especulações acerca deste assunto são muitas, mas nenhuma é sustentável. A grande verdade é que a parte seca, hoje, disposta no planeta em cinco continentes, existe, e foi capacitada para produzir toda a vegetação em forma de ervas variadas que dão sementes e árvores frutíferas. Estes elementos vitais da vegetação seriam os produtores de alimentos para a sobrevivência dos seres vivos.

                                                   SUB-TÍTULO IV-4

4.O quarto dia: criação do Sol, Lua e estrelas(Gn.1.14-19). Não há contradição entre o relato do primeiro e quarto dia, quando ambos aparecimento da luz. A diferença é que, no primeiro dia (Gn 1. 3-5), Deus ordena o surgimento da luz, e no quarto (Gn1.14-19), o Senhor organiza o sistema solar. Neste dia, surgem o Sol e a Lua e, os astros celestes. Na linhagem hebraica, os nomes sol e lua são omitidos propositadamente por Moisés, que prefere denominá-los como dois luminares. É interessante que eles surgiram, para vencerem o caos terrestre e contribuírem para a produção e preservação da vida sobre a Terra. Tudo está pronto para a sobrevivência animal. Há água potável, comida e o ciclo das estações. No versículo 14, começa, de fato, a contagem do tempo, pois os luminares surgidos no firmamento celeste, Sol e Lua, fazem a diferença entre o dia e a noite.

                                                   SUB-TÍTULO V-5

4.      O quinto dia: criação da vida marinha e das aves (Gn:1.20-23). As águas, separadas em doces e salgadas, têm vida. A ordem divina no versículo 20 é: "produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente". Esta primeira ordem inclui todos aquáticos, marinhos e todas as espécies de aves. O texto fala de 'enxame de seres viventes “(v.2o) nas águas e sobre a terra. Deus lançou a sua benção sobre estes seres viventes e ordenou que fossem fecundos e se multiplicassem (v.22). Está escrito, no versículo 23, que 'houve tarde e manhã'. Esta escritura tem gerado polêmica aos estudiosos. Alguns intérpretes ensinam que a referência é a um dia de Deus e não comum, limitado por minutos e horas. Entendem que o começo de cada ato da criação é chamado "manhã", e a conclusão deste específico ato divino é chamado "tarde".

                                      

 

 

                                             

 

 

                                            

                                             CAPÍTULO III-1

                                                  TÍTULO VI.

                                     

                                             DUAS VERSÕES DO SEXTO DIA.

20/09/2005.

RESUMO DO 5º DIA – Gênesis – 1: 20-23

 

2)-  PARTE DO CAPITULO 1 (Gn 1: 24-31)

O sexto dia tem sido motivo de muitos estudos por vários Irmãos dedicados ao ensino da Palavra de nosso Deus, darei aos amados Irmãos os dois relatos que me parecem mais explicativos:

                                                                Item 1

                                                            1ª VERSÃO

6.o Dia

No sexto “dia” Deus deu mais atenção ao solo. Ele criou animais 'domésticos' e animais 'selváticos', que eram classificações significativas quando Moisés escreveu o relato (Gn 1:24). Portanto, foi no sexto dia que foram formados o mamífero terrestre. E os seres humanos? Esse registro antigo nos informa que, por fim, o Criador decidiu produzir uma forma de vida realmente única na Terra. Ele disse ao seu Filho e ao Espírito Santo: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança, e tenham eles em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal movente que se move sobre a terra.” (Gn 1:26). De modo que o homem refletiria a imagem espiritual do Criador, exibindo as Suas qualidades. E o homem seria capaz de assimilar uma quantidade enorme de conhecimentos. Assim, os humanos poderiam agir com inteligência superior à de qualquer animal. Também, diferentemente dos animais, o homem foi feito com a capacidade de agir segundo a sua própria livre vontade, sem ser controlado basicamente por instinto.

 

Em toda a criação, Deus sempre se dirigiu à terra, e à água para que elas produzissem (veja nos versos 11, 12, 20 e 24), mas na criação do homem Ele disse: "Façamos". O homem não foi criado da terra, mas formado da terra, porque o homem não foi criado para ser terreno, mas para ser celestial. O "Façamos" é um plano divino, celestial. Da terra, Deus só tirou um corpo para o homem. Deus através desta revelação, nos mostra que de toda a sua criação, só o homem é para ser celestial e divino.

Antes de considerarmos o que Deus tem como revelação neste sexto dia, peço em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que Deus abra os olhos do vosso entendimento, e lhe dê espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle. E ainda que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. Amém!

 

Quando Deus disse: "Façamos o homem conforme à nossa imagem, conforme a nossa semelhança", nesta expressão estava incluída todo o Seu propósito Divino desde antes da fundação do mundo, e não apenas no homem Adão. O que tinha ouvido até algum tempo atrás, era apenas a interpretação feita pela mente natural de alguns teólogos, que diziam ter

Deus criado o homem Adão à Sua imagem e semelhança, e o homem fez cair por terra todo o propósito de Deus, caindo em pecado. Então Deus, após a queda, iniciou uma obra de

 

restauração em sua obra prima de toda a criação, para que Seu Plano não se encerrasse ali. Caso fosse assim mesmo, não poderíamos confiar que Deus pode restaurar aquilo que não soube criar e cuidar. Mas não é assim que o Espírito de Deus nos tem feito compreender as coisas de Deus.

 

As Escrituras são claras quando afirmam que toda obra começa por Jesus e termina nEle. Sem Ele, nada do que foi feito se fez. Ele é antes de todas as coisas. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de toda e qualquer obra: "porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;(nós somos sua propriedade, somos criaturas suas Cl. 1:16-17),  também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude" Colossenses 1.16-19.

 

Nestes versículos de Colossenses, o Espírito ensina que nEle foram criados todas as coisas, nos céus e na terra. Depois Ele diz que Jesus é antes de todas as coisas, e que Ele tem toda a preeminência, isto é, em Jesus está o começo de tudo o que tem valor. Se olharmos para Adão e não para Jesus, este versículo estaria em contradição com as Escrituras. Nunca Deus colocou em Adão o propósito de Seu Plano Divino. Se fosse assim, Deus confiaria ao homem o êxito de Sua insondável sabedoria, poder e divindade. Deus não confia nem nos seus servos, e nem o céu é puro aos seus olhos, pois até aos seus anjos atribui loucura; quanto mais confiaria no homem que habita em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça (Jó 4.18-19; 15.15-16).

 

Deus nunca confiou este grande Plano Divino ao homem, mas ao Seu Filho Jesus. Graças a Deus! O verbo "Façamos o homem", está no plural, e no original hebraico, não fala de uma só pessoa, pois, no caso, o verbo estaria no singular; nem de duas, pois, a flexão do verbo em número serial dual. Quando Deus disse "Façamos", Ele estava se referindo a mais do que duas pessoas, e sabemos que as Escrituras nos apresentam três Pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Deus antes que existisse o homem, disse: "Façamos o homem". Deus vem nos revelar pela Sua Palavra, que Ele é o arquiteto e edificador de toda esta obra. Jesus é a pedra angular, a pedra de esquina desta construção, e o Espírito Santo o agente, e mais ninguém.

 

Quando Deus disse: "Façamos o homem, conforme a nossa imagem, conforme a nossa semelhança", Ele não estava dizendo que em Adão seria completado o Seu Plano, mas que este era o Seu Plano Divino, que se tinha iniciado em Jesus, e que seria concluído no próprio Jesus. Isto se torna muito claro, quando Deus nos faz ver que alguém já possuía tal característica da divindade. O que Deus disse, é que o homem, dentro do Seu Plano Divino, possuiria esta imagem e semelhança, que estava em Seu Filho Jesus.

Deus nos confirma isto quando diz: "Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo

homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial" I Coríntios 15.45-49. Nestes versos o Espírito Santo nos ensina que no Grande Plano Deus, estava incluíndo dois homens: Adão e Jesus. Mas que Jesus não poderia vir antes, porque primeiro era necessário vir o natural, e depois o espiritual. O primeiro homem era da terra, o segundo do céu. A princípio, traríamos a imagem do terreno, mas depois a imagem do que é celestial. (consulte  OS DANOS DA SEGUNDA MORTE)

 

Quanta pobreza de entendimento se olharmos só para Adão! Quanta profundidade de riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus, quando Deus nos faz ver que Jesus era o filho unigênito. Quando Deus criou o homem terreno, já havia o celestial. Adão não foi criado à imagem e semelhança de Deus como muitos afirmam, mas somente à imagem de Deus como afirma as Escrituras: "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" Gênesis 1.27. A imagem e semelhança de Deus só podemos adquirir através de Jesus que é o segundo homem: "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" Romanos 8.29.

 

Neste verso de Romanos 8.29, podemos ver que o Espírito nos fala de um filho primogênito e não mais unigênito. Adão nunca foi este primogênito, e muito menos o princípio da criação de Deus. Jesus é este primogênito e também o princípio da Sua criação. Jesus perdeu a sua unigenitura quando se tornou o último Adão, e isto aconteceu quando nos atraiu em seu corpo na cruz. Na Sua morte terminou a raça adâmica, pois, ele foi o último Adão (I Coríntios 15.45). O homem criado do pó da terra teve um começo e um fim determinado por Deus. Ele se iniciaria em Adão e acabaria em Jesus, mas o Plano de Deus, de tornar o homem à sua imagem, conforme à sua semelhança, se iniciou em Jesus e terminará em Jesus.

Ela se iniciou em Jesus quando Deus disse: "Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão" Salmos 2.7-8, e terminará em Jesus quando soar a última trombeta: “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a”. palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" I Coríntios 15.49-57.

 

 

Deus nunca colocou em Adão e sua mulher a confiança de Seu Plano Divino, mas em Jesus desde o princípio. Quando as Escrituras falam nos Salmos 8, nos versos 5 e 6: "Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés", não está falando dos homens, feitos à semelhança de Adão, mas de Jesus, e isto nos confirma Hebreus 2.6-9 quando diz: "Mas

em certo lugar testificou alguém dizendo: Que é o homem, para que te lembres dele? ou o filho do homem, para que o visites? Fizeste-o um pouco menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste, todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele; vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos".

 

Ao homem, Deus não sujeitou nada, mas tudo sujeitou ao Seu Filho Jesus. No verso 10, do mesmo capítulo, o Espírito confirma, mais uma vez que todas as coisas são para Jesus. Só por meio dEle alguma coisa pode existir: "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles". Se Deus tivesse seu plano em Adão, nunca o deixaria só, só voltando à tardinha, sabendo que o Diabo estava no Jardim. Com Jesus vemos o contrário, mesmo quando Jesus disse: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste", Deus não o deixou só, porque: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões" II Coríntios 5.19. Jesus também afirmou isto quando disse: "Eis que vem a hora, e já é chegada, em que vós sereis dispersos cada um para o seu lado, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo" João 16.32.

 

Caso Deus tivesse seu Plano em Adão, não passaríamos de criaturas eternas de Deus, e Adão seria o primogênito desta criação. Se Adão tivesse tomado da árvore da vida, ele e nós seríamos apenas criaturas eternas, e nunca filhos. Quando Adão pecou, Deus guardou o caminho da árvore da vida, para que o homem não comesse dela, pois esta árvore deveria ser guardada até a morte da sua raça. Assim aconteceu quando Jesus se tornou o último Adão. Ele morreu, e toda a raça adâmica morreu juntamente com Ele. Quando Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos, nos deu vida juntamente com Ele, e o caminho da árvore da vida que esteve guardado até a ressurreição de Jesus, foi aberto novamente, e pudemos receber vida juntamente com Ele: "Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados" I Coríntios 15.22.

 

Jesus é esta árvore da vida, e o caminho está novamente aberto para tomarmos desta vida. Agora não mais para sermos apenas criaturas eternas, porque já estamos mortos em Cristo, mas para sermos filhos eternos de Deus: "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição" II Coríntios 5.14, 17-18; João 1.12-23; Lucas 20.34-36.

Quando Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança", Deus estava dizendo que o homem seria feito à imagem e semelhança de Jesus. Ele começou esta obra formando o homem do pó da terra, e fazendo-o alma vivente. Deixou o homem só, para mostrar que ele não pode por si mesmo sustentar nada. Enviou depois Seu Filho, na plenitude dos tempos, na semelhança da carne do pecado, para que na carne condenasse o pecado. Terminou com a unigenitura de Jesus, fazendo-o pecado por nós. Fez morrer o último Adão, para criar uma nova raça, a raça dos filhos de Deus: "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles. Pois tanto o que santifica como os que são santificados, vêm todos de um só; por esta causa ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Porei nele a minha confiança. E ainda: Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu. Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto  é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão" Hebreus 2.10-15.

O primeiro homem Adão, não foi feito à imagem e semelhança de Deus, mas o segundo homem Jesus sim. Em Adão todos nós fomos destituídos da glória de Deus, em Cristo fomos novamente glorificados (Romanos 3.23, 8.30). Em Adão fomos feitos por Deus alma vivente, em Jesus Cristo, espírito vivificante. Em Adão toda a raça humana recebeu o fôlego de vida, em Jesus Cristo recebemos o penhor do Espírito Santo (Efésios 1.14). De Adão recebemos o pecado e a morte, em Jesus Cristo a morte para o pecado, e a ressurreição dentre os mortos. Em Adão recebemos um corpo corruptível, em Jesus Cristo recebemos a promessa da transformação, para ser conforme o corpo da Sua Glória (Filipenses 3.21): "E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita"(Rm.8:11).

Esta é a promessa de Deus para os nossos corpos mortais. É neste ponto que Deus vem nos revelar sobre o sexto dia. No final do sexto dia, Deus formou o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida (Gn. 2:7). Este final do sexto dia representa o final do sexto milênio, aonde Jesus virá para arrebatar os que são seus, nas nuvens, ao seu encontro nos ares (I Tessalonicenses 4.17). Mas o Espírito diz, aqueles que estiverem vivos, de modo algum precederão aqueles que estiverem dormindo em Cristo. Deus em Sua Palavra usa a expressão dormindo em Cristo, porque a morte é  para aqueles que não estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês tu isto?" João 11.25-26.

 

Todo aquele que está dormindo em Cristo, está no pó da terra, porque Deus disse: "e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu" Eclesiastes 12.7. Todos os irmãos que morreram no passado estão com os seus corpos no pó da terra, mas estão vivendo em espírito diante de Deus. Mesmo nós, os que estamos vivos, não passamos de pó aos olhos de Deus: "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó" Salmos 103.14. Quando aquilo que é corruptível, se revestir da incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revestir da imortalidade (I Coríntios 15.54), então se cumprirá o plano de Deus que disse: "Façamos o homem conforme à nossa imagem, conforme à nossa semelhança". Deus irá formar o homem à sua imagem e semelhança do pó da terra, soprará nele o Espírito de vida, e o homem será espírito vivificante, e terá um corpo semelhante ao corpo de Jesus glorificado. Aleluia!

              O sexto dia nos mostra claramente o que Deus fará com os irmãos que estão com os seus corpos dormindo no pó da terra. Formará deste pó o corpo incorruptível. Nós os que estivermos vivos, que também somos pó, seremos transformados, num abrir e piscar de olhos, com um mesmo corpo glorificado. Só há duas pessoas que não desceram à sepultura. Estes dois são Enoque e Elias.

Estamos vivendo o final do sexto dia. Os cumprimentos do grande planos de Deus estão prestes a se realizar. Sempre que falamos em milênio, não queremos dizer que se começa no ano 5000 e termina no ano 5999, mas é claro que cada dia é como mil anos, e mil anos como um dia (II Pedro 3.8). Devemos entender também, que o ano  que estamos vivendo, é o calendário Romano, que é contado a partir do nascimento de Jesus Cristo. Não estamos

 

estipulando uma data para a volta de Cristo, nem dizer que o sexto milênio acabará no dia 31 de dezembro. Só está se cumprindo em nós, aquilo que Jesus disse em João 16.12 e 13: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras".

É importante e nunca é demais lembrar que os dias aqui estudados não são necessariamente de 24 horas, lembre-se que o Sol e a Lua que regulam os tempos (dia e noite) só apareceram no quarto dia, portanto, lembre-se, um dia para Deus é como mil anos e mil anos como um dia (2ª Pd. 3:8).

 

 

                                                                      Item 2.

                                                                  2ª VERSÃO

 

5.      O sexto dia: criação da vida animal e a humana (1.24-26). Percebe-se, neste dia, que Deus criou três tipos distintos de seres: "gado', um tipo de animais mansos, os quais pastam e andam juntos;"répteis ", que rastejam, como as serpentes e outros invertebrados, "feras": aparecem por último no versículo, e referem-se aos animais selváticos: leões, tigres e outros carnívoros. No versículo 25, afirma-se que Deus criou estes animais, cada qual segundo a sua espécie. Ora, aprendemos nestes versículos que todos os seres vivos , tanto no mundo animal como vegetal, foram feitos de acordo com o seu gênero e espécie e com a capacidade de reproduzir-se por gerações sem fim. Deste modo, podemos testemunhar que as diferentes famílias de animais e plantas conservam-se,desde sua criação, até o dia de hoje.

Porém , o homem é a obra-prima do Criador, Ele é a coroa da criação, conforme está declarado no versículo 26 . Quando Deus disse: "Façamos o homem ", Ele desejava criar um ser distinto de todas as demais criaturas terrenas: alguém que tivesse personalidade, vontade, sentimento, e fosse capaz de representa-lo sobre a Terra. Por esta razão, Ele criou o homem "`a sua imagem e semelhança".

A história da criação tem seu fundamento na revelação de Deus ao homem. Por causa do pecado, o ser humano se tornou vítima do engano e da mentira de Satanás. As teorias levantadas por mentes incrédulas e perniciosas procuram ofuscar o fato da criação. O relato bíblico não se baseia em teorias, mas em fatos revelados, pelo próprio Deus. Por isso algumas verdades fundamentais acerca da criação precisam ser ensinadas e não meramente informadas.

1.Houve um propósito divino na criação. As Escrituras revelam que a criação do mundo não foi obra do acaso. Deus criou com os seguintes propósitos:

a) Para sua glória, conforme alguns textos bíblicos declaram: Salmo 19.1; Isaías 43.7; 60.21; 61.3; Lucas 2.14.

 

b) Para satisfação de sua vontade: Efésios 1.5,6, 9; Apocalipse 4.11.

c) Para a honra pessoal de Jesus Cristo, seu Filho: Colossenses 1.16 e Hebreus 2.10.

2.Houve e há um fim na criação: o próprio Deus Criador. Qual a finalidade de Deus ter criado o mundo? A resposta está no fato de que a criatura não existe por si própria, a não ser pelo ato criador de Deus. Ele não depende da criatura, mas esta precisa dele. Portanto, seu destino submete-se ao que seu Criador se dispuser. Então, interroga-se: Por que Deus criou todas as coisas? Por que existe o mundo? O homem? Estas perguntas têm uma única resposta: Deus criou tudo por que é livre para criar, e seu propósito baseia-se no fato da eterna bondade que Ele manifesta para sua criação. Ao criar o mundo, não significa que Ele precisasse de alguma coisa para si, já que Ele possui tudo(Jó 22.1-3)Ele criou todas as coisas, para sua glória(Sl 18.2-5; Is 6.3; 1 Co 6.20).

Conclusão:

Há uma curiosa expressão que, por vezes, é questionada pelos estudantes da Bíblia: "E houve tarde e manhã"(Gn 1.5,8,13,19,23,31). Em todos estes versículos, a encontramos no final de cada ato criativo. Ela faz parte de um relato de Moisés, o autor de Gênesis. Por isso, quando o escreveu, tinha sua mente voltada para cultura ocidental, especialmente a dos hebreus. Geralmente, o dia começava ao pôr-do-sol, a tardinha. Portanto, neste livro, a tarde sempre precedeu a manhã. De quantas horas foram estes dias da criação? De 12 ou 24? Alguns ensinadores forçam uma interpretação e os definem como duração indefinida, ou, até mesmo, como eras geológicas. É difícil encontrar uma definição para este texto. Porém, não é fácil entender o método de Deus. Se um dia pode ser como mil anos e vice-versa (2 Pe 3.8), por que discutir esta questão?

                                                                             

                                                              CAPÍTULO IV

                                                A CRIAÇÃO DO HOMEM

                                                               TÍTULO VII

                                                              INTRODUÇÃO:

Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.

                                                           

 

                                                          

                                                               TÍTULO VIII

I.                   OS DOIS RELATOS BÍBLICOS DA CRIAÇÃO DO HOMEM.

                                                           Sub-título V.

1. O primeiro relato sobre a criação do homem. Encontra-se em Gênesis 1.26,27. Neste texto, está declarada a ordem criativa da Trindade, quando diz: "Façamos o homem". A despeito da importância teológica que se dá ao "façamos" para denotar a participação triúnica da Deidade, o fundamental, nesta passagem, é a palavra "BARAH" (hebraico), do versículo 27, que quer dizer: "criou". Deus o fez do pó da terra, mas sua criação foi um ato divino. Ele foi feito especial e diferente da vida vegetal, aquática e animal.

                                                                Sub-título VI

2. O segundo relato da criação do homem. Encontra-se em Gênesis 2.4-8. Neste relato histórico, temos, além da criação dó homem, também a descrição da origem da mulher.

Enquanto a primeira narração se preocupou mais em mostrar a ordem da criação e a decisão da Corte Divina, em criar o homem à sua imagem e semelhança; o segundo relato apresenta a sua efetivação. No texto de Gênesis 2:7, temos a seguinte declaração: "E formou o Senhor Deus o  homem do pó dá terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente".

                                                              Sub-título VII

3. A criação da mulher. No segundo relato da criação, podemos  destacar, no texto de Gênesis 2.18-25, a formação da mulher. Depois de Deus ter criado Adão, Ele também fez Eva. Em Gênesis 1.27, está escrito: "macho e fêmea os criou".

 

                                                            CAPÍTULO VII

                                                 TEORIAS SOBRE O HOMEM.

27/09/2005

                                                               TÍTULO IX

II.  TEORIAS ANTIBÍBLICAS SOBRE A ORIGEM DO HOMEM

l. A teoria evolucionista. Esta teoria apresenta o homem como um Ser que evoluiu de uma ordem inferior, no mundo animal. Ensina que  esta evolução resultou de sucessivas alterações nas formas materiais, de vida as forças latentes que existem na matéria. Mas a Bíblia refuta esta teoria, quando declara que:

 1 ) a origem do homem resultou de um ato criativo de Deus;

2) o ser físico do homem também é resultado de um ato criativo de Deus, que utilizou a matéria já existente "afar" (hebraico), que significa "pó da terra";

3) o homem, hoje, tem a mesma estrutura física e espiritual do dia em que foi criado;.

4) o homem foi tirado da terra e está destinado a ela, depois da morte

 (Ec 3.20);

5) o homem não é evolução natural da terra, pois ele foi "plasmado".

2. A teoria filosófico-materialista. Sigmund Freud, que lançou esta teoria, era ateu, filósofo e psicanalista. Ele enfatizou, em seus argumentos, a idéia de que o homem, em sua vida biológica e psicológica, tem como base e formação de sua personalidade e seus instintos naturais. Afirmou ele que coisas, como sexo, fome, sede, segurança e prazer, são pressões que determinam as ações e os padrões da personalidade do homem. No conceito de Freud, a natureza do homem não se relaciona com o sobrenatural, no caso, Deus. Para ele, a idéia de uma relação do Criador com o ser humano é imprópria e inexistente, pois o mesmo vê o homem como uma criatura egocêntrica, voltada apenas para as suas necessidades, sem qualquer comunhão com um ser supremo. Acreditava ele, que, ao morrer o homem, nada mais resta.

3. A teoria do humanismo científico. As fontes de informações, para os adeptos desta teoria, sobre a natureza e origem do homem, estão na Biologia, Psicologia e Medicina. Para esta escola de pensamento, o homem é um produto evolucionário da Natureza, sem a menor possibilidade de imortalidade.


                                                              CAPÍTULO VII

III. O ENSINO DA BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO HOMEM:

                                                                TÍTULO X.

                                                   A NATUREZA DO HOMEM

PERGUNTAS:

Em quantas partes se compõem o corpo humano?

Em quantas partes se compõem o homem?

Em quantas partes se compõe a natureza do homem?

                                                                     Sub-título VIII.

 

1.      A biforme natureza do homem. O homem foi criado com uma biforme natureza: material e imaterial. A primeira foi formada do pó da terra (Gn 2.7) e a segunda, outorgada diretamente pelo Criador. O sopro divino nas narinas do homem concedeu-lhe a vida física e a espiritual.

2.      A vida imaterial do homem é representada pela alma e pelo espírito. Porém, esta dupla natureza do homem é representada por uma tricotomia, que se constitui, na parte material, pelo corpo; na imaterial, pela alma e pelo espírito ( 1 Ts 5.23).

                                                        

                                                   

                                                          Sub-título IX

3.      A tricotomia do homem (l Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa "aquilo que é dividido em três", ou "que se divide  em três tomos" .Em relação ao homem, refere-se  às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto daqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo, alma ou espírito.

4.      Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como uma só parte e, às vezes, como se fosse uma só coisa. Entretanto parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Este conceito crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar o corpo de sua parte imaterial.

                                                                      Item 1

a)     O corpo. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra, como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco, e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo, com todos estes produtos, sem a bênção divina, é de ínfimo valor. (divide-se em: cabeça, tronco e membros)

                                                      Item 2.

b)     A alma. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. Ela precisa dele para expressar sua vida funcional e racional. É identificada, no hebraico do Antigo Testamento, por "NEPHESH" e, no grego do Novo Testamento, por "PSIQUÊ”.

                                                      Item 3

c) O espírito. No hebraico é "RUACH" e no grego é "PNEUMA". O espírito do homem não é um simples sopro ou fôlego, mas também vida imortal (Ec 12.7; Dn 12.2; Lc 20:37;1 Co 15:53). Ele é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “o corpo, a alma e o espírito constituem a base real dos três elementos do homem: Consciência do mundo externo, consciência própria”.

                                                            CAPÍTULO VIII

IV. AS FACULDADES DISTINTAS DO HOMEM

l. As faculdades do corpo. São Cinco as faculdades principais, as quais se manifestam através do corpo: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ainda que sejam distintas umas das outras, elas não atuam independentes do comando da alma. São denominadas de instintos naturais ou sentidos corporais, os quais recebem impressões do mundo exterior,

transmitidas ao cérebro, através do sistema nervoso. É daí que partem as ordens para todas as partes do corpo. Os sentidos físicos obedecem às leis naturais que estão impressas no ser humano. São elas que regem as atividades do corpo.

 

                                                          

                                                                Título XI

2. As faculdades da alma. São três as faculdades ou qualidades da alma, pelas quais ela se manifesta: intelecto, sentimento e vontade.

                                                              Título  XII

O INTELECTO (Gn l.28; 2.19,20) é a parte da alma que pensa, raciocina, decide, julga e conhece. É ele quem recebe os conhecimentos. Três outras manifestações lhe são peculiares: a imaginação, memória e razão. Com  a primeira, o homem é capacitado a idealizar e projetar. É um processo do pensamento que habilita o ser humano a construir imagens, através do raciocínio. A segunda é outro atributo do intelecto que capacita o homem a guardar em seu cérebro os fatos passados e presentes. Ela retém os conhecimentos adquiridos e os traz à lembrança. A terceira é um atributo do intelecto que leva o homem a pensar, julgar e compreender as relações entre as coisas, distinguir entre o verdadeiro e o falso, o bem e o mal.

 

 

 

                                                      Título XIII

O SENTIMENTO faz o homem um ser emotivo. Ele não é uma máquina insensível, pois pode sentir todas as grandes emoções, como alegria, gozo, paz, prazer, tristeza, descontentamento, pesar e dor.

                                                       Título XIV

A VONTADE se expressa como resultante das influências do intelecto e dos sentimentos. Ela não age sozinha. Não há vontade livre ou independente. Ela obedece às forças emotivas e intelectuais da alma.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Título XV

3. As faculdades do espírito. Duas faculdades principais se destacam com abrangência sobre outras qualidades importantes, as quais são: Fé e Consciência. Elas identificam o ser religioso do homem. Podemos chamar de natureza espiritual, da qual o ser humano é dotado especialmente para uma perfeita comunhão com Deus. Os sentidos físicos e psicológicos tornam o homem um ser terreno e racional, mas os espirituais o tornam um ser especial.

                                                       Título XVI.

A faculdade da fé é uma qualidade do espírito humano que expressa a religiosidade do homem e o torna capaz de adorar, reverenciar,   louvar e orar a Deus, o Criador. Não se trata de um tipo de fé, adquirida ou ensinada, mas é uma forma inata que nasce com qualquer ser humano. Ela nos estimula a buscar a Deus e comungar com Ele.

                                                        Título XVII

A faculdade da consciência é a lei moral e espiritual, no interior do  homem, que aprova ou desaprova as  suas ações. É a intuição que o espírito tem dos atos e estados do ser humano em sua vida cotidiana. A consciência não está sujeita à vontade, e nem aos sentimentos da alma. 

     

                                                          

                                                             CAPÍTULO IX.

                                                                   O 7.o Dia.

Gênesis 2:1-25

 

 "Ora, havendo Deus completado  no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou;  porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera"

Gênesis 2.2-3.

Quando olhamos para estes textos das Escrituras, eles nos ensinam que Deus descansou no sétimo dia de toda a obra que fizera. Ela estaria em contradição com a mesma Palavra se não compreendermos que este dia além do descanso em Cristo representa o sétimo milênio que virá logo. Estaria em contradição, porque em Isaías 40.28, Ele diz: "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento". Este texto das Escrituras nos fala de um Criador da terra que não se cansa. Se Deus não se cansa, para que então descansar? Sobre isto Jesus nos ensina que: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" Marcos 2.27.

Quando Deus descansou no sétimo dia, este descanso não era para Ele, mas para o homem. Deus queria que a primeira coisa que o homem aprendesse, fosse a descansar. Tanto é assim, que se Deus tivesse descansado, Jesus não falaria que: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também". João 5.17. Em Hebreus 4.4-5, o Espírito Santo nos ensina que: "em certo lugar disse ele assim do sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as suas obras; e outra vez, neste lugar: Não entrarão no meu descanso". Deus nunca falaria que não entrariam no seu descanso, caso não tivesse outro dia. É fato que quem entrou no descanso de Deus que é Cristo, (Mt. 11:28) descansou das suas obras, assim como o Senhor das suas (Hebreus 4.10). Mas Deus ainda fala de um outro descanso. Este outro descanso, é o repouso sabático para o povo de Deus (Hebreus 4.8). Ainda para melhor entendermos, Deus é criador de tudo (sua obra); é onisciente, onipresente (ubiqüidade) e onipotente, desta obras, Ele nunca descansa, mas somente da obra da criação porque Ele confiou ao seu amado Filho e neste sétimo dia, tudo está sendo concluído por Ele(JESUS CRISTO) quando  Ele terminar, virá buscar a sua Igreja(Jo. 14:3) será aqui o termino da obra confiada ao Senhor para concluir.

Quando então Ele virá nos buscar? A respeito daquele dia e hora ninguém sabe (At. 1:7), mas veja os sinais:

Muitos virão em meu nome; guerras e rumores de guerras; se levantará nação contra nação e reinos contra reinos, fome, peste e terremotos em vários lugares( Mt. 24:5;6 e 7), e ainda, surgirão falsos profetas(Mt. 24:11), e o mais impotente, está em Mateus 24: 14, Quando o Senhor Jesus disse estas coisas, nunca se poderia imaginar de que maneira poder-se-ia anunciar o seu evangelho em todo mundo, pois o transporte mais rápido da época era tração animal e para se fazer uma viagem num trajeto equivalente ao Rio-São Paulo levava-se mais de um mês, quanto mais comunicar-se com o mundo todo, no entanto veja o rádio, a televisão o telegrafo e por ultimo a internet, quer mais?

Analisando o trecho de Daniel 9: 25:

 

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar  e para edificar Jerusalém, até ao messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”  

 

Desde a ordem para restaurar Jerusalém... –

O povo de Israel estava disperso (desde de 135. AC)quando o imperador romano publicou decreto pelo qual todo judeu encontrado na palestina, fosse morto. Sem pátria e sem nação

 

era apenas um povo, porém o Senhor havia dito que “Ordenarei um lugar para meu povo” 1Cr. 17.9, o Senhor Deus está anunciando que nos tempos do fim assim faria.

Ezequiel 37; 1-7 – pode ser comparado ao que aconteceu a partir de 1.917 após a 1ª grande guerra a guerra que começara em 1.914 era desfavorável aos Ingleses que buscavam uma maneira de construir uma arma com TNT e uma pólvora sem fumaça. Aí surgiu o judeu brilhante de nome CHAIM WEIZMANN que inventou uma formula que tornou possível a rápida produção desse material, e isto, mudou o curso da guerra e favoreceu o povo inglês. Como compensação David Lloyd George perguntou ao Dr. WEIZMANN qual seria o seu preço e este pediu que em vez de pagamento fosse a palestina declarada a pátria do povo judeu. Então em 02 de novembro de 1.917 foi redigida e assinada a declaração Balfour, acompanhada de uma carta endereçada ao Dr. WEIZMANN E ASSINADA POR Arthur James Balfour, ali na palestina, havia em torno de 25 mil judeus e a estes foram se juntando outros, em 1.922 já eram 83 mil; em 1.932, 180 mil; em 1.935 430 mil e em 1.945 acima de 500 mil, isto aconteceu depois que a maior explosão aconteceu com a estriptosa vitória dos ingleses, ou seja, simbolicamente, o barulho de osso se juntando ao seu osso para formar novamente um povo.

Nos dias de hoje já são 5 milhões de judeu que se juntam, e esse numero,  continua crescendo, e formando a nação que teve inicio em 14 de maio de 1.948, quando a ONU reconheceu por declaração os direitos do povo judeu como nação e ocupando o território, a Terra Santa a esse reajuntamento que começou em 1.917 e teve sua maior gloria em 1.948, pode ser considerado o sinal infalível da aproximação do fim dos tempos(tese defendida por TIM LAHAYE E JERRY B. JENKINS EM SEU LIVRO – ESTAMOS VEVENDO OS ULTIMOS DIAS ?).

Continua os autores do livro Estamos vivendo os últimos dias? “De conformidade com Lc. 21.24, os judeus que foram subjugados e caíram ao fio da espada e foram espalhados por várias partes e começaram os tempos dos gentios que entre outras coisas pisaram Jerusalém, começou com o cativeiro na Babilônia e seguirá até a vinda do Senhor, quando então terminará o tempo dos gentis” A existência dos judeus é o maior milagre, pois outros povos que já foram poderosos, hoje não existem mais (assírios e babilônicos), o povo judeu, todavia foram expulsos de sua terra e sobreviveram e até em numero muito maior que outros povos da atualidade, mantiveram sua herança nacional durante 17 séculos de exílio sangrento, por que o povo judeu continuou a sobreviver quando o povo tão poderoso desapareceu? Porque Deus prometeu. O povo judeu já havia se apossado da terra quando os ingleses romperam seu tratado de 1.917 e protegia o povo palestino, mas Deus não dormita e após a segunda grande guerra os ingleses se retiraram da palestina e finalmente a ONU reconhece em 1.948 o território como pertencente aos judeus e tudo que dantes tinha sido dos ingleses e do povo árabe, passa a ser de Israel veja o que diz Isaias 66.8, uma nação nasce em só dia, são os ossos recebendo carne, e se levantando prontos para receber o poder que é o espírito, quando então como nação serão vitoriosos Ez. 37.22 Leia.  

 

Em 1.967 o segundo milagre aconteceu, o povo de Israel tiveram a sua primeira grande conquista, na guerra dos seis dias, e retomaram Jerusalém e dominaram aquela região e mantiveram o povo subjugado.

Lendo as profecias de Daniel 9.25 e Ezequiel 37, concluímos que, os setenta anos começaram a ser contados a partir de:

1.948 quando a ONU reconheceu a nação de Israel o que se diz até o ano 2.018;

1.967 na conquista da guerra dos seis dias e isto nos leva para 2.037, assim o retorno do Senhor nas previsões de muitos pode ser entre 2.018 a 2.037, quando segundo a essa tese, termina finalmente o 7º dia de Deus, com a vinda do Senhor nas nuvens.

Não estou dizendo que o Senhor Jesus, irá volta no período compreendido entre 2018 e 2037, apenas afirmando, que existe quem defenda essa tese, que por mim, não tem muita imortancia, e acho, que para mim e para tantos quantos amam ao Senhor Jesus, o importante é ter a certeza que Ele irá volta, e isto, eu tenho certeza e que por sua Graça e misericórdia, eu irei com Ele, para a Gloria Celestial, enquanto muitos, ficarão aqui esperando, mil anos de Jesus, reinando sobre a terra, porque para esses, o que o Senhor falou em Jo. 14:2 não se aplicam, porque acreditam mesmo que vão continuar nessa terra amaldiçoada por Deus, Gn.3:17, porque não a querem deixar, e voltar pelo caminho que conduz à nova Jerusalém, ao paraíso eterno de Deus.

 Contando do 1º dia da criação (haja luz), até os dias do Senhor Jesus cerca de entre 4.5 a 4,9 mil anos mais 2.005 da nossa era, temos ai aproximadamente o final do sétimo milênio, o sétimo dia, é o sétimo milênio da criação de Deus, onde Deus irá descansar de toda a sua obra que fizera. O número 6 é o número do homem (Apocalipse 13.18), e o sete o de Cristo. O número sete é o número da totalidade, da obra completa.

Diante de tão grande Sabedoria Divina, devemos nos ater por um pouco, e louvar juntos o Senhor pela Sua Grandeza dizendo: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor Deus meu, tu és magnificentíssimo! Estás vestido de honra e de majestade. Ó Senhor Jeová, tu já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há no céu ou na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? Meditarei também em todas as tuas obras, e ponderarei os teus feitos poderosos. Quão grandes são, ó Senhor, as tuas obras! quão profundos são os teus pensamentos! Todas elas

 

O Senhor tem tornado claro o Seu Plano Divino à Sua Igreja. Estamos na última hora, e devemos estar preparados, o Espírito expressamente diz: "E quanto a vós, a unção (o Espírito) que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção (o Espírito) vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ele, assim nele permanecei. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nEle tem esta esperança, purifica-se a si mesmo,assim como Ele é puro"IJoão2.27-29, 3.1-3.

                                                                                                                               

                                                                      CAPÍTULO X

                                                                      TÍTULO XVIII

                                                   A EXPLICAÇÃO DE GENESIS 1.

TEXTO BÁSICO:

Gn. 2: 1-25; 3: 1-24

04/10/2005

 

O capitulo 2 de gênesis, em sua maioria, repete o capitulo 1, no que se refere à criação do homem, temos detalhes de como Deus trabalhou esculturando o homem antes de lhe transmitir o sopro da vida.

A partir do verso 4 nota-se uma nova divisão; estas são as novas gerações do CÉU E DA TERRA...

Alguns críticos dizem por isto que devido a mudança de estilo de Moises, que se trata de outro autor, e outros, até admitem ser o livro de gênesis, de autores diferentes, e de datas também, reunidos por uma só pessoa que eles chamam de redator., no entanto, para nós, que cremos no que diz a palavra de Deus, sabemos que se trata de mudanças de estilo, em razão da diferença de assunto.

Esta é a opinião de muitos escritores e inclusive do ilustre Antonio Neves de Mesquita em seu livro ESTUDO NO LIVRO DE GENESIS

No capitulo 2: 5 vemos que a palavra registra que não havia planta no campo, JEOVÁ (YAHWEH) OU JAVÉ não havia feito chover sobre a terra e ainda não havia homem para cultivar a terra. Certa mente Moises tem em mente aqui, o estado caótico em que se encontrava a terra antes da criação.

No primeiro capitulo diz que o homem e a mulher foram criados, mas não diz como a mulher foi formada, nem tampouco descreve o processo usado por Deus na criação do homem.

Um detalhe ainda muito importante é no que se refere a Lucas no capitulo 3:37, quando descreve a genealogia de Jesus segundo a carne, veja o que diz de quem Adão é filho.

Algumas considerações tiradas do livro ESTUDO NO LIVRO DE GENESIS:

                                                                      CAPÍTULO XI.

                                          A PREPARAÇÃO DO JARDIM DO ÉDEN.

Na preparação, para a vinda da maior e mais perfeita criação de Deus, o homem, o Senhor Deus cuidou em criar um jardim, para que a homem, não ficasse ao desabrigo como os demais animais, este lugar, conhecido como jardim do éden, aliás, esse local, não era propriamente um  jardim, mas uma espécie de distrito aonde o referido jardim se localizava. Alguns escritores preferem dizer, da banda do tempo antigo, numa referencia, de que o jardim fora preparado por Deus, bem antes que Ele criasse o homem.

 

A palavra paraíso, sinônimo de  éden, ocorre apenas três vezes na Bíblia, e estas no N.T., como designação do céu, da habitação do povo de Deus, tanto durante o tempo da morte, como na ressurreição(Lc. 23,13 ; II Co. 12,2; Ap. 2;7) também Ez. (28,13; 31, 19, 16,18), Isaias 51,3 e Jl. 2,3, aonde o termo é usado, como comunhão ininterrupta com Deus, lugar de delicias, abundancia de frutos, e despreocupação das contingências da vida.

Tudo isto rodeava a vida dos nossos primeiros pais. Entre todas as coisas, destacava-se a árvore, da ciência do Bem e do Mal, a prova da liberdade de adorar e servir a Deus, voluntariamente, ou voluntariamente, escolher outro caminho, o da desobediência a Deus.

Muito se tem feito, no sentido de localizar o jardim, mas inútil, pois a descrição dada na Bíblia não corresponde com a geografia atual. É fácil explicar, porque não se pode localizar ou identificar o lugar. Deus mesmo esconderia da posteridade um lugar para o qual ela se tornou indigna. As transformações que o solo sofre muitas vezes, alterando fundamentalmente a sua configuração, pelo levantamento dos montes e aparecimento de vales em seus lugares, mudando o curso dos rios etc. explicam porque os dados conhecidos por Mesopotâmia representam o antigo lugar do jardim, mas não parece proceder a suposição. O lugar mais provável é a alta Armênia, onde têm sua origem os dois rios restantes dos quatro que regavam o jardim.

Há opiniões, que admite ser o lugar mais apropriado, as imediações do mar Cáspio. O seu relevo, a exuberância da natureza, ali, parece ser o único lugar no mundo, e que ainda hoje é assim, pois até a antropologia ali, e em suas imediações, dá um capitulo diferente. O Cáucaso (cadeias de montanhas entre o Mar Negro e o Cáspio) não fica muito distante. é ali, que se encontra as melhores espécoes da raça humana. Diz-se que, as mulheres caucasianas são de causar admiração, a qualquer ser humano.     

O Senhor Deus na realidade permitiu um teste para o casal (Gn. 2.9).

                                                     

                                                               CAPÍTULO XII

                                           TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM

18/10/2005.

GÊNESIS 3:1-24

                                                                 TÍTULO XIX

                                                                 INTRODUÇÃO.

A doutrina da queda do homem é precedida pela tentação, ou seja, por sua provação. Certo autor escreveu que "a causa última do mal não se encontra nem em Deus, que é absolutamente santo, ou seja, a mais perfeita negação do mal, nem no mundo, criado bom em Deus e para Deus" (Tg l. l 3).

                                                                 SUB-TÍTULO X

I.              A PROPENSÃO PARA O PECADO

                                   ITEM 1

1.      Propenso, mas não destinado. Como ser racional, o homem, em seu primeiro estado de inocência, desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu Livre-arbítrio. Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.

                                                                 

                                                                 ITEM 2

2.O teste da tentação de Adão e Eva(Gn2.9;16,17).

                                                                      ITEM 2.1

a) Surge o agente da tentação (Gn . 3.1 ) O teste moral de Adão e Eva começou, por permissão de Deus, com uma criatura feita pelo Criador, mas que, por rebelião tornou-se o maior opositor do Senhor e de toda a sua obra. Este ser foi criado como espírito dependente do Criador, como os demais membros do mundo angelical. Esta criatura é Satanás ou Diabo; que não é igual a Deus, mas surge diante de Adão e Eva, incorporado em inocente serpente que estava no jardim plantado por Deus.

                                                                      ITEM 2.2

c)      A trama satânica para engodar a Adão e Eva. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.

                                           

                                             SUB-TÍTULO XI

                          II.  A QUEDA DO HOMEM, ATRAVÉS DO PECADO.

                                                                          ITEM 1

l. O relato bíblico da queda do homem (Gn 3.1-12). A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana, Por isso, entendemos que o pecado de nossos primeiros pais foi um ato involuntário de sua própria vontade e determinação. É claro que a tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou  a desobedecer à ordem de Deus. Concluímos , pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado.

                                                                     ITEM 2

3.As três Áreas do auto-engano que levaram à queda (Gn 3,6) ,

                                                            Sub-item 1

a)A primeira área do auto-engano de Eva foi a fome instintiva, provocada pela palavra de satanás.

                                                            Sub-item 2

 b) A segunda área de auto-engano de Eva e Adão foi o desejo de grandeza, incitado por satanás, com a idéia de obter o entendimento do bem e do mal.

                                               Sub-item 3.

d)     A terceira área do auto-engano de Eva e Adão foi a satisfação através dos olhos, porque aquela Árvore "era agradável aos olhos".

 

                                   

 

                                       

                                      

                                           SUB-TÍTULO XII

II.           AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA

a) O Pecado afetou a vida física e psíquica do homem. Paulo escreveu aos Romanos: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" (Rm 5.12). A morte física se tornou, então, a conseqüência natural da desobediência de Adão, e a morte espiritual se constituíram na eterna separação de Deus. O Criador foi enfático, no Jardim: “Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn. 2.17)”.

                                  

b) O pecado afetou a vida espiritual do homem. "O salário do pecado é a morte "(Rm6.23).

                                               

b)      Adão não morreu no mesmo dia em que pecou, mas perdeu, pelo seu pecado, a possibilidade de viver. Porém, a afetação maior foi a perda da imagem de Deus em sua vida. Isto implicou, essencialmente, no rompimento da comunhão imediata e plena com o Criador, e causou-lhe a "morte espiritual", no momento exato que pecou.


 Somos herdeiros da corrupção moral de Adão (Rm 5.12). Vários textos bíblicos indicam este fato,mas destacaremos apenas o que Paulo escreveu: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). Outro texto diz: "Pela ofensa de um só, a morte reinou" (Rm 5.17).

                                                      SUB-TÍTULO XIII

                                     IV. O LEVANTAMENTO DA QUEDA

a)      A consciência de uma percepção não desejada (Gn 3.6,7). Depois que o Tentador conseguiu convencê-la a desejar o fruto proibido, Eva não hesitou em pegar, comer e

 

oferecer ao seu marido. Neste momento, abriram-se , então, os olhos  de ambos (Gn 3.7). Mas o que viram foi muito diferente daquilo que Satanás havia dito que contemplariam.

b)  A perspectivava de um juízo inevitável (Gn 3. 8-13) A queda foi precedida por momentos em que a imaginação e os seus sentidos foram completamente dominados pelo engano do Tentador. Isto nos ensina que a história de todas as tentações é a mesma: o objeto exterior de atração, a comoção interior da mente; o aumento e o triunfo do desejo apaixonado; terminam na degradação, escravidão e ruína da alma (Tg 1.15; l Jo 2.l6).

c) A voz de Deus (Gn 3.8). Diz a Bíblia que os dois "ouviram a, voz de Deus, que andava no jardim pela viração do dia”.

d) A resposta do homem à voz de Deus (Gn 3.10). O texto declara que Adão saiu do seu esconderijo, envergonhado, e confessou: "Tive medo e me escondi": Esta sensação de culpa o fez fugir de Deus. Apesar de confessar razão de sua fuga, não foi capaz nem ele , nem sua mulher ; de assumir, individualmente o seu pecado.

                                                        ITEM 1

                             

A promessa de um juízo redentivo (Gn3.14-24).

a) três juízos distintos sobre  serpente, a mulher e o homem. Primeiro, no juízo sobre a serpente, Deus não discutiu, nem dialogou com a mesma. Pela primeira vez, encontramos o termo hebraico (ARUR) na Bíblia, que significa  maldito, e traz o peso de uma sentença jurídica, pois a serpente foi declarada culpada, sem opção de justificação. Segundo há um juízo sobre a mulher, conforme o texto de Gênesis 3.16. Nesta escritura, Deus predisse que ela seria sujeita ao homem. Não seria mais a parceira na administração da Terra. Seria dominada pelo marido e toda sua Vontade estaria subjugada a ele. Seus filhos seriam gerados com dores de parto. Terceiro, o juízo aparece contra o homem  (Gn 3:17-19). Ele perderia as regalias e delícias do Jardim do  Éden (Gn. 3: 23,24), pois os dois foram. Expulsos daquele  local. A sua subsistência, ele extrairia com suor de seu rosto, exigindo-lhe muito esforço físico.


b) A promessa de um juízo redentivo (Gn 3.15)  Nesta escritura se encontra a primeira e mais gloriosa promessa de redenção, de soerguimento do homem da condenação. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes e condenatórios sobre o casal,   Deus, o justo Juiz, pois sua  justiça é perfeita  e misericordiosa, abriu  um espaço para a redenção.

Conclusão: Com esta lição, nós aprendemos que há uma esperança para o pecador, em Cristo Jesus.

25/10/2005

                                                            CAPÍTULO XIII

                        PRINCIPAIS PERSONALIDADES ATÉ AQUI ESTUDADAS.

                                                             TÍTULOS XX

                                                                   DEUS

Logo no inicio do livro de Gênesis seu caráter principal – Deus. Seu nome aparece 32 vezes no primeiro capítulo, ocorrendo em 26 dos seus 31 versículos e duas vezes em seis destes versículos. Entre os 50 capítulos do livro, existem apenas 5 em que seu nome fica ausente – 23,34,36,37 e 47.

Mesmo a primeira menção de Deus é significante. O nome“Deus” é o plural Elohim, enquanto o verbo criou está no singular – Uma forte sugestão logo no inicio da trindade agindo em unidade. Uma significação semelhante pode ser vista no versículo 26, onde “Deus” (plural) disse: “façamos (plural) o homem à nossa (plural) imagem (singular)” – assim indicando os desígnios do Deus Triúno na criação.

O nome ELOHI no original ocorre cerca de 2.500 vezes na Bíblia inteira.

Vimos também que seu nome JEOVÁ OU JAVÉ – geralmente traduzido o “Senhor” significa aquele que era, que é e que sempre há de ser” é derivado de três palavras YEHI – Ele será; HOVE – sendo; hahyah – Ele era (Ap. 1.4).

EL é encontrado em 14.18,19, 20 e 22. Deus  forte, Poderoso ou Primeiro;

ADONAI – Soberano Senhor ou mestre é encontrado primeiro em 15.2; 8 onde é combinado com Jeová ou Javé “Senhor DEUS, aliás ADONAI JEOVÁ OU JAVÉ Ocorre sozinho em 19.18 – “meu Senhor” – e 20.4 – Senhor.

Esses nomes além de títulos que bem distingue nosso Deus tais como: Deus Altíssimo. El Elyon (Gn. 14, 18, 19,20 e 22) indica Deus como ser supremo (Lc 132,35; At. 16.17) O DEUS TODO PODEROSO. EL SHADDAI (Gn. 17:1; 28.3; 35.11; 43.14; 48.3; 49.25)

Note que El é singular, enquanto Shaddai é plural.  O titulo enfatiza a força ou, talvez a suficiência de DEUS; o deus eterno. El olam (Gn.21.33), enfim outros titulos como: Deus de Israel, de Betel, Deus do Céu e da terra, Jeová Jirê(Gn. 22.14) = Deus proverá.

Deus se apresenta em Gênesis como criador (1.1e s) Em Is. 45.18 deixa-nos uma idéia que a terra fora criada maravilhosamente e alguma coisa possivelmente ligada a queda de Satanás (Is. 14.12-15); (Ez. 28.14,15);

 

                                                                   TÍTULO XXI

                                                               SATANÁS.

 

O nome Satanás não aparece em Gênesis, mas não há dúvida que ele é o ator principal da tragédia que aconteceu no terceiro capítulo, sendo a causa principal da queda do homem. Muitos vêem sua influência mesmo antes disso – logo no segundo versículo do livro.

Satanás está vivo e ativo no planeta terra e continua sendo o inimigo principal do povo de Deus é importante que “não ignoramos as suas maqinações” (2ª Co. 2.11) e estejamos cientes de sua natureza e alertas aos seus métodos e assegurados quanto à sua ruína. Deus tem registrado em detalhes sua primeira na história humana e, em Gênesis 3, sua natureza, seus métodos e sua ruína  são claramente revelados.

 

No seu primeiro encontro com o homem, Satanás ganhou uma vitória retubante e, desde então, tem ganho inúmeras batalhas. Ele ainda é o deus e príncipe deste mundo, embora tenha sido vencido e sua ruína tenha sido assegurada.

Em Gênesis 3, ele usou uma serpente como seu agente, o instrumento através do qual ele atacou Eva, e, por meio dela a Adão, assim ocasionando a desobediência a Deus e a queda do homem.

O senhor Jesus classificou bem a natureza de Satanás, HOMICIDA, MENTIROSO (Jo.44) PECADOR(1ª Jo 3.8); ENGANADOR (Ap. 12,9; 20.2, 3, 7-10); ADVERSÁRIO ( Ap. 12.9; 20.2; 1ª Pe 5.8); CALUNIADOR ou ACUSADOR, este é o sentido da palavra “diabo” Ele acusa homens perante Deus (Jo. 1.6-11; 2.1-5), seus métodos é a sutileza para conseguir o que quere assim atingir seus objetivos. Sua setença já está decretada por Deus nos versículos 14 e 15, aonde encontramos a primeira profecia bíblica dentre tantas outras que viriam mais tarde.

                                                          TÍTULO XXII

                                                              ADÃO.

Este é o primeiro caráter humano que encontramos na palavra de Deus, o primeiro humano na historia da humanidade, podemos aprender muito com sua historia e seu nome.

Evidentemente existem duas narrativas da criação do homem, totalmente distinta, porém, inteiramente consistentes e complementares. Em Gênesis 1 e 2 descreve a criação e detalha sua criação, e depois encontramos em várias escrituras falando acerca do homem criatura feita diretamente pelo Criador, Deus.

O mais importante da criação do homem, é saber que foi reunido o Deus triuno para tratar de nosso criação, Gn 1.26-27 é o famoso “FAÇAMOS”

O homem sempre foi e será a principal atenção de Deus o nosso Senhor e criador, uma vez que de toda sua criação, o homem foi o único que mereceu atenção da Trindade de Deus,

que nos criou para sermos como Ele é, a “semelhança” é o nosso andar na sua presença (Gn 17.1; Dt. 1813; Mt. 5.48).

Antes da queda Deus deu autoridade ao homem sobre toda sua criação(Sl. 8.6),

Porém como o 1º Adão caiu, negligenciando o poder que Deus lhe deu, o plano de Deus não poderia cair, o 2º Adão, este sim vai realiza tudo que está no salmo 8.4-8, e em Hb. 2.5-9.

A maior preocupação de Deus é para com o homem, limitado e pequeno, seus cuidados é tão grande que enviou seu filho (Is. 9.6).

                                                             TÍTULO XXIII

                                                                    ABEL.

O homem criado por Deus para ser seu amigo, para com Ele ter intimidade, preferiu dar ouvidos ao maligno e não dar ouvido aos ensinamentos de Deus por isto caiu e foi retirado do Jardim éden, mas, o próprio Deus providenciou-lhe uma recompensa, iluminando o seu viver com duas belas crianças, Caim e Abel, porém como já vimos o irreverente Caim se revoltou contra seu próprio irmão matando-o, Foi o primeiro homem gerado e nascido de humanos, foi o primeiro homicídio, a primeira morte, a primeira tristeza e o primeiro ser a voltar ao pó.

Que tristeza, o primogênito do primeiro casal, da primeira família na face da terra, um homicida, que lástima, mais uma vitória do provocador de Deus.

Mas a vitima, Abel esse sim ofereceu sacrifício de sangue ao Deus Vivo e por isto foi convidado para a galeria dos heróis da Bíblia, o novo Testamento, principalmente em Hebreus, exalta sua fé, veja depois para estudo Mt. 23.35, Hb. 11.4, 1ª Jo 3.12, a obediência de Abel foi pela fé, ambos deveriam ter ouvido de seus pais o que receberam por ter dado ouvidos ao inimigo, as conseqüências do pecado, porém só Abel parece ter seguido esta confiança em Deus (Rm 16:26).

 

Apenas um ato de Abel ficou para a posteridade marcada na palavra de DEUS, um único gesto, porém de grande valia, sua adoração a Deus, sua obediência, seu amor, sua dedicação e sua fidelidade ficaram patentes neste gesto.

                                                        CAPÍTULO XIV

15/11/2.005

                                            NOÉ, A ARCA E O DILUVIO.

                                                            TÍTULO XV.   

                                                                   NOÉ.

Poucos trechos das Escrituras têm sido alvo de tanto desprezo crítico do que estes capítulos, narrando os acontecimentos do dilúvio. Tomamos a posição que o relatório de Gênesis 6 a 8 é uma narração de um verdadeiro fato histórico. As Escrituras, tanto em Gênesis quanto em outras partes, deixam claro que o dilúvio foi de extensão universal, “cobrindo todos os altos montes que havia debaixo do céu” (Gn. 7.19) e “destruindo todos os seres que havia sobre a face da terra” – homens, animais, répteis e aves (Gn. 7.23). Foi uma evidencia de intervenção divina em julgamento, devido à maldade do homem (Gn. 6. 1-3). Na  sua misericórdia, Deus salvou uma família, a de Noé, um total de oito pessoas de quem a humanidade atual descende.

á muitas versões acerca do dilúvio, desde aqueles que não aceitam as evidencias do mesmo, porque são totalmente descrentes até àqueles que, embora sabendo que o aconteceu um grande dilúvio, não atribuem este fato ao poder Divino e sim a um acidente da natureza, afirmam os defensores desta tese que no principio, a terra tinha dois satélites, ou, luas, que um destes satélites disprendeu-se de sua rota caindo dentro do mar daí ter ativado as águas para o alto e deixando a terra com uma pequena inclinação no seu eixo, estas águas levantadas pelo violento impacto do satélite, caiu por sobre toda terra de uma só vez causando inundação em todo planeta. Para esta tese, poderíamos fazer a seguinte pergunta: Admitindo verdadeira esta tese as águas existentes na atmosfera terrestres, seria então fruto deste impacto? (Gn. 1.7)E por que não caíram? E toda água no mar seria só esta e como se explica as nuvens carregadas de águas vieram de onde se não foi fruto do que lemos em Gênesis 1.9? Para o servo de Deus, é difícil aceitar esta tese que me parece descabida e sem propósito.

                                                                TÍTULO XVI

                                                               SUA OBRA.

Ele aparelhou uma arca – que tarefa! A arca tem sido descrita como uma “enorme barcaça” com uma tonelagem de aproximadamente 13.960 toneladas(14.000.000kg) “que a colocaria dentro da categoria dos grandes navios metálicos de nossos dias” três andares tinha ela, com uma área total nos andares de aproximadamente  26.658 metros quadrados(equivalente a mais área do que 20 quadras de basquetebol de tamanho padrão); tinha um volume de 379.018 metros cúbicos e uma capacidade de carga igual à 522 vagões de carga dos usados em ferrovias modernas(dados do livro de J. C. Whitcomb e H. Morris). Bem podia ter levado 120 para ser construída (Gn. 6.3) e todo este tempo sem evidencia de chuva e nem da vinda do dilúvio que justificasse seu trabalho. Mas Noé continuou, que fé que Ele tinha!

Pedro descreve Noé como um “pregador de justiça” (2ª Pd. 2.5). Que assunto difícil a justiça, especialmente nas circunstâncias dele! Certamente, precisava de fidelidade na sua vida para continuar a anuncia-la! Que pregador sem sucesso! Não houve convertidos fora de sua própria família!

 

                                                          TÍTULO XVII

                                                          COMUNHÃO.

  A força da fé e da fidelidade Noé durante todos estes anos e apesar de todas as dificuldades jazia no fato que “andava com Deus”, Sua comunhão com seu Criador influenciou todas as fases de sua vida:

a)      Antes do dilúvio; Separação a Deus do mundo perverso e impiedoso. Foi incontaminado pelos impiedosos porque vivia perto de Deus santo;

b)      Durante o dilúvio; Separação por Deus do dilúvio de julgamento;

c)      Depois do dilúvio: Sacrifício para Deus (Gn. 8.20-22) – isso trouxe prazer a Deus como a vida de Noé ante do Dilúvio (v.21). Esta é a primeira menção de um “altar” na Bíblia. Foi:

1)     Uma expressão de gratidão a Deus pela sua libertação,

2)     Um reconhecimento de pecado e a necessidade de sacrifício pelo pecado;

3)     Uma expressão de consagração de vida.

As ofertas que Noé ofereceu foram holocaustos, em que tudo foi queimado sobre o altar(Lv. 1.9) e expressam devoção total a Deus.

                                                        TÍTULO XVIII

                                                        O FRACASSO.

(Gn. 9.20-23), a fidelidade da narrativa divinamente inspirada acerca de Noé é vista no relatório não somente da sua fé, mas também do seu fracasso. Noé, como Elias, era homem semelhante a nós “sujeito aos mesmos sentimentos” e podemos aprender, não somente do seu bom exemplo, mas também do seu triste fracasso:

a)      As circunstâncias – Esta história não faz parte de sua vida quando era mais novo, mas quando tinha pelo menos 601 anos de idade, depois de uma vida louvável de fé e de fidelidade, depois de muitos anos de experiência com Deus, depois da evidência do julgamento de Deus e da salvação no dilúvio pela arca.

b)      As características – Intemperança e imodéstia.

c)      As conclusões – O relatório do fracasso de Noé certamente nos ensina que, por mais fiéis que sejamos, por mais perto que já estejamos andando de Deus, por mais duradoura que seja a nossa vida de devoção a Ele, por mais duradoura que seja a nossa vida a Ele, por maiores que sejam as experiências nossa de sua libertação, ainda precisamos exercitar-nos constantemente, reconhecendo que a carne ainda está conosco.                     

                                                          CAPÍTULO XV

                                             OPINIÕES SOBRE A ARCA.

         

Centenas de tradições descobertas em toda parte do mundo incluem a recordação de um dilúvio universal. Muitas destas são encontradas entre os índios norte-americanos e contam da construção de uma grande arca que salvou homens e animais da destruição e que finalmente pousou numa montanha. A décima primeira tábua do épico de gilgam contém a narrativa babilônica do dilúvio, que é semelhante à narrativa de Gênesis, mesmo nos seus detalhes. Tais tradições não provam a veracidade do relatório bíblico, porém o confirmam. A ausência de tais tradições poderia ter sido “uma objeção pesada à veracidade da narrativa bíblica”.

 

                                                            CAPÍTULO XVI

.                                                    ESTUDOS GEOLÓGICOS

  No seu excelente livro em língua inglesa sobre “O dilúvio de Gênesis (The Gênesis Flood), John C. Whitcombe e Henry Morris têm demonstrado claramente que a bíblia ensina uma criação especial e uma inundação subseqüente no mundo inteiro e que os fatos maiores da geologia e as demais ciências podem ser orientadas satisfatoriamente dentro desta estrutura” (do prefácio de John C. Mc Campbell).

  Há alguns autores de literatura sobre o Dilúvio de Gênesis que afirmam que o dilúvio não foi de caráter universal no sentido da palavra tal como conhecemos hoje, isto porque, afirmam, se o propósito de Deus era dar cabo de toda carne em que há espírito de vida sobre a terra, Gn. 6.17 os continentes que hoje conhecemos não existiam, os continentes americanos, boa parte da Europa e etc, - Ora, o propósito de Deus não era só destruir a carne, aonde havia espírito vivente e sim desfazer toda terra Gn.6.13, além de que Deus mandou que a terra fosse povoada, logo, senão pessoas, pelo menos animais existiam nesses "continentes" até então encobertos Gn. 1.22. E, se Deus destruía o homem, os animais não mais seria necessários.     

 

                                                          CAPÍTULO XVII

                                                              O DILÚVIO

Gênesis. 6 e 8.  

Já no capítulo 6 começamos a entender as terríveis condições a que tinha chegado a raça humana e dá, ao mesmo tempo, estas condições como a causa do dilúvio. A iniqüidade vinha se multiplicando na terra desde a morte de Abel. A despeito de todos os esforços divinos para conservar sua criação nos moldes do programa original, a corrupção cada vez mais se acentuava na terra.

Uma das causas desta queda foi sem dúvida o casamento do povo de Deus, (descendente de Sem) com os descendentes corruptos de Caim.

Duas Famílias descendentes de Adão (Caim e Sete), agora eram muitas tribus, com diferentes inclinações. Eram problemas complexos e difíceis. Os primórdios da religião da família estavam sendo descartados, o culto abandonado, a união de um homem com uma mulher tomou caráter profano e, conforme as condições, cada homem tomava para si tantas mulheres quanto sua cobiça pudesse desejar. Esse procedimento corrupto e pecaminoso foi introduzido nas famílias pelo bígamo Lameque. O padrão familiar de qualquer povo decidirá o seu futuro como povo civilizado e honesto. A decadência de qualquer nação começa no lar. A ruína dos primitivos habitantes começou com a não observância dos estatutos divinos de multiplicar-se por processos lícitos e consentâneos com a natureza da raça humana. Nesse ponto o projeto divino ficou frustrado e só restava destruir a raça apóstata e começar de novo Deus não pode ser acusado de injustiça, porquanto o homem tinha perdido todos os direitos a senhor da terra.

                                                         CAPÍTULO XVII

                                                    CAUSAS DO DILÚVIO.

Muitos anos se passaram desde a morte de Abel, e durante esse tempo, os homens se multiplicaram na terra (v. 1) e nasceram-lhes filhas que iam sendo tomadas por outros homens, sem reserva de espécie alguma: Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas que escolheram. Nestes versos temos uma das escrituras mais debatidas e sobre que mais se tem escrito.

Três são as interpretações e que, reconhecemos de difícil interpretação, assim, temos pelo menos três escolas diferentes para o assunto:

1      – A causa da multiplicação do pecado no mundo e conseqüente punição pela vinda do dilúvio sobre a terra, teria sido o casamento dos filhos de Deus, a descendência de Adão, com as filhas dos

homens, mulheres meio brutas, descendentes de animais inferiores, que pelo processo da evolução teriam chegado a ter forma humana. Esta teoria nega que as outras raças além da branca sejam descendentes de Adão.

 

2 – A segunda escola de interpretação diz que os filhos dos homens eram os realmente os descendentes de Adão e Eva e que os filhos de Deus eram os anjos que entraram em conúbio com a raça humana. Os adeptos desta teoria baseiam-se, primeiro no teor geral das Escrituras, que chama aos anjos filhos de Deus; segundo, que alguns manuscritos da

 

Septuaginta têm anjos em lugar de filhos de Deus; terceiro, que os versos 6 e7 de Judas mostram que a falta dos anjos foi darem-se ao pecado de miscigenação, entrando em contacto com a carne; quarto, que os gigantes de Gênesis 6:4 eram anjos, e que finalmente, a descendência deste conúbio deu uma raça de gigantes, de que fala Gênesis em diversos lugares, cuja descendência habitava Canaã, quando os doze espias foram revistar a terra.  

 

Examinando, ligeiramente, esta tória, responde-se: (1) que em algumas passagem das Escrituras os anjos são chamados filhos de Deus,,mas nunca em Gênesis; (2) a Septuaginta, traduzindo anjos em lugar de filhos de Deus, violenta o texto hebraico para se conformar à teologia Alexandrina; (3) o argumento de Judas 6 e 7 desfaz à primeira análise. O verso 6 refere-se aos anjos que não  guardaram sua própria habitação, isto é, que não ficaram fiéis à sua missão, ficando por isso reservados para o dia do Juízo. O verso 7 é uma analogia ou

explicação do verso 6. Assim como os sodomitas tinham fornicado, desviando-se das normas naturais, semelhantemente, os anjos se tinham desviado de sua posição. Deus entregou os sodomitas ao juízo, sofrendo eles a pena de fogo eterno. A expressão ido após outra carne, no verso 7, refere-se à relação sexual dos sodomitas e gomorritas que, conforme Romanos 1:27, se tinham desviados da ordem da natureza, para se corromperem entre si mesmo. Não há nenhuma confusão neste sentido, e simplesmente comparação entre ato dos anjos e o ato dos sodomitas. E ainda, o caso em Judas é diferente de Gênesis 6:2. Aqui é casamento legal, enquanto em Judas é pecado de sodomia. A natureza dos anjos exclui em si mesmo tal união. (Os anjos são incorpóreos (Sl. 104:4; Hb. 1:14; Ef. 4:12); não têm sexo (Mt. 22:30)); são imortais (Lc. 20.36); são super-humanos e ao mesmo tempo finitos, com sabedoria e poder diferente dos homens (II Sm. 14:20; II Pd. 2:11; Mt. 24:36; I Pd. 1:2; Ef. 3:10).Eles não têm descendência nem acedência, não têm família. Não foram criados na mesma ordem que o homem. Cada um permanece fiel ou cai por si mesmo; não fazem parte da economia humana, sendo sua redenção, em caso de pecado, possível, mediante processo diferente do que redime o homem (Hb. 2:16). Os anjos são, sim criados, e, portanto, finitos, mas por origem são chamados filhos de Deus; por natureza, espíritos; pelo caráter, santos (Jó. 5:1; Sl. 98:5-7; Dn. 18:13; Jd14). Todos estes predicados os excluem de, por sua natureza, entrarem em relação com a humanidade. (4) Nefelins(Gn. 6:4e Nm. 13:33)não são anjos, mas homens de grande estatura, célebres por seu caráter violento. Conforme a raiz de onde se deriva, Nefelins siguinifica caidores. Seja qual for a mais correta significação de Nefelins, o termo nada oferece que se possa aceitar como indicativo de ser diferente da raça humana.(5). A origem desta raça de gigantes, é coisa explicável, ainda hoje existe homens que junto de outros são verdadeiros gigantes sem necessidade da miscigenação das raças, os irlandeses, por exemplo são de estatura muito maior que os brasileiros.

 

3 – A terceira interpretação diz que os filhos de Deus são os descendentes de Sete, ou seja, a linhagem piedosa e obediente a Deus, e as filhas dos homens, as mulheres da descendência de Caim, ou seja, a linhagem da desobediência e rebelião. Com isto, está de acordo Gn. 4:26, “Então começaram os homens a invocar o nome do Senhor” ou como seria melhor traduzido “ Então começaram os homens a ser chamados pelo nome do Senhor” Esta duas correntes humanas são clara durante toda história da humanidade. Hoje mesmo, os homens se dividem em duas correntes, uma seguindo a Cristo e a sua lei, outra, seguindo as inclinações do seu coração corrupto. Em favor desta interpretação, pode  mencionar-se a lei da reprodução “segundo sua espécie” os homens reproduzem segundo a união de naturezas iguais, bem como os outros animais, mas cada um dentro de sua própria espécie. A natureza dos anjos sendo espirituais e sem sexo, os inibe de entrar em relação sexuais com qualquer espécie.

 

 

A expressão “de todas as que escolheram, parece indicar que cada um tomou para si mais de uma mulher seguindo e continuando a poligamia de Lameque. Seja como for o verdadeiro significado desses casamentos ilícito, é certo que ele foram o resultado imediato da falta de obediência a Deus, que como, se fatigou com a raça, deliberou então destruí-la”.

Esta terceira escola da teoria das causas do dilúvio nos parece a mais coerente.     

                      

                                    

                           

 22/11/2005.

                                                                      TÍTULO XIX

                                              AS GERAÇÕES DOS FILHOS DE NOÉ.

Na providencia de Deus, os filhos de Noé só tiveram filhos após o dilúvio (v. 10:1). Terminada a catástrofe que pôs fim à raça iníqua, e começado um novo principio, os três filhos de Noé tiveram uma numerosa prole.

O capítulo 10 dar-nos a lista completa dos nomes dos descendentes dos filhos de Noé. Alguns destes nomes ocorrem no plural, mostrando que eles não se referem tento aos filhos de Noé, mas à tribos ou nações que se formaram de seus nomes. Em outras palavras: um destes filhos tomou possessão de certa terra, estabeleceu-se ali, e tanto aquela terra quanto o povo dela ficaram chamados pelo nome do fundador da tribo, passando o nome a significar não mais um individuo, mas uma raça. O nome da terra que os gregos chamaram Egito, é bem hebraico, Mizraim, nome no plural,. Que alguns dizem referir-se mais ao baixo e alto Egito do que ao povo, mas que outros, sendo estes a maioria, afirmam vir do nome do segundo filho de Cão.

Toda a sorte de investigação já foi feita para saber de fato a terra foi povoada com descendentes de Noé, e, neste caso verificar se estes nomes se encontram como base das nações antigas ou modernas. E alegra-nos verificar que apenas dois ou três nomes da lista dos filhos e descendentes de Noé não têm podido ser identificado.

                 

                                                                  SUB-TÍTULO XIX. 1

                               OS FILHOS DE JAFÉ;

Gn. 10:2-5.

1.      Gomer e seus filhos Asquenaz, Rifá e Togarma.

2.      Magogue;

3.      Madaí

4.      Java e seus filhos: Elisa; Társis; Quitim e Dodanim;

5.      Tubal;

6.      Meseque;

7.      Tiras.

Gomer – Deste descenderam os Gamir ou Gamirai, cimercanos, galos, celtas, que aparecem nas inscrições assírias e que desempenharam papel importante em conexão com este grande povo. A eles se refere Ezequiel 38:6, pertencem às tribos indo-germânicas, a que Heródoto chamou citas. Floresceram muito no reino de Sargão, rei da Assíria, quando Israel estava em decadência, entraram em contato com os frigios e lídios, a cuja capital puseram fogo, depois disto foram exterminados.

Magogue. Aparece junto a Magogue em Ez. 38:1-6 e este é príncipe de uma tribo muito importante daquele tempo, Gogue é uma abreviação de magogue, e aparece com o nome de Gagu nas inscrições assírias.

Madaí deu origem a um grande povo, os persas que aparece no plural bem como os medos., não eram simplesmente um povo mas muitos povos, habitavam o NE da Ásia e que destruíram a Assíria e Babilônia, se tornaram um dos povos mais históricos da antiguidade. Foi sobre o domínio deste povo que os judeus tiveram permissão de

voltarem à palestina, também são conhecidos em outras regiões com o nome de Argos. Uma dessas tribos emigrou para o sul e localizou-se nas imediações do golfo Pérsico, formando a antiga pérsia, que ainda existe. Tem se encontrado na Grécia tribos desta origem que não puderam ser assinaladas.

Java, o louan dos gregos, de onde veio a famosa tribo ou raça jônia, que chegou a ter preponderância sobre os áticos e dórios. Supõe-se que Chipre tenha sido o berço desta raça, os quatro filhos de Java. Dizem que das ilhas de Elisa vinham jacinto e púrpura. Társis, tantas vezes mencionado em Isaias, é o Tartasceno espanhol, perto de Gibraltar, onde iam os fenícios e gregos em expedições e aventuras comerciais. Foi nestas constantes viagens que os fenícios chegaram a colonizar grande parte da Europa Ocidental. Celtem ou Quitim supõe-se serem os habitantes da cidade hoje Lamarca, capital de Chipre. Dodamim é, provavelmente, o Rodamim ou Rodes. Calcula-se que seus habitantes sejam os dórios.

Tubal. Este foi o pai dos tubalins ou tabali, que foram guerreiros famosos e valiosos auxiliares de Xerxes, segundo Hedódoto. No tempo de Senaqueribe e Sargão, dominavamaté a Cilicia, onde Xenofonte, suas tropas, os encontrou. Não só foram célebres guerreiros, mas também célebre artífice em ferro, cobre e prata.

Meseque ou Muski Estabeleceram-se na Frigia Célebres por suas proezas guerreiras. Foram, afinal dominados pelos romanos e reduzidos a tributários. Paulo pregou-lhes o Evangelho e deve ter fundado ali alguma igreja.

Tiras. É ainda algo desconhecido. Acredita-se que seja a Trácia, mas não está plenamente confirmado.

Em verdade disse Noé: Dilate Deus a Jafé. Toda a Europa e grande parte da Ásia foram povoadas por esta família. Por este foram as ilhas e as nações divididas (v. 5) Moises não tinha um mapa diante de si, como temos hoje; ainda assim, sua descrição é religiosamente exata, nos limites em que ela se acha.         

                                                                SUB-TÍTULO XIX-2

                     OS FILHOS DE CÃO (OU CAM);

1.      Cusi – e seus filhos: Seba; Havilá; Sabtá e Rama(e seus filhos Sebá e Deda) Sabtecá

e Nirode

2.      Mizraim e seus filhos(Ludim,Anamim, Leabin, Naftuim, Patrusim, Casluim(e seus

Filhos: Filiteus), Caftorim.

3.      Pute

4.      Canaã ( e seus filhos: Sidom, Hete, Jebuseus, Amorreus,Girgaseus, Heveus Arqueus

                                          Sineus, Arvadeus, Zemareus e Hamateus).

Cusi deu origem a Etiópia e à costa sudeste da Arábia. É o dejeto(pum) dos egípcias. Uma raça branca, similar à egípcia, que entrou em contato por muitos séculos com os núbios, Isaias fala de Tiraca, rei da região de Cusi (37:9). A mulher de Moisés era Árabe, da descendência desta tribo(Nm. 12:1). Os filhos de Cusi deram o nome a diversos outros lugares. Seba estabeleceu-se no Sul, na África, no Egito, no território hoje conhecido como Núbia ou Abissínia, Sabtá, Havilá e Sabtecá são localizados, pelos geólogos bíblicos, na costa da África, perto do Mar Vermelho e estreito de Mabel-Mendebe, até o Oceano Índico. Seba e Dedã são localizados a leste da Arábia, no Golfo Pérsico. É impossível aos geógrafos fixarem os limites destas diversas nações, por causa de se haverem espalhados pela África, Arábia, até o monte Sinai. Alguns

localizam Sebá na Arábia Felix, perto do Mar Vermelho, donde veio a célebre rainha de Sabá, em visita ao não menos célebre Salomão. Outros querem que esta Sebá, seja filha de Joctã, da tribo de Sem.Entretanto, os abissínios têm uma velha tradição de que a religião judaica que professavam antes de se converterem ao cristianismo foi introduzida no país pela rainha de Sabá, que se havia convertido ao judaísmo, na visita que fez a Salomão, e que se tornou sua mulher; desse casamento houve um filho, que tomou o nome Menelique, o qual sucedeu a Sabá, sua mãe, e continuou a praticar o judaísmo e cuja linhagem real não mudou até hoje.

Cusi era também pai de Ninrode, que foi o primeiro a tornar-se célebre na terra. Embora nada sabemos deste homem ata Miquéias (Mq. 5:6) falar da Assíria como terra de Ninrode. Se assim é não foi Ashur que fundou Ninive, mas Ninrode. 18 milhas ao sul de Ninive existem as ruínas de um palácio, com o nome de Ninroque. Os versos 10 e 11 dizem que ele foi o fundador dum grande reino, na terra de Sinear e que dali foi para a Assíria e edificou Ninive. A questão é se Ashur e Assíria são, no original, a mesma coisa, e se a tradução deve ser: “saiu para Ashur” ou “saiu para Assíria”. S e a primeira tradução for correta, então Ashur, compelido por Ninrode, saiu para as bandas do Norte e edificou Ninive, capital da Assíria. Se a segunda for correta, Ninrode saiu de Sinear e fundou o reino da ASSÍRIA. A primeira interpretação conforma-se mais com a historia, porque os assírios eram de origem semita; mas fica o assunto por decidir, sendo uma das questões de criticismo bíblico que não cabe aqui discutir.

Mizraim (Egito). Pode ser filho de Cão ou descendente dele. E pode corresponder ao baixo e alto Egito. Alguns crêem que Mizraim vem de Mazors, muralhas, de onde derivou o nome do país. Mizraim, o filho de Cusi ou seus descendentes, ou mesmo derivado de muralhas, é certo que o Egito foi povoado pelos descendentes de Cusi. Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Casluim e Caftorim, todos estes deram

nomes aos diversos povos da África. Os ludins são lídios, mercenários muito usados pelos egípicios contra os assírios. Os anamins são os habitantes de Heliópoles, os leabins são os líbios, chegaram a dominar o Egito por algum tempo. Os casluins são aqueles de onde vieram os fenícios (Dt. 2:23; Jr. 27:4). Em Jr. 47:4 verificamos que os filisteus vieram da ilha de Caftor (Creta), mas a expressão é ambígua e pode significar ilha ou costa. Os caftorins encontram-se também no Delta do Nilo e, possivelmente emigraram daí para Creta.

Pute – ou Fute, o terceiro filho de Cão, deu origem à Mauritânia que agora é ocupada por Marrocos, Fez e Argélia. Um fragmento do tempo de Nabucodonosor relata que ele derrotou Amasis, rei do Egito, e Ezequiel 23:10 ameaça Pute ou Fute de ser destruído juntamente, com os egípicios e os lídios.

Canaã e seus descendentes. Sidon foi o filho mais velho, o território ocupado por Canaã limita-se, a principio, a uma estreita faixa de terra ao longo da costa da Palestina, mas foi se dilatando, até chegar a dominar considerável região. Foi ele que o nome à terra de Canaã. Na volta dos Israelitas do Egito, era esta a raça mais poderosa e aquela que não podiam poupar. Sidom deu o nome a toda terra na costa do mediterrâneo (Js. 13:16; Jz. 18:17)Esta raça desempenhou papel importante na historia israelita. Foi o progenitor de muitas outras tribos, tais como, as que se encontram em Gn. 10:15-18.

Hete foi o pai dos heteus, nação poderosa da antiguidade. Sua língua já decifrada trouxe muita luz sobre a historia antiga. Há muita discussão sobre o berço desta poderosa raça, mas parece que foi na Ásia menor, depois, levada pelos instinto de conquista, desceu e apossou-se da Palestina. Mais tarde atacou o Egito por diversas vezes e também a Babilônia. Quando Abraão veio da Babilônia, encontrou os heteus dominando na terra,

e foi deles que comprou a terra para sepulcro de Sara (Gn. 23:3,7). A aparente dificuldade com esta raça, se admitirmos que emigrou do norte para o sul, é que ela se

encontrava muito distante do primitivo berço; mas ao mesmo tempo, esta dificuldade desaparece, admitindo-se que estes pequenos núcleos se espalharam movido por condições diversas, e que mais tarde, pelo crescimento do povo, tiveram de emigrar, em busca de melhores terras para seu gado ou de melhores fertilidades de vida ou então pelo extinto de conquista. Foi este o característico principal deste povo. Pensam alguns eruditos que dominavam, no tempo de Abraão, desde o extremo noroeste da Palestina até às imediações do Mar Vermelho. Até que sua literatura seja decifrada, temos de ter paciência e esperar que venha luz sobre tão grande povo da antiguidade.

Os outros filhos de Canaã – os jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, hamateus, arvadeus e zemareus – encontra-se todos na Palestina no tempo de Moisés. Os jebuseus ocupam Jerusalém e suas imediações. Os amorreus, no baixo Jordão; os girgaseus, a oeste do Jordão (Js. 24:11). Os heveus nos montes Hermom e Líbano, até Síquem (Gn. 34:2; 9:7-17; 11:19). Os arqueus e sineus, perto do monte Líbano. Os arvadeus, na terra da Fenícia (Ez. 27:8-11). Os zemareus (Jl. 18:22; II Cr. 13:14). Os hamateus em Hamate, principal cidade da alta Síria, perto do Orontes. A família dos cananeus ocupava, pois, quase toda Palestina, e só foi daí erradicada pela sua iniqüidade, depois da volta dos hebreus do Egito.

Nesta notas temos notado como os filhos de Noé e seus descendentes se espalharam pelo mundo a fora e de como ainda hoje se pode confirmar a narrativa bíblica, com exceção de uns poucos que, ou no decorrer dos séculos foram exterminados nas guerras, ou se perderam pela assimilação com outras nações. As guerras exterminadoras dos reis da Assíria e o método usado, de deslocar um povo conquistado e substitui-lo por outro, talvez contribua para a dificuldade de identificação de alguns povos, cuja existência resta confirmar.

 

Já notamos que muitos destes nomes têm forma pluralística e, sem dúvida representa o povo descendente do patriarca, mais do que o patriarca mesmo. Alguns como –Mizaraim – podem significar realmente o filho de Noé ou seu descendente, ou o nome por que ele era conhecido; nós, porém, nos inclinamos para o primeiro caso. É possível que alguns dos nomes que Moisés usou fossem os nomes por que eram conhecidos no seu tempo estes povos, e, neste caso, usou o plural, em lugar do singular; mas não pode

haver dúvida de que o nome no plural representa o povo oriundo de descendente ou filho de Noé.        

                                                           SUB-TÍTULO XIX-3

                                             LINHAGEM  DE SEM (Gn. 10:21-31).

1.      Elão

2.      Assur

3.      Arfaxade

4.      Lude

5.      Arã (filhos Uz; Hul; Gater e Más)

Filho de Arfaxade – Sala (filho de Sala; Eber)

                                  Filho de Eber – Pelegue e Joctã;

                                   Filho de Joctã – Almodá, Selefe, Hazar, Mavé, Jerá Hadorão, Uzai, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir e Avilá, Jobabe.

Elão o primeiro filho de Sem, foi o pai dos antigos vizinhos dos persas, aparecem com o nome de elamitas, habitando o norte da Pérsia no tempo de Moisés.

Assur foi o pai dos assírios, aquele poderoso reino que derrotou as dez tribos do Norte e que foi o mais famoso império antigo.

Arfaxade foi o pai dos babilônios ou caldeus.

Lude foi o pai dos lídios, na Ásia Menor.

Arã foi o pai dos Sírios, povo que habitou o nordeste da Palestina e que por diversas vezes entrou em conflito com os israelitas. Uz, filho de Arã, deu nome à terra de Uz onde morava Jó, na direção do norte da Arábia. Dos outros filhos de Arã, só sabemos que formaram pequenas tribos aramaicas ou sírias. Todo o resto da narrativa centraliza-se em Eber. Dos filhos de Eber, o mais importante é Pelegue, que significa Divisão. Porque nos seus dias foi a terra dividida. O que esta expressão significa dizer. Não se sabe se a divisão da terra foi moral ou física, e ambas as possibilidades têm bons defensores. Alguns crêem que se refere à divisão da terra em continentes, que até aqui toda a terra era unida; outros crêem que se refere ao vale do Jordão, desde o pé do Líbano até o Mar Vermelho, numa profundidade de 420 metros abaixo do nível do mar, foi aberto por ocasião do Dilúvio, quando a terra sofreu enormes convulsões. Ainda outros acham que esta divisão significa o espalhamento do povo após a confusão das línguas na torre de Babel. Qualquer que seja a verdadeira interpretação, não resta dúvida que foi um acontecimento extraordinário, de modo a ser comemorado e perpetuado no nome de Pelegue. A confusão das línguas e conseqüente dispersão não foi de modo algum um acontecimento passageiro e que, qualquer outro fenômeno, enchesse de tétrico pavor e reverência o espírito do povo, e que por isso fosse celebrado no nome deste filho de Eber

 

O outro filho de Eber, Jactã teve 13 filhos, dos quais pouco sabemos, mas crê-se que ocuparam todo o sul da península da Arábia. Três merecem especial menção; Sabá, Havilá e Ofir. Este ultimo nome é freqüentemente mencionado na Bíblia, para designar a terra que melhor ouro possuía. Sabá é o mesmo nome do filho de Cusi. É possível que os sebitas filhos de Cusi se detivessem na Arábia antes de descer à África, e que depois os sebitas descendentes de Eber se unissem com eles e formassem o povo que dominou na Arábia Felix. Tem sido difícil aos geógrafos identificarem este povo, de modo que uns o dão como povo camita, outros, como semita e ainda outros, como mistura de ambos. O mesmo fenômeno se deu na antiga Babilônia. Os camitas fundaram o antigo reino da Acádia, na terra de Sinar, de que Ninrode foi o primeiro rei. Os semitas invadiram a terra mais tarde, expulsaram os reis acádio e estabeleceram um novo reino; mas os camitas, que ficaram no país, foram assimilados pelos invasores semitas, de onde provieram os babilônios, povo meio semitas e meio camita. Foi por este processo que muitos destes antigos povos perderam a identidade. Os abissínios, pois, podem ser tanto semitas como camitas ou uma mistura de ambos, e talvez tenham razão na sua tradição de que a rainha de Sabá foi a fundadora do seu reino e dinastia. O problema  resolve-se nisto. Houve dois Sabás, mas só se pode identificar um povo com este nome; ele é, portanto, um dos dois ou uma mistura de ambos. No caso de não ser misto, é camita, porque o maior peso da informação que temos pende para esse lado.

Com referência a Havilá, também já estudamos outro nome igual descendente de Cão e que se estabeleceu na costa oriental da África lado oposto ao estreito de Mael-Mandebe. O Havilá semita estabeleceu-se na costa da Arábia, perto do Mar Vermelho.                 

Não nos devemos surpreender com o fato de nos faltar luz sobre alguns destes antigos povos. As continuas guerras e invasões, as constantes emigrações de um lugar para outro, a total ou parcial destruição de um povo e sua  substituição por outro, são as  causas do geógrafo encontrar tanta dificuldade na localização das primitivas raças, conforme os nomes de seus sucessores mencionados em Gn. Os reis da Assíria tiveram completo domínio da grande maioria destes povos por longo tempo e era costume de alguns deles conquistarem um reino, levarem cativo o povo para outra região e substituírem-no por outro povo. Foi assim que Sargão II fez com dez tribos do reino de Israel, levando cativo o povo e substituindo-o por outro. Que trouxe do oriente, de onde vieram os samaritanos.

                                                                   CAPÍTULO XVII

                                                                  

Texto básico – (Gn. 11:1-32)

29/11/2005.

                                                                      TÍTULO. XX

                                                    A CONFUSÃO DE LÍNGUAS.

 

Após o Dilúvio como já vimos Noé cometeu um ato abominável para com Deus, esquecendo-se de quanto Ele fora misericordioso com Ele, Noé e seus familiares, até aquele instante parece que os filhos de Noé não lhe haviam dado netos para continuarem com o Clã. No capítulo 11, entretanto, já eram mui numerosos conforme estudado no Capitulo anterior, os descendentes dos filhos de Noé.

 

Este ajuntamento, falava uma só língua, v 1, porém como eram povo nômades, acharam um vale, e ali resolveram permanecer e se estabilizarem, resolveram mais ainda, construir uma torre para serem notados, uma torre que identificasse seu acampamento, seu poderio e sua força. Esta atitude muito desagradou a Deus que lhes havia dito para povoarem a terra (Gn:9.1), uma atitude de desobediência e rebeldia, Deus manda uma coisa e o povo faz utra, isto tem sido desde dos tempos mais primitivos, aconteceu com Adão, com os filhos de Noé e mais tarde aconteceria com Abraão (Nm. 20: 7-11), continua sendo assim ainda hoje, apesar de sermos povo seu, comprado com preço de sangue do seu amado filho (1ª Co.6:20; 7:23;Ap. 5.9), Ele nos mandou pregar o evangelho a toda criatura (Mc.16:15) e o que se vê hoje é pregação do evangelho ? – não, não é, hoje se faz de tudo menos pregar o evangelho, hoje o homem continua fazendo torre para ser visto de longe, (Gn. 11:4) continua procurando os vales ao invés de buscar os montes, continuam querendo as grandes concentrações para poder aparecer com mais facilidade, cadê os nômades do evangelho? Por acaso disse Deus, cantai bastante para todas as pessoas? Fazei festas suntuosas e templos maravilhosos que chamem atenção e vejam que ali há poder? Ou não continuamos desobedientes ao mandado de Deus?

Para que Deus tivesse o seu mandado cumprido foi preciso de sua interferência (Gn. 11.7-9), sempre que os homens recebem um chamado de Deus para fazer uma determinada obra e negligencia, Deus interfere, não pense o homem que o fato de Ele não fazer, a obra vai deixar de ser feita, de modo nenhum, veja o exemplo da Jonas (Jn. 1:1-4), neste caso, a obra tinha que ser feita por Ele mesmo (Jonas) e por isto Deus lhe mostrou que não se deve negligenciar ou desobedecer uma ordem sua, lembram-se do mandado do Senhor Jesus?, (At. 1:8), sair de Jerusalém e correr o risco de ser preso? Nem pensar? Mas ficaremos por aqui mesmo comendo e bebendo e gozando os privilégios que a cidade grande tem para nos dar, sair daqui para Samaria e até os confins da terra? Nunca, jamais, então o que aconteceu?(At. 7:57-60), um ente querido por Eles, foi o primeiro mártir apredejado em praça publica. Que lástima! Tudo porque não quiseram ouvir a voz do Senhor, não é isto que fazemos hoje? Não estamos preferindo somente as benesses do Evangelho? Vivemos para Ele?Claro que não, não estamos nos servindo de Deus, ao invés de servi-lO? – Irmãos pregar na cidade grande é ótimo, não nos arriscamos a nada, tudo é lucro, nada perdemos e muitas vezes até ganhamos, mas aos confins do Brasil? Nem pensar.

A partir do verso 10, começa as gerações de Sem e porque SEM? Esta é a semente que Deus irá escolher para formar o seu povo, o povo hebreu que nós vamos estudar na 2ª parte da Bíblia que é a formação exclusiva do povo de DEUS e que todo servo de Deus deve saber e conhecer para entender a sua Igreja.

Terminamos aqui esta 1ª parte, iremos nos preparar para a 2ª parte e todo servo de Deus deve está atento ao que Ele espera de cada um.

 

Esse estudo contou com os seguintes auxílios, ou bibliografia:

Estudos, talvez, 40% extraído do livro.

ESTUDO NO LIVRO DE GÊNESIS – Autor: Mesquita Antônio Neves de – 5ª edição. Juerp.

 

20% do livro: Comentários Bíblico Moody – volume 1 de Gênesis a Deuteronômio

Autores: Charles Pfeiffer e Everett F. Harrison – Imprensa Batista Regular.

 

10% extraído de Personalidades em Gênesis – Edições Cristãs – 1ª edição Autor: James Naismith.- Tradução James C. Jardine.  

 

30% Orientação, e elaboração por Deus e toda apostilha foi inspirada pelo Espírito Santo.

Este humilde Servo do Senhor apenas foi o instrumento que o Deus Criador dos Céus e da Terra usou para seu deleite e aprendizado, caro Irmão ou Irmã em Cristo.

Por esta Razão peço a todos que deste trabalho tiver conhecimento que não venda as cópias, mas dê a quem quiser conhecimento da criação de Nosso Deus.

 

OLAVO FREITAS SOBREIRA autor pela misericórdia de DEUS.

Rio de Janeiro – RJ, JULHO A DEZEMBRO DE 2.005.

sobreiraolavo@zipmail.com.br

www.estudosbiblicosnolar.net

Para ensinar, estudar, pregar e meditar na palavra de nosso Deus iremos a qualquer parte desse nosso amado Brasil, nada cobramos nem queremos ser pesados aos nossos irmãos, pois é Deus quem nos sustenta na sua obra, a Ele toda gloria pelos séculos dos séculos amém.

 


 

                                                             CAPÍTULO III

                                                              TÍTULO III.

                                       PREPARAÇÃO DOS SEIS DIAS

06/09/2.005   -   Gn. 1:1-5

Pelo visto, a Terra já estava em órbita em torno do Sol e já era um globo coberto de água quando começaram os seis “dias”, ou períodos, de obras criativas especiais. “Havia escuridão sobre a superfície do abismo aquoso”.(Gn 1:2).A palavra Águas é por muitos comentadores entendida como a principal matéria cósmica do universo. O termo hebraico parece como a idéia de fluido material. O Salmo 148 talvez tenha essa mesma idéia quando diz “ águas que estão sobre os céus” (Sl. 148:4)estas águas eram distintas das que estavam abaixo no abismo(verso 7) e o vapor acima (verso 8), A nossa terra estava  envolvida na grande massa de fluido material, que ainda enchia o espaço, sobre ela, embaixo, o Espírito as movia. O verbo empregado é o verbo ser. Houve, portanto, luz antes haver sol. ANTONIO NEVES DE MESQUITA relata em seu livro estudo de Gênesis 4ª edição que um certo homem que se dizia ateu, lhe perguntou como podia ser isto haver luz antes de haver sol porque o sol só foi criado bem depois no quarto dia.O ilustre professor relata que buscou pesquisar e através da ciência trouxe a resposta:

A ciência ensina que a matéria que se encontra nos corpos celestes era, a princípio muito rarefeita e de rotação muito lenta. À medida que se foi condensando, foi aumentado de velocidade e, como já foi dito, desta atividade molecular surgiu a luz.  

Naquele estágio primordial, alguma coisa, talvez uma mistura de vapor de água, outros gases e cinzas vulcânicas, deve ter impedido que a luz do Sol atingisse a superfície da Terra. Com facilidade incrível, e ação deliberada, o Deus onipotente determinou, haja luz. Ele enunciou a sua palavra, e imediatamente Sua vontade foi realizada(Sl. 33:6, 9). A luz foi a resposta de Deus ao domínio das trevas. Foi a ação do Senhor para concluir seu integral programa da criação. Sem ela, os passos seguintes seriam sem significado.O Apostolo João nos conta que Deus é luz (1ª Jô. 1:5).A Bíblia descreve assim o primeiro dia: “Disse Deus: 'Haja luz'. E houve luz”, ou a luz alcançou a superfície da Terra. - Gênesis 1:3, (tradução de J. W. Watts). A expressão “gradualmente veio à existência a luz” exprime com exatidão a forma do verbo hebraico em questão, denotando uma ação progressiva que leva tempo para se consumar. Quem lê em hebraico encontra essa forma verbal umas 40 vezes em Gênesis, capítulo 1, e isso é uma chave para entender o capítulo. O que Deus começou a fazer na figurativa noitinha de um dia (ou era) tornava-se progressivamente claro, ou evidente, depois da manhã daquele “dia”. Também, o que foi iniciado num dia não precisava estar plenamente acabado quando começava o dia seguinte. Para ilustrar, a

 

luz surgiu gradualmente no primeiro “dia”, mas foi só no quarto dia que o Sol, a Lua e as estrelas puderam ser vistos (Gn 1:14-19).

O primeiro capítulo da Bíblia fornece alguns detalhes a respeito de medidas vitais tomadas por Deus na preparação da Terra para o usufruto do homem. O capítulo não dá todos os detalhes; ao lê-lo, não devemos nos abalar caso ele omita certas particularidades que os leitores antigos nem poderiam ter entendido. Por exemplo, ao escrever esse capítulo, Moisés não falou das funções de algas e bactérias microscópicas. Essas formas de vida só chegaram ao campo da visão humana depois da invenção do microscópio, no século 16. Moisés tampouco falou especificamente dos dinossauros, cuja existência foi deduzida à base de fósseis, no século 19. Em vez disso, Moisés foi inspirado a usar palavras que pudessem ser entendidas por pessoas de seus dias, mas palavras exatas em tudo que dizia respeito à criação da Terra. Ao ler Gênesis, capítulo 1, do versículo 3 em diante, você verá que ele está dividido em seis “dias”. Há quem diga que estes eram dias literais de 24 horas, significando que o Universo inteiro e a vida na Terra foram criados em menos de uma semana! Mas é fácil descobrir que a Bíblia não ensina isso. O livro de Gênesis foi escrito em hebraico. Nesse idioma, “dia” refere-se a um espaço de tempo. Pode ser um período longo, bem como um dia de 24 horas. Mesmo em Gênesis, os seis “dias” são englobados num só período longo - 'o dia em que Jeová fez a terra e o céu' (Gn 2:4; 2ª Pe 3:8). Na verdade, a Bíblia revela que os “dias” (ou eras) representam milhares de anos. Pode-se ver isso pelo que a Bíblia diz sobre o sétimo “dia”. O registro de cada um dos primeiros seis “dias” termina dizendo 'e veio a ser noitinha e veio a ser manhã, primeiro dia', e assim por diante[i][i][2]. No entanto, essa expressão não ocorre depois do registro do sétimo “dia”. E, no primeiro século d.C, uns 4.000 anos mais adiante na corrente do tempo, a Bíblia diz que o sétimo “dia”, de descanso, ainda continua (Hb 4:4-6). Portanto, o sétimo “dia” era um período que se estenderia por milhares de anos, e podemos concluir logicamente o mesmo a respeito dos primeiros seis “dias”.

                                                                 TÍTULO IV

                                                     SUB-TÍTULO IV-1

1.      O primeiro dia: aparição da luz(Gn 1.3-5). Deus fez aparecer a luz cósmica, pelo poder da sua Palavra, quando disse: "haja luz, e houve luz." Ele trouxe `à existência as coisas não vistas. O mundo estava debaixo da escuridão total, mas o Criador fez surgir a luz, mesmo antes de aparecer o Sol. O ato de ordenar que houvesse luz não significa que ela não existisse antes, mas que Deus fez surgir no primeiro dia. No versículo 4, lemos: "fez Deus separação entre a luz e as trevas". Havia, de fato, uma densa acumulação de neblina e vapor, os quais envolvia a Terra, e, por isso, existia uma total escuridão. Quando surgiu a luz, as trevas foram vencidas pelo poder da claridade que se espalhou sobre a expansão das águas. No versículo 5, a luz foi chamada "dia"e as trevas, "noite".

                                                  SUB-TÍTULO IV-2

2.      O segundo dia: criação do firmamento (Gn 1. 6-8). Deus faz surgir o firmamento ou “expansão" referindo-se à separação das águas atmosféricas das terrestres. Entende-se que uma vasta cortina líquida e nebulosa cobria a Terra e impedia que a luz solar vencesse. Ela submetia

 

o planeta a um juízo de trevas impenetráveis. Era uma massa de água atmosférica que se condensava com o vapor da terra. Mas Deus estabeleceu a separação das águas "debaixo da expansão",que se evaporaram , para formarem nuvens e se transformarem em águas potáveis.

                                 SUB-TÍTULO IV-3

3.      O terceiro dia: a criação da terra, mar e plantas.(Gn. 1.9-13). No terceiro dia da criação o Criador, depois da separação das águas, ordenou que "aparecesse a porção seca"(Gn.1.9),a Terra. Alguns geólogos acreditam que, originariamente "a porção seca" (Gn. 1.9) fosse um só continente. As especulações acerca deste assunto são muitas, mas nenhuma é sustentável. A grande verdade é que a parte seca, hoje, disposta no planeta em cinco continentes, existe, e foi capacitada para produzir toda a vegetação em forma de ervas variadas que dão sementes e árvores frutíferas. Estes elementos vitais da vegetação seriam os produtores de alimentos para a sobrevivência dos seres vivos.

                                                   SUB-TÍTULO IV-4

4.O quarto dia: criação do Sol, Lua e estrelas(Gn.1.14-19). Não há contradição entre o relato do primeiro e quarto dia, quando ambos aparecimento da luz. A diferença é que, no primeiro dia (Gn 1. 3-5), Deus ordena o surgimento da luz, e no quarto (Gn1.14-19), o Senhor organiza o sistema solar. Neste dia, surgem o Sol e a Lua e, os astros celestes. Na linhagem hebraica, os nomes sol e lua são omitidos propositadamente por Moisés, que prefere denominá-los como dois luminares. É interessante que eles surgiram, para vencerem o caos terrestre e contribuírem para a produção e preservação da vida sobre a Terra. Tudo está pronto para a sobrevivência animal. Há água potável, comida e o ciclo das estações. No versículo 14, começa, de fato, a contagem do tempo, pois os luminares surgidos no firmamento celeste, Sol e Lua, fazem a diferença entre o dia e a noite.

                                                   SUB-TÍTULO V-5

4.      O quinto dia: criação da vida marinha e das aves (Gn:1.20-23). As águas, separadas em doces e salgadas, têm vida. A ordem divina no versículo 20 é: "produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente". Esta primeira ordem inclui todos aquáticos, marinhos e todas as espécies de aves. O texto fala de 'enxame de seres viventes “(v.2o) nas águas e sobre a terra. Deus lançou a sua benção sobre estes seres viventes e ordenou que fossem fecundos e se multiplicassem (v.22). Está escrito, no versículo 23, que 'houve tarde e manhã'. Esta escritura tem gerado polêmica aos estudiosos. Alguns intérpretes ensinam que a referência é a um dia de Deus e não comum, limitado por minutos e horas. Entendem que o começo de cada ato da criação é chamado "manhã", e a conclusão deste específico ato divino é chamado "tarde".

                                      

 

 

                                             

 

 

                                            

                                             CAPÍTULO III-1

                                                  TÍTULO VI.

                                     

                                             DUAS VERSÕES DO SEXTO DIA.

20/09/2005.

RESUMO DO 5º DIA – Gênesis – 1: 20-23

 

2)-  PARTE DO CAPITULO 1 (Gn 1: 24-31)

O sexto dia tem sido motivo de muitos estudos por vários Irmãos dedicados ao ensino da Palavra de nosso Deus, darei aos amados Irmãos os dois relatos que me parecem mais explicativos:

                                                                Item 1

                                                            1ª VERSÃO

6.o Dia

No sexto “dia” Deus deu mais atenção ao solo. Ele criou animais 'domésticos' e animais 'selváticos', que eram classificações significativas quando Moisés escreveu o relato (Gn 1:24). Portanto, foi no sexto dia que foram formados o mamífero terrestre. E os seres humanos? Esse registro antigo nos informa que, por fim, o Criador decidiu produzir uma forma de vida realmente única na Terra. Ele disse ao seu Filho e ao Espírito Santo: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança, e tenham eles em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal movente que se move sobre a terra.” (Gn 1:26). De modo que o homem refletiria a imagem espiritual do Criador, exibindo as Suas qualidades. E o homem seria capaz de assimilar uma quantidade enorme de conhecimentos. Assim, os humanos poderiam agir com inteligência superior à de qualquer animal. Também, diferentemente dos animais, o homem foi feito com a capacidade de agir segundo a sua própria livre vontade, sem ser controlado basicamente por instinto.

 

Em toda a criação, Deus sempre se dirigiu à terra, e à água para que elas produzissem (veja nos versos 11, 12, 20 e 24), mas na criação do homem Ele disse: "Façamos". O homem não foi criado da terra, mas formado da terra, porque o homem não foi criado para ser terreno, mas para ser celestial. O "Façamos" é um plano divino, celestial. Da terra, Deus só tirou um corpo para o homem. Deus através desta revelação, nos mostra que de toda a sua criação, só o homem é para ser celestial e divino.

Antes de considerarmos o que Deus tem como revelação neste sexto dia, peço em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que Deus abra os olhos do vosso entendimento, e lhe dê espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle. E ainda que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. Amém!

 

Quando Deus disse: "Façamos o homem conforme à nossa imagem, conforme a nossa semelhança", nesta expressão estava incluída todo o Seu propósito Divino desde antes da fundação do mundo, e não apenas no homem Adão. O que tinha ouvido até algum tempo atrás, era apenas a interpretação feita pela mente natural de alguns teólogos, que diziam ter

Deus criado o homem Adão à Sua imagem e semelhança, e o homem fez cair por terra todo o propósito de Deus, caindo em pecado. Então Deus, após a queda, iniciou uma obra de

 

restauração em sua obra prima de toda a criação, para que Seu Plano não se encerrasse ali. Caso fosse assim mesmo, não poderíamos confiar que Deus pode restaurar aquilo que não soube criar e cuidar. Mas não é assim que o Espírito de Deus nos tem feito compreender as coisas de Deus.

 

As Escrituras são claras quando afirmam que toda obra começa por Jesus e termina nEle. Sem Ele, nada do que foi feito se fez. Ele é antes de todas as coisas. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de toda e qualquer obra: "porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;(nós somos sua propriedade, somos criaturas suas Cl. 1:16-17),  também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude" Colossenses 1.16-19.

 

Nestes versículos de Colossenses, o Espírito ensina que nEle foram criados todas as coisas, nos céus e na terra. Depois Ele diz que Jesus é antes de todas as coisas, e que Ele tem toda a preeminência, isto é, em Jesus está o começo de tudo o que tem valor. Se olharmos para Adão e não para Jesus, este versículo estaria em contradição com as Escrituras. Nunca Deus colocou em Adão o propósito de Seu Plano Divino. Se fosse assim, Deus confiaria ao homem o êxito de Sua insondável sabedoria, poder e divindade. Deus não confia nem nos seus servos, e nem o céu é puro aos seus olhos, pois até aos seus anjos atribui loucura; quanto mais confiaria no homem que habita em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça (Jó 4.18-19; 15.15-16).

 

Deus nunca confiou este grande Plano Divino ao homem, mas ao Seu Filho Jesus. Graças a Deus! O verbo "Façamos o homem", está no plural, e no original hebraico, não fala de uma só pessoa, pois, no caso, o verbo estaria no singular; nem de duas, pois, a flexão do verbo em número serial dual. Quando Deus disse "Façamos", Ele estava se referindo a mais do que duas pessoas, e sabemos que as Escrituras nos apresentam três Pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Deus antes que existisse o homem, disse: "Façamos o homem". Deus vem nos revelar pela Sua Palavra, que Ele é o arquiteto e edificador de toda esta obra. Jesus é a pedra angular, a pedra de esquina desta construção, e o Espírito Santo o agente, e mais ninguém.

 

Quando Deus disse: "Façamos o homem, conforme a nossa imagem, conforme a nossa semelhança", Ele não estava dizendo que em Adão seria completado o Seu Plano, mas que este era o Seu Plano Divino, que se tinha iniciado em Jesus, e que seria concluído no próprio Jesus. Isto se torna muito claro, quando Deus nos faz ver que alguém já possuía tal característica da divindade. O que Deus disse, é que o homem, dentro do Seu Plano Divino, possuiria esta imagem e semelhança, que estava em Seu Filho Jesus.

Deus nos confirma isto quando diz: "Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo

homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial" I Coríntios 15.45-49. Nestes versos o Espírito Santo nos ensina que no Grande Plano Deus, estava incluíndo dois homens: Adão e Jesus. Mas que Jesus não poderia vir antes, porque primeiro era necessário vir o natural, e depois o espiritual. O primeiro homem era da terra, o segundo do céu. A princípio, traríamos a imagem do terreno, mas depois a imagem do que é celestial. (consulte  OS DANOS DA SEGUNDA MORTE)

 

Quanta pobreza de entendimento se olharmos só para Adão! Quanta profundidade de riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus, quando Deus nos faz ver que Jesus era o filho unigênito. Quando Deus criou o homem terreno, já havia o celestial. Adão não foi criado à imagem e semelhança de Deus como muitos afirmam, mas somente à imagem de Deus como afirma as Escrituras: "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" Gênesis 1.27. A imagem e semelhança de Deus só podemos adquirir através de Jesus que é o segundo homem: "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" Romanos 8.29.

 

Neste verso de Romanos 8.29, podemos ver que o Espírito nos fala de um filho primogênito e não mais unigênito. Adão nunca foi este primogênito, e muito menos o princípio da criação de Deus. Jesus é este primogênito e também o princípio da Sua criação. Jesus perdeu a sua unigenitura quando se tornou o último Adão, e isto aconteceu quando nos atraiu em seu corpo na cruz. Na Sua morte terminou a raça adâmica, pois, ele foi o último Adão (I Coríntios 15.45). O homem criado do pó da terra teve um começo e um fim determinado por Deus. Ele se iniciaria em Adão e acabaria em Jesus, mas o Plano de Deus, de tornar o homem à sua imagem, conforme à sua semelhança, se iniciou em Jesus e terminará em Jesus.

Ela se iniciou em Jesus quando Deus disse: "Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão" Salmos 2.7-8, e terminará em Jesus quando soar a última trombeta: “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a”. palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" I Coríntios 15.49-57.

 

 

Deus nunca colocou em Adão e sua mulher a confiança de Seu Plano Divino, mas em Jesus desde o princípio. Quando as Escrituras falam nos Salmos 8, nos versos 5 e 6: "Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés", não está falando dos homens, feitos à semelhança de Adão, mas de Jesus, e isto nos confirma Hebreus 2.6-9 quando diz: "Mas

em certo lugar testificou alguém dizendo: Que é o homem, para que te lembres dele? ou o filho do homem, para que o visites? Fizeste-o um pouco menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste, todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele; vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos".

 

Ao homem, Deus não sujeitou nada, mas tudo sujeitou ao Seu Filho Jesus. No verso 10, do mesmo capítulo, o Espírito confirma, mais uma vez que todas as coisas são para Jesus. Só por meio dEle alguma coisa pode existir: "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles". Se Deus tivesse seu plano em Adão, nunca o deixaria só, só voltando à tardinha, sabendo que o Diabo estava no Jardim. Com Jesus vemos o contrário, mesmo quando Jesus disse: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste", Deus não o deixou só, porque: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões" II Coríntios 5.19. Jesus também afirmou isto quando disse: "Eis que vem a hora, e já é chegada, em que vós sereis dispersos cada um para o seu lado, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo" João 16.32.

 

Caso Deus tivesse seu Plano em Adão, não passaríamos de criaturas eternas de Deus, e Adão seria o primogênito desta criação. Se Adão tivesse tomado da árvore da vida, ele e nós seríamos apenas criaturas eternas, e nunca filhos. Quando Adão pecou, Deus guardou o caminho da árvore da vida, para que o homem não comesse dela, pois esta árvore deveria ser guardada até a morte da sua raça. Assim aconteceu quando Jesus se tornou o último Adão. Ele morreu, e toda a raça adâmica morreu juntamente com Ele. Quando Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos, nos deu vida juntamente com Ele, e o caminho da árvore da vida que esteve guardado até a ressurreição de Jesus, foi aberto novamente, e pudemos receber vida juntamente com Ele: "Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados" I Coríntios 15.22.

 

Jesus é esta árvore da vida, e o caminho está novamente aberto para tomarmos desta vida. Agora não mais para sermos apenas criaturas eternas, porque já estamos mortos em Cristo, mas para sermos filhos eternos de Deus: "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição" II Coríntios 5.14, 17-18; João 1.12-23; Lucas 20.34-36.

Quando Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança", Deus estava dizendo que o homem seria feito à imagem e semelhança de Jesus. Ele começou esta obra formando o homem do pó da terra, e fazendo-o alma vivente. Deixou o homem só, para mostrar que ele não pode por si mesmo sustentar nada. Enviou depois Seu Filho, na plenitude dos tempos, na semelhança da carne do pecado, para que na carne condenasse o pecado. Terminou com a unigenitura de Jesus, fazendo-o pecado por nós. Fez morrer o último Adão, para criar uma nova raça, a raça dos filhos de Deus: "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles. Pois tanto o que santifica como os que são santificados, vêm todos de um só; por esta causa ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Porei nele a minha confiança. E ainda: Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu. Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto  é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão" Hebreus 2.10-15.

O primeiro homem Adão, não foi feito à imagem e semelhança de Deus, mas o segundo homem Jesus sim. Em Adão todos nós fomos destituídos da glória de Deus, em Cristo fomos novamente glorificados (Romanos 3.23, 8.30). Em Adão fomos feitos por Deus alma vivente, em Jesus Cristo, espírito vivificante. Em Adão toda a raça humana recebeu o fôlego de vida, em Jesus Cristo recebemos o penhor do Espírito Santo (Efésios 1.14). De Adão recebemos o pecado e a morte, em Jesus Cristo a morte para o pecado, e a ressurreição dentre os mortos. Em Adão recebemos um corpo corruptível, em Jesus Cristo recebemos a promessa da transformação, para ser conforme o corpo da Sua Glória (Filipenses 3.21): "E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita"(Rm.8:11).

Esta é a promessa de Deus para os nossos corpos mortais. É neste ponto que Deus vem nos revelar sobre o sexto dia. No final do sexto dia, Deus formou o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida (Gn. 2:7). Este final do sexto dia representa o final do sexto milênio, aonde Jesus virá para arrebatar os que são seus, nas nuvens, ao seu encontro nos ares (I Tessalonicenses 4.17). Mas o Espírito diz, aqueles que estiverem vivos, de modo algum precederão aqueles que estiverem dormindo em Cristo. Deus em Sua Palavra usa a expressão dormindo em Cristo, porque a morte é  para aqueles que não estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês tu isto?" João 11.25-26.

 

Todo aquele que está dormindo em Cristo, está no pó da terra, porque Deus disse: "e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu" Eclesiastes 12.7. Todos os irmãos que morreram no passado estão com os seus corpos no pó da terra, mas estão vivendo em espírito diante de Deus. Mesmo nós, os que estamos vivos, não passamos de pó aos olhos de Deus: "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó" Salmos 103.14. Quando aquilo que é corruptível, se revestir da incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revestir da imortalidade (I Coríntios 15.54), então se cumprirá o plano de Deus que disse: "Façamos o homem conforme à nossa imagem, conforme à nossa semelhança". Deus irá formar o homem à sua imagem e semelhança do pó da terra, soprará nele o Espírito de vida, e o homem será espírito vivificante, e terá um corpo semelhante ao corpo de Jesus glorificado. Aleluia!

              O sexto dia nos mostra claramente o que Deus fará com os irmãos que estão com os seus corpos dormindo no pó da terra. Formará deste pó o corpo incorruptível. Nós os que estivermos vivos, que também somos pó, seremos transformados, num abrir e piscar de olhos, com um mesmo corpo glorificado. Só há duas pessoas que não desceram à sepultura. Estes dois são Enoque e Elias.

Estamos vivendo o final do sexto dia. Os cumprimentos do grande planos de Deus estão prestes a se realizar. Sempre que falamos em milênio, não queremos dizer que se começa no ano 5000 e termina no ano 5999, mas é claro que cada dia é como mil anos, e mil anos como um dia (II Pedro 3.8). Devemos entender também, que o ano  que estamos vivendo, é o calendário Romano, que é contado a partir do nascimento de Jesus Cristo. Não estamos

 

estipulando uma data para a volta de Cristo, nem dizer que o sexto milênio acabará no dia 31 de dezembro. Só está se cumprindo em nós, aquilo que Jesus disse em João 16.12 e 13: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras".

É importante e nunca é demais lembrar que os dias aqui estudados não são necessariamente de 24 horas, lembre-se que o Sol e a Lua que regulam os tempos (dia e noite) só apareceram no quarto dia, portanto, lembre-se, um dia para Deus é como mil anos e mil anos como um dia (2ª Pd. 3:8).

 

 

                                                                      Item 2.

                                                                  2ª VERSÃO

 

5.      O sexto dia: criação da vida animal e a humana (1.24-26). Percebe-se, neste dia, que Deus criou três tipos distintos de seres: "gado', um tipo de animais mansos, os quais pastam e andam juntos;"répteis ", que rastejam, como as serpentes e outros invertebrados, "feras": aparecem por último no versículo, e referem-se aos animais selváticos: leões, tigres e outros carnívoros. No versículo 25, afirma-se que Deus criou estes animais, cada qual segundo a sua espécie. Ora, aprendemos nestes versículos que todos os seres vivos , tanto no mundo animal como vegetal, foram feitos de acordo com o seu gênero e espécie e com a capacidade de reproduzir-se por gerações sem fim. Deste modo, podemos testemunhar que as diferentes famílias de animais e plantas conservam-se,desde sua criação, até o dia de hoje.

Porém , o homem é a obra-prima do Criador, Ele é a coroa da criação, conforme está declarado no versículo 26 . Quando Deus disse: "Façamos o homem ", Ele desejava criar um ser distinto de todas as demais criaturas terrenas: alguém que tivesse personalidade, vontade, sentimento, e fosse capaz de representa-lo sobre a Terra. Por esta razão, Ele criou o homem "`a sua imagem e semelhança".

A história da criação tem seu fundamento na revelação de Deus ao homem. Por causa do pecado, o ser humano se tornou vítima do engano e da mentira de Satanás. As teorias levantadas por mentes incrédulas e perniciosas procuram ofuscar o fato da criação. O relato bíblico não se baseia em teorias, mas em fatos revelados, pelo próprio Deus. Por isso algumas verdades fundamentais acerca da criação precisam ser ensinadas e não meramente informadas.

1.Houve um propósito divino na criação. As Escrituras revelam que a criação do mundo não foi obra do acaso. Deus criou com os seguintes propósitos:

a) Para sua glória, conforme alguns textos bíblicos declaram: Salmo 19.1; Isaías 43.7; 60.21; 61.3; Lucas 2.14.

 

b) Para satisfação de sua vontade: Efésios 1.5,6, 9; Apocalipse 4.11.

c) Para a honra pessoal de Jesus Cristo, seu Filho: Colossenses 1.16 e Hebreus 2.10.

2.Houve e há um fim na criação: o próprio Deus Criador. Qual a finalidade de Deus ter criado o mundo? A resposta está no fato de que a criatura não existe por si própria, a não ser pelo ato criador de Deus. Ele não depende da criatura, mas esta precisa dele. Portanto, seu destino submete-se ao que seu Criador se dispuser. Então, interroga-se: Por que Deus criou todas as coisas? Por que existe o mundo? O homem? Estas perguntas têm uma única resposta: Deus criou tudo por que é livre para criar, e seu propósito baseia-se no fato da eterna bondade que Ele manifesta para sua criação. Ao criar o mundo, não significa que Ele precisasse de alguma coisa para si, já que Ele possui tudo(Jó 22.1-3)Ele criou todas as coisas, para sua glória(Sl 18.2-5; Is 6.3; 1 Co 6.20).

Conclusão:

Há uma curiosa expressão que, por vezes, é questionada pelos estudantes da Bíblia: "E houve tarde e manhã"(Gn 1.5,8,13,19,23,31). Em todos estes versículos, a encontramos no final de cada ato criativo. Ela faz parte de um relato de Moisés, o autor de Gênesis. Por isso, quando o escreveu, tinha sua mente voltada para cultura ocidental, especialmente a dos hebreus. Geralmente, o dia começava ao pôr-do-sol, a tardinha. Portanto, neste livro, a tarde sempre precedeu a manhã. De quantas horas foram estes dias da criação? De 12 ou 24? Alguns ensinadores forçam uma interpretação e os definem como duração indefinida, ou, até mesmo, como eras geológicas. É difícil encontrar uma definição para este texto. Porém, não é fácil entender o método de Deus. Se um dia pode ser como mil anos e vice-versa (2 Pe 3.8), por que discutir esta questão?

                                                                             

                                                              CAPÍTULO IV

                                                A CRIAÇÃO DO HOMEM

                                                               TÍTULO VII

                                                              INTRODUÇÃO:

Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.

                                                            

 

                                                          

                                                               TÍTULO VIII

I.                   OS DOIS RELATOS BÍBLICOS DA CRIAÇÃO DO HOMEM.

                                                           Sub-título V.

1. O primeiro relato sobre a criação do homem. Encontra-se em Gênesis 1.26,27. Neste texto, está declarada a ordem criativa da Trindade, quando diz: "Façamos o homem". A despeito da importância teológica que se dá ao "façamos" para denotar a participação triúnica da Deidade, o fundamental, nesta passagem, é a palavra "BARAH" (hebraico), do versículo 27, que quer dizer: "criou". Deus o fez do pó da terra, mas sua criação foi um ato divino. Ele foi feito especial e diferente da vida vegetal, aquática e animal.

                                                                Sub-título VI

2. O segundo relato da criação do homem. Encontra-se em Gênesis 2.4-8. Neste relato histórico, temos, além da criação dó homem, também a descrição da origem da mulher.

Enquanto a primeira narração se preocupou mais em mostrar a ordem da criação e a decisão da Corte Divina, em criar o homem à sua imagem e semelhança; o segundo relato apresenta a sua efetivação. No texto de Gênesis 2:7, temos a seguinte declaração: "E formou o Senhor Deus o  homem do pó dá terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente".

                                                              Sub-título VII

3. A criação da mulher. No segundo relato da criação, podemos  destacar, no texto de Gênesis 2.18-25, a formação da mulher. Depois de Deus ter criado Adão, Ele também fez Eva. Em Gênesis 1.27, está escrito: "macho e fêmea os criou".

 

                                                            CAPÍTULO VII

                                                 TEORIAS SOBRE O HOMEM.

27/09/2005

                                                               TÍTULO IX

II.  TEORIAS ANTIBÍBLICAS SOBRE A ORIGEM DO HOMEM

l. A teoria evolucionista. Esta teoria apresenta o homem como um Ser que evoluiu de uma ordem inferior, no mundo animal. Ensina que  esta evolução resultou de sucessivas alterações nas formas materiais, de vida as forças latentes que existem na matéria. Mas a Bíblia refuta esta teoria, quando declara que:

 1 ) a origem do homem resultou de um ato criativo de Deus;

2) o ser físico do homem também é resultado de um ato criativo de Deus, que utilizou a matéria já existente "afar" (hebraico), que significa "pó da terra";

3) o homem, hoje, tem a mesma estrutura física e espiritual do dia em que foi criado;.

4) o homem foi tirado da terra e está destinado a ela, depois da morte

 (Ec 3.20);

5) o homem não é evolução natural da terra, pois ele foi "plasmado".

2. A teoria filosófico-materialista. Sigmund Freud, que lançou esta teoria, era ateu, filósofo e psicanalista. Ele enfatizou, em seus argumentos, a idéia de que o homem, em sua vida biológica e psicológica, tem como base e formação de sua personalidade e seus instintos naturais. Afirmou ele que coisas, como sexo, fome, sede, segurança e prazer, são pressões que determinam as ações e os padrões da personalidade do homem. No conceito de Freud, a natureza do homem não se relaciona com o sobrenatural, no caso, Deus. Para ele, a idéia de uma relação do Criador com o ser humano é imprópria e inexistente, pois o mesmo vê o homem como uma criatura egocêntrica, voltada apenas para as suas necessidades, sem qualquer comunhão com um ser supremo. Acreditava ele, que, ao morrer o homem, nada mais resta.

3. A teoria do humanismo científico. As fontes de informações, para os adeptos desta teoria, sobre a natureza e origem do homem, estão na Biologia, Psicologia e Medicina. Para esta escola de pensamento, o homem é um produto evolucionário da Natureza, sem a menor possibilidade de imortalidade.


                                                              CAPÍTULO VII

III. O ENSINO DA BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO HOMEM:

                                                                TÍTULO X.

                                                   A NATUREZA DO HOMEM

PERGUNTAS:

Em quantas partes se compõem o corpo humano?

Em quantas partes se compõem o homem?

Em quantas partes se compõe a natureza do homem?

                                                                     Sub-título VIII.

 

1.      A biforme natureza do homem. O homem foi criado com uma biforme natureza: material e imaterial. A primeira foi formada do pó da terra (Gn 2.7) e a segunda, outorgada diretamente pelo Criador. O sopro divino nas narinas do homem concedeu-lhe a vida física e a espiritual.

2.      A vida imaterial do homem é representada pela alma e pelo espírito. Porém, esta dupla natureza do homem é representada por uma tricotomia, que se constitui, na parte material, pelo corpo; na imaterial, pela alma e pelo espírito ( 1 Ts 5.23).

                                                        

                                                   

                                                          Sub-título IX

3.      A tricotomia do homem (l Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa "aquilo que é dividido em três", ou "que se divide  em três tomos" .Em relação ao homem, refere-se  às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto daqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo, alma ou espírito.

4.      Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como uma só parte e, às vezes, como se fosse uma só coisa. Entretanto parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Este conceito crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar o corpo de sua parte imaterial.

                                                                      Item 1

a)     O corpo. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra, como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco, e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo, com todos estes produtos, sem a bênção divina, é de ínfimo valor. (divide-se em: cabeça, tronco e membros)

                                                      Item 2.

b)     A alma. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. Ela precisa dele para expressar sua vida funcional e racional. É identificada, no hebraico do Antigo Testamento, por "NEPHESH" e, no grego do Novo Testamento, por "PSIQUÊ”.

                                                      Item 3

c) O espírito. No hebraico é "RUACH" e no grego é "PNEUMA". O espírito do homem não é um simples sopro ou fôlego, mas também vida imortal (Ec 12.7; Dn 12.2; Lc 20:37;1 Co 15:53). Ele é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “o corpo, a alma e o espírito constituem a base real dos três elementos do homem: Consciência do mundo externo, consciência própria”.

                                                            CAPÍTULO VIII

IV. AS FACULDADES DISTINTAS DO HOMEM

l. As faculdades do corpo. São Cinco as faculdades principais, as quais se manifestam através do corpo: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ainda que sejam distintas umas das outras, elas não atuam independentes do comando da alma. São denominadas de instintos naturais ou sentidos corporais, os quais recebem impressões do mundo exterior,

transmitidas ao cérebro, através do sistema nervoso. É daí que partem as ordens para todas as partes do corpo. Os sentidos físicos obedecem às leis naturais que estão impressas no ser humano. São elas que regem as atividades do corpo.

 

                                                         

                                                                Título XI

2. As faculdades da alma. São três as faculdades ou qualidades da alma, pelas quais ela se manifesta: intelecto, sentimento e vontade.

                                                              Título  XII

O INTELECTO (Gn l.28; 2.19,20) é a parte da alma que pensa, raciocina, decide, julga e conhece. É ele quem recebe os conhecimentos. Três outras manifestações lhe são peculiares: a imaginação, memória e razão. Com  a primeira, o homem é capacitado a idealizar e projetar. É um processo do pensamento que habilita o ser humano a construir imagens, através do raciocínio. A segunda é outro atributo do intelecto que capacita o homem a guardar em seu cérebro os fatos passados e presentes. Ela retém os conhecimentos adquiridos e os traz à lembrança. A terceira é um atributo do intelecto que leva o homem a pensar, julgar e compreender as relações entre as coisas, distinguir entre o verdadeiro e o falso, o bem e o mal.

 

 

 

                                                      Título XIII

O SENTIMENTO faz o homem um ser emotivo. Ele não é uma máquina insensível, pois pode sentir todas as grandes emoções, como alegria, gozo, paz, prazer, tristeza, descontentamento, pesar e dor.

                                                       Título XIV

A VONTADE se expressa como resultante das influências do intelecto e dos sentimentos. Ela não age sozinha. Não há vontade livre ou independente. Ela obedece às forças emotivas e intelectuais da alma.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Título XV

3. As faculdades do espírito. Duas faculdades principais se destacam com abrangência sobre outras qualidades importantes, as quais são: Fé e Consciência. Elas identificam o ser religioso do homem. Podemos chamar de natureza espiritual, da qual o ser humano é dotado especialmente para uma perfeita comunhão com Deus. Os sentidos físicos e psicológicos tornam o homem um ser terreno e racional, mas os espirituais o tornam um ser especial.

                                                       Título XVI.

A faculdade da fé é uma qualidade do espírito humano que expressa a religiosidade do homem e o torna capaz de adorar, reverenciar,   louvar e orar a Deus, o Criador. Não se trata de um tipo de fé, adquirida ou ensinada, mas é uma forma inata que nasce com qualquer ser humano. Ela nos estimula a buscar a Deus e comungar com Ele.

                                                        Título XVII

A faculdade da consciência é a lei moral e espiritual, no interior do  homem, que aprova ou desaprova as  suas ações. É a intuição que o espírito tem dos atos e estados do ser humano em sua vida cotidiana. A consciência não está sujeita à vontade, e nem aos sentimentos da alma. 

     

                                                          

                                                             CAPÍTULO IX.

                                                                   O 7.o Dia.

Gênesis 2:1-25

 

 "Ora, havendo Deus completado  no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou;  porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera"

Gênesis 2.2-3.

Quando olhamos para estes textos das Escrituras, eles nos ensinam que Deus descansou no sétimo dia de toda a obra que fizera. Ela estaria em contradição com a mesma Palavra se não compreendermos que este dia além do descanso em Cristo representa o sétimo milênio que virá logo. Estaria em contradição, porque em Isaías 40.28, Ele diz: "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento". Este texto das Escrituras nos fala de um Criador da terra que não se cansa. Se Deus não se cansa, para que então descansar? Sobre isto Jesus nos ensina que: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" Marcos 2.27.

Quando Deus descansou no sétimo dia, este descanso não era para Ele, mas para o homem. Deus queria que a primeira coisa que o homem aprendesse, fosse a descansar. Tanto é assim, que se Deus tivesse descansado, Jesus não falaria que: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também". João 5.17. Em Hebreus 4.4-5, o Espírito Santo nos ensina que: "em certo lugar disse ele assim do sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as suas obras; e outra vez, neste lugar: Não entrarão no meu descanso". Deus nunca falaria que não entrariam no seu descanso, caso não tivesse outro dia. É fato que quem entrou no descanso de Deus que é Cristo, (Mt. 11:28) descansou das suas obras, assim como o Senhor das suas (Hebreus 4.10). Mas Deus ainda fala de um outro descanso. Este outro descanso, é o repouso sabático para o povo de Deus (Hebreus 4.8). Ainda para melhor entendermos, Deus é criador de tudo (sua obra); é onisciente, onipresente (ubiqüidade) e onipotente, desta obras, Ele nunca descansa, mas somente da obra da criação porque Ele confiou ao seu amado Filho e neste sétimo dia, tudo está sendo concluído por Ele(JESUS CRISTO) quando  Ele terminar, virá buscar a sua Igreja(Jo. 14:3) será aqui o termino da obra confiada ao Senhor para concluir.

Quando então Ele virá nos buscar? A respeito daquele dia e hora ninguém sabe (At. 1:7), mas veja os sinais:

Muitos virão em meu nome; guerras e rumores de guerras; se levantará nação contra nação e reinos contra reinos, fome, peste e terremotos em vários lugares( Mt. 24:5;6 e 7), e ainda, surgirão falsos profetas(Mt. 24:11), e o mais impotente, está em Mateus 24: 14, Quando o Senhor Jesus disse estas coisas, nunca se poderia imaginar de que maneira poder-se-ia anunciar o seu evangelho em todo mundo, pois o transporte mais rápido da época era tração animal e para se fazer uma viagem num trajeto equivalente ao Rio-São Paulo levava-se mais de um mês, quanto mais comunicar-se com o mundo todo, no entanto veja o rádio, a televisão o telegrafo e por ultimo a internet, quer mais?

Analisando o trecho de Daniel 9: 25:

 

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar  e para edificar Jerusalém, até ao messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”  

 

Desde a ordem para restaurar Jerusalém... –

O povo de Israel estava disperso (desde de 135. AC)quando o imperador romano publicou decreto pelo qual todo judeu encontrado na palestina, fosse morto. Sem pátria e sem nação

 

era apenas um povo, porém o Senhor havia dito que “Ordenarei um lugar para meu povo” 1Cr. 17.9, o Senhor Deus está anunciando que nos tempos do fim assim faria.

Ezequiel 37; 1-7 – pode ser comparado ao que aconteceu a partir de 1.917 após a 1ª grande guerra a guerra que começara em 1.914 era desfavorável aos Ingleses que buscavam uma maneira de construir uma arma com TNT e uma pólvora sem fumaça. Aí surgiu o judeu brilhante de nome CHAIM WEIZMANN que inventou uma formula que tornou possível a rápida produção desse material, e isto, mudou o curso da guerra e favoreceu o povo inglês. Como compensação David Lloyd George perguntou ao Dr. WEIZMANN qual seria o seu preço e este pediu que em vez de pagamento fosse a palestina declarada a pátria do povo judeu. Então em 02 de novembro de 1.917 foi redigida e assinada a declaração Balfour, acompanhada de uma carta endereçada ao Dr. WEIZMANN E ASSINADA POR Arthur James Balfour, ali na palestina, havia em torno de 25 mil judeus e a estes foram se juntando outros, em 1.922 já eram 83 mil; em 1.932, 180 mil; em 1.935 430 mil e em 1.945 acima de 500 mil, isto aconteceu depois que a maior explosão aconteceu com a estriptosa vitória dos ingleses, ou seja, simbolicamente, o barulho de osso se juntando ao seu osso para formar novamente um povo.

Nos dias de hoje já são 5 milhões de judeu que se juntam, e esse numero,  continua crescendo, e formando a nação que teve inicio em 14 de maio de 1.948, quando a ONU reconheceu por declaração os direitos do povo judeu como nação e ocupando o território, a Terra Santa a esse reajuntamento que começou em 1.917 e teve sua maior gloria em 1.948, pode ser considerado o sinal infalível da aproximação do fim dos tempos(tese defendida por TIM LAHAYE E JERRY B. JENKINS EM SEU LIVRO – ESTAMOS VEVENDO OS ULTIMOS DIAS ?).

Continua os autores do livro Estamos vivendo os últimos dias? “De conformidade com Lc. 21.24, os judeus que foram subjugados e caíram ao fio da espada e foram espalhados por várias partes e começaram os tempos dos gentios que entre outras coisas pisaram Jerusalém, começou com o cativeiro na Babilônia e seguirá até a vinda do Senhor, quando então terminará o tempo dos gentis” A existência dos judeus é o maior milagre, pois outros povos que já foram poderosos, hoje não existem mais (assírios e babilônicos), o povo judeu, todavia foram expulsos de sua terra e sobreviveram e até em numero muito maior que outros povos da atualidade, mantiveram sua herança nacional durante 17 séculos de exílio sangrento, por que o povo judeu continuou a sobreviver quando o povo tão poderoso desapareceu? Porque Deus prometeu. O povo judeu já havia se apossado da terra quando os ingleses romperam seu tratado de 1.917 e protegia o povo palestino, mas Deus não dormita e após a segunda grande guerra os ingleses se retiraram da palestina e finalmente a ONU reconhece em 1.948 o território como pertencente aos judeus e tudo que dantes tinha sido dos ingleses e do povo árabe, passa a ser de Israel veja o que diz Isaias 66.8, uma nação nasce em só dia, são os ossos recebendo carne, e se levantando prontos para receber o poder que é o espírito, quando então como nação serão vitoriosos Ez. 37.22 Leia.  

 

Em 1.967 o segundo milagre aconteceu, o povo de Israel tiveram a sua primeira grande conquista, na guerra dos seis dias, e retomaram Jerusalém e dominaram aquela região e mantiveram o povo subjugado.

Lendo as profecias de Daniel 9.25 e Ezequiel 37, concluímos que, os setenta anos começaram a ser contados a partir de:

1.948 quando a ONU reconheceu a nação de Israel o que se diz até o ano 2.018;

1.967 na conquista da guerra dos seis dias e isto nos leva para 2.037, assim o retorno do Senhor nas previsões de muitos pode ser entre 2.018 a 2.037, quando segundo a essa tese, termina finalmente o 7º dia de Deus, com a vinda do Senhor nas nuvens.

Não estou dizendo que o Senhor Jesus, irá volta no período compreendido entre 2018 e 2037, apenas afirmando, que existe quem defenda essa tese, que por mim, não tem muita imortancia, e acho, que para mim e para tantos quantos amam ao Senhor Jesus, o importante é ter a certeza que Ele irá voltar, e isto, eu tenho certeza, e que por sua Graça e misericórdia, eu irei com Ele, para a Gloria Celestial, enquanto muitos, ficarão aqui esperando, mil anos de Jesus, reinando sobre a terra, porque para esses, o que o Senhor falou em Jo. 14:2 não se aplicam, porque acreditam mesmo, que vão continuar nessa terra amaldiçoada por Deus, Gn.3:17, porque não a querem deixar, e voltar pelo caminho que conduz à nova Jerusalém, ao paraíso eterno de Deus.

 Contando do 1º dia da criação (haja luz), até os dias do Senhor Jesus cerca de entre 4.5 a 4,9 mil anos mais 2.005 da nossa era, temos ai aproximadamente o final do sétimo milênio, o sétimo dia, é o sétimo milênio da criação de Deus, onde Deus irá descansar de toda a sua obra que fizera. O número 6 é o número do homem (Apocalipse 13.18), e o sete o de Cristo. O número sete é o número da totalidade, da obra completa.

 

 

Diante de tão grande Sabedoria Divina, devemos nos ater por um pouco, e louvar juntos o Senhor pela Sua Grandeza dizendo: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor Deus meu, tu és magnificentíssimo! Estás vestido de honra e de majestade. Ó Senhor Jeová, tu já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há no céu ou na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? Meditarei também em todas as tuas obras, e ponderarei os teus feitos poderosos. Quão grandes são, ó Senhor, as tuas obras! quão profundos são os teus pensamentos! Todas elas

 

O Senhor tem tornado claro o Seu Plano Divino à Sua Igreja. Estamos na última hora, e devemos estar preparados, o Espírito expressamente diz: "E quanto a vós, a unção (o Espírito) que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção (o Espírito) vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ele, assim nele permanecei. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nEle tem esta esperança, purifica-se a si mesmo,assim como Ele é puro"IJoão2.27-29, 3.1-3.

                                                                                                                     

                                                                      CAPÍTULO X

                                                                      TÍTULO XVIII

                                                   A EXPLICAÇÃO DE GENESIS 1.

TEXTO BÁSICO:

Gn. 2: 1-25; 3: 1-24

04/10/2005

 

O capitulo 2 de gênesis, em sua maioria, repete o capitulo 1, no que se refere à criação do homem, temos detalhes de como Deus trabalhou esculturando o homem antes de lhe transmitir o sopro da vida.

A partir do verso 4 nota-se uma nova divisão; estas são as novas gerações do CÉU E DA TERRA...

Alguns críticos dizem por isto que devido a mudança de estilo de Moises, que se trata de outro autor e outro até admitem ser o livro de gênesis de autores diferentes e de datas também reunidos por uma só pessoa que eles chamam de redator., no entanto para nós que cremos no que diz a palavra de Deus, sabemos que se trata de mudanças de estilo em razão da diferença de assunto.

Esta é a opinião de muitos escritores e inclusive do ilustre Antonio Neves de Mesquita em seu livro ESTUDO NO LIVRO DE GÊNESIS

No capitulo 2: 5 vemos que a palavra registra que não havia planta no campo, JEOVÁ (YAHWEH) OU JAVÉ não havia feito chover sobre a terra e ainda não havia homem para cultivar a terra. Certa mente Moises tem em mente aqui, o estado caótico em que se encontrava a terra antes da criação.

No primeiro capitulo diz que o homem e a mulher foram criados, mas não diz como a mulher foi formada, nem tampouco descreve o processo usado por Deus na criação do homem.

Um detalhe ainda muito importante é no que se refere a Lucas no capitulo 3:37, quando descreve a genealogia de Jesus segundo a carne, veja o que diz de quem Adão é filho.

Algumas considerações tiradas do livro ESTUDO NO LIVRO DE GÊNESIS:

 

 

 

                                                                     CAPÍTULO XI.

                                          A PREPARAÇÃO DO JARDIM DO ÉDEN.

Na preparação para a vinda da maior e mais perfeita criação de Deus, o homem, o Senhor Deus cuidou em criar um jardim para que o homem não ficasse ao desabrigo como os demais animais, este lugar, conhecido como jardim do éden, aliás, esse local não era propriamente um  jardim, mas uma espécie de distrito aonde o referido jardim se localizava. Alguns escritores preferem dizer da banda do tempo antigo numa referencia de que o jardim fora preparado por Deus bem antes que Ele criasse o homem.

 

A palavra paraíso, sinônimo de  éden, ocorre apenas três vezes na Bíblia, e estas no N.T., como designação do céu, da habitação do povo de Deus, tanto durante o tempo da morte, como na ressurreição(Lc. 23,43 ; II Co. 12,4; Ap. 2;7) também Ez. (28:13, 31:16,18), Isaias 51,3 e Jl. 2,3, aonde o termo é usado como comunhão ininterrupta com Deus, lugar de delicias, abundancia de frutos e despreocupação das contingências da vida.

Tudo isto rodeava a vida dos nossos primeiros pais. Entre todas as coisas, destacava-se a árvore da ciência do Bem e do Mal, a prova da liberdade de adorar e servir a Deus voluntariamente, ou voluntariamente escolher outro caminho, o da desobediência a Deus.

Muito se tem feito no sentido de localizar o jardim, mas inútil, pois a descrição dada na Bíblia não corresponde com a geografia atual. É fácil explicar, porque não se pode localizar ou identificar o lugar. Deus mesmo esconderia da posteridade um lugar para o qual ela se tornou indigna. As transformações que o solo sofre muitas vezes, alterando fundamentalmente a sua configuração, pelo levantamento dos montes e aparecimento de vales em seus lugares, mudando o curso dos rios etc. explicam porque os dados conhecidos por Mesopotâmia representam o antigo lugar do jardim, mas não parece proceder a suposição. O lugar mais provável é a alta Armênia, onde têm sua origem os dois rios restantes dos quatro que regavam o jardim.

Há opiniões que admite ser o lugar mais apropriado as imediações do mar Cáspio. O seu relevo, a exuberância da natureza ali parece ser o único lugar no mundo, e que ainda hoje é assim, pois até a antropologia ali e em suas imediações, dá um capitulo diferente. O Cáucaso (cadeias de montanhas entre o Mar Negro e o Cáspio) não fica muito distante. é ali que se encontra as melhores espécies da raça humana. Diz-se que as mulheres caucasianas são de causar admiração a qualquer ser humano.     

O Senhor Deus na realidade permitiu um teste para o casal (Gn. 2.9).

                                                     

                                                               CAPÍTULO XII

                                           TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM

18/10/2005.

GÊNESIS 3:1-24

                                                                 TÍTULO XIX

                                                                 INTRODUÇÃO.

A doutrina da queda do homem é precedida pela tentação, ou seja, por sua provação. Certo autor escreveu que "a causa última do mal não se encontra nem em Deus, que é absolutamente santo, ou seja, a mais perfeita negação do mal", e a ninguém tenta (Tg. l. l 3), nem no mundo, criado bom em Deus e para Deus.

                                                                 SUB-TÍTULO X

I.              A PROPENSÃO PARA O PECADO

                                   ITEM 1

1.      Propenso, mas não destinado. Como ser racional, o homem, em seu primeiro estado de inocência, desconhecia o pecado. A possibilidade para o pecado surgiu com a tentação. De fato, ele não havia ainda desenvolvido o seu caráter moral. Esta propensão para a transgressão não significa que o homem, inevitavelmente, estivesse destinado a pecar. Esta tendência baseava-se unicamente em seu Livre-arbítrio. Ele poderia, conscientemente, manter-se fiel aos limites do conhecimento que o Criador lhe deu, ou, então, rebelar-se contra esta lei, e partir para o outro lado.

                                                                

                                                                 ITEM 2

2.O teste da tentação de Adão e Eva(Gn2.9;16,17).

                                                                      ITEM 2.1

a) Surge o agente da tentação (Gn . 3.1 ) O teste moral de Adão e Eva começou, por permissão de Deus, com uma criatura feita pelo Criador, mas que, por rebelião tornou-se o maior opositor do Senhor e de toda a sua obra. Este ser foi criado como espírito dependente do Criador, como os demais membros do mundo angelical. Esta criatura é Satanás ou Diabo; que não é igual a Deus, mas surge diante de Adão e Eva, incorporado em inocente serpente que estava no jardim plantado por Deus.

                                                                      ITEM 2.2

c)      A trama satânica para engodar a Adão e Eva. Satanás sabia que não seria tão fácil convencer o casal a desobedecer a Deus. Ele investiu, então, sobre a mulher, porque entendia que ela, como um ser mais frágil que o homem, facilmente cederia as suas provocações.

                                            

                                             SUB-TÍTULO XI

                          II.  A QUEDA DO HOMEM, ATRAVÉS DO PECADO.

                                                                          ITEM 1

l. O relato bíblico da queda do homem (Gn 3.1-12). A queda de Adão e Eva é apresentada, literalmente, na Bíblia, de modo explícito. Não foi um relato teórico ou figurativo, mas um histórico da queda humana, Por isso, entendemos que o pecado de nossos primeiros pais foi um ato involuntário de sua própria vontade e determinação. É claro que a tentação veio de fora, da parte de Satanás, que os instigou  a desobedecer à ordem de Deus. Concluímos , pois, que a essência do primeiro pecado está na desobediência do homem à vontade divina e na realização de sua própria vontade. O seu pecado foi uma transgressão deliberada ao limite que Deus lhe havia colocado.

                                                                     ITEM 2

3.As três Áreas do auto-engano que levaram à queda (Gn 3,6) ,

                                                            Sub-item 1

a)A primeira área do auto-engano de Eva foi a fome instintiva, provocada pela palavra de satanás.

                                                            Sub-item 2

 b) A segunda área de auto-engano de Eva e Adão foi o desejo de grandeza, incitado por satanás, com a idéia de obter o entendimento do bem e do mal.

                                               Sub-item 3.

d)     A terceira área do auto-engano de Eva e Adão foi a satisfação através dos olhos, porque aquela Árvore "era agradável aos olhos".

 

                                                             

                                      

                                           SUB-TÍTULO XII

II.           AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA

a) O Pecado afetou a vida física e psíquica do homem. Paulo escreveu aos Romanos: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" (Rm 5.12). A morte física se tornou, então, a conseqüência natural da desobediência de Adão, e a morte espiritual se constituíram na eterna separação de Deus. O Criador foi enfático, no Jardim: “Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn. 2.17)”.

                                 

b) O pecado afetou a vida espiritual do homem. "O salário do pecado é a morte "(Rm6.23).

                                               

b)      Adão não morreu no mesmo dia em que pecou, mas perdeu, pelo seu pecado, a possibilidade de viver. Porém, a afetação maior foi a perda da imagem de Deus em sua vida. Isto implicou, essencialmente, no rompimento da comunhão imediata e plena com o Criador, e causou-lhe a "morte espiritual", no momento exato que pecou.


 Somos herdeiros da corrupção moral de Adão (Rm 5.12). Vários textos bíblicos indicam este fato,mas destacaremos apenas o que Paulo escreveu: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). Outro texto diz: "Pela ofensa de um só, a morte reinou" (Rm 5.17).

                                                      SUB-TÍTULO XIII

                                     IV. O LEVANTAMENTO DA QUEDA

a)      A consciência de uma percepção não desejada (Gn 3.6,7). Depois que o Tentador conseguiu convencê-la a desejar o fruto proibido, Eva não hesitou em pegar, comer e

 

oferecer ao seu marido. Neste momento, abriram-se , então, os olhos  de ambos (Gn 3.7). Mas o que viram foi muito diferente daquilo que Satanás havia dito que contemplariam.

b)  A perspectivava de um juízo inevitável (Gn 3. 8-13) A queda foi precedida por momentos em que a imaginação e os seus sentidos foram completamente dominados pelo engano do Tentador. Isto nos ensina que a história de todas as tentações é a mesma: o objeto exterior de atração, a comoção interior da mente; o aumento e o triunfo do desejo apaixonado; terminam na degradação, escravidão e ruína da alma (Tg 1.15; l Jo 2.l6).

c) A voz de Deus (Gn 3.8). Diz a Bíblia que os dois "ouviram a, voz de Deus, que andava no jardim pela viração do dia”.

d) A resposta do homem à voz de Deus (Gn 3.10). O texto declara que Adão saiu do seu esconderijo, envergonhado, e confessou: "Tive medo e me escondi": Esta sensação de culpa o fez fugir de Deus. Apesar de confessar razão de sua fuga, não foi capaz nem ele , nem sua mulher ; de assumir, individualmente o seu pecado.

                                                        ITEM 1

                             

A promessa de um juízo redentivo (Gn3.14-24).

a) três juízos distintos sobre  serpente, a mulher e o homem. Primeiro, no juízo sobre a serpente, Deus não discutiu, nem dialogou com a mesma. Pela primeira vez, encontramos o termo hebraico (ARUR) na Bíblia, que significa  maldito, e traz o peso de uma sentença jurídica, pois a serpente foi declarada culpada, sem opção de justificação. Segundo há um juízo sobre a mulher, conforme o texto de Gênesis 3.16. Nesta escritura, Deus predisse que ela seria sujeita ao homem. Não seria mais a parceira na administração da Terra. Seria dominada pelo marido e toda sua Vontade estaria subjugada a ele. Seus filhos seriam gerados com dores de parto. Terceiro, o juízo aparece contra o homem  (Gn 3:17-19). Ele perderia as regalias e delícias do Jardim do  Éden (Gn. 3: 23,24), pois os dois foram. Expulsos daquele  local. A sua subsistência, ele extrairia com suor de seu rosto, exigindo-lhe muito esforço físico.


b) A promessa de um juízo redentivo (Gn 3.15)  Nesta escritura se encontra a primeira e mais gloriosa promessa de redenção, de soerguimento do homem da condenação. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes e condenatórios sobre o casal,   Deus, o justo Juiz, pois sua  justiça é perfeita  e misericordiosa, abriu  um espaço para a redenção.

Conclusão: Com esta lição, nós aprendemos que há uma esperança para o pecador, em Cristo Jesus.

25/10/2005

                                                            CAPÍTULO XIII

                        PRINCIPAIS PERSONALIDADES ATÉ AQUI ESTUDADAS.

                                                             TÍTULOS XX

                                                                   DEUS

Logo no inicio do livro de Gênesis seu caráter principal – Deus. Seu nome aparece 32 vezes no primeiro capítulo, ocorrendo em 26 dos seus 31 versículos e duas vezes em seis destes versículos. Entre os 50 capítulos do livro, existem apenas 5 em que seu nome fica ausente – 23,34,36,37 e 47.

Mesmo a primeira menção de Deus é significante. O nome“Deus” é o plural Elohim, enquanto o verbo criou está no singular – Uma forte sugestão logo no inicio da trindade agindo em unidade. Uma significação semelhante pode ser vista no versículo 26, onde “Deus” (plural) disse: “façamos (plural) o homem à nossa (plural) imagem (singular)” – assim indicando os desígnios do Deus Triúno na criação.

O nome ELOHI no original ocorre cerca de 2.500 vezes na Bíblia inteira.

Vimos também que seu nome JEOVÁ OU JAVÉ – geralmente traduzido o “Senhor” significa aquele que era, que é e que sempre há de ser” é derivado de três palavras YEHI – Ele será; HOVE – sendo; hahyah – Ele era (Ap. 1.4).

EL é encontrado em 14:18-20 e 22. Deus  forte, Poderoso ou Primeiro;

ADONAI – Soberano Senhor ou mestre é encontrado primeiro em 15.2; 8 onde é combinado com Jeová ou Javé “Senhor DEUS, aliás ADONAI JEOVÁ OU JAVÉ Ocorre sozinho em 19.18 – “meu Senhor” – e 20.4 – Senhor.

Esses nomes além de títulos que bem distingue nosso Deus tais como: Deus Altíssimo. El Elyon (Gn. 14, 18, 19,20 e 22) indica Deus como ser supremo (Lc 132,35; At. 16.17) O DEUS TODO PODEROSO. EL SHADDAI (Gn. 17:1; 28.3; 35.11; 43.14; 48.3; 49.25)

Note que El é singular, enquanto Shaddai é plural.  O titulo enfatiza a força ou, talvez a suficiência de DEUS; o deus eterno. El olam (Gn.21.33), enfim outros titulos como: Deus de Israel, de Betel, Deus do Céu e da terra, Jeová Jirê(Gn. 22.14) = Deus proverá.

Deus se apresenta em Gênesis como criador (1.1e s) Em Is. 45.18 deixa-nos uma idéia que a terra fora criada maravilhosamente e alguma coisa possivelmente ligada a queda de Satanás (Is. 14.12-15); (Ez. 28.14,15);

 

                                                                   TÍTULO XXI

                                                               SATANÁS.

 

O nome Satanás não aparece em Gênesis, mas não há dúvida que ele é o ator principal da tragédia que aconteceu no terceiro capítulo, sendo a causa principal da queda do homem. Muitos vêem sua influência mesmo antes disso – logo no segundo versículo do livro.

Satanás está vivo e ativo no planeta terra e continua sendo o inimigo principal do povo de Deus é importante que “não ignoramos as suas maqinações” (2ª Co. 2.11) e estejamos cientes de sua natureza e alertas aos seus métodos e assegurados quanto à sua ruína. Deus tem registrado em detalhes sua primeira na história humana e, em Gênesis 3, sua natureza, seus métodos e sua ruína  são claramente revelados.

 

No seu primeiro encontro com o homem, Satanás ganhou uma vitória retubante e, desde então, tem ganho inúmeras batalhas. Ele ainda é o deus e príncipe deste mundo, embora tenha sido vencido e sua ruína tenha sido assegurada.

Em Gênesis 3, ele usou uma serpente como seu agente, o instrumento através do qual ele atacou Eva, e, por meio dela a Adão, assim ocasionando a desobediência a Deus e a queda do homem.

O senhor Jesus classificou bem a natureza de Satanás, HOMICIDA, MENTIROSO (Jo.8:44) PECADOR(1ª Jo 3.8); ENGANADOR (Ap. 12,9; 20:2, 3, 7-10); ADVERSÁRIO ( Ap. 12.9; 20.2; 1ª Pe 5.8); CALUNIADOR ou ACUSADOR, este é o sentido da palavra “diabo” Ele acusa homens perante Deus (Jo. 1.6-11; 2.1-5), seus métodos é a sutileza para conseguir o que quere assim atingir seus objetivos. Sua setença já está decretada por Deus nos versículos 14 e 15, aonde encontramos a primeira profecia bíblica dentre tantas outras que viriam mais tarde.

                                                          TÍTULO XXII

                                                              ADÃO.

Este é o primeiro caráter humano que encontramos na palavra de Deus, o primeiro humano na historia da humanidade, podemos aprender muito com sua historia e seu nome.

Evidentemente existem duas narrativas da criação do homem, totalmente distinta, porém, inteiramente consistentes e complementares. Em Gênesis 1 e 2 descreve a criação e detalha sua criação, e depois encontramos em várias escrituras falando acerca do homem criatura feita diretamente pelo Criador, Deus.

O mais importante da criação do homem, é saber que foi reunido o Deus triuno para tratar de nosso criação, Gn 1.26-27 é o famoso “FAÇAMOS”O homem sempre foi e será a principal atenção de Deus o nosso Senhor e  criador, uma vez que de toda sua criação, o homem foi o único que mereceu atenção da Trindade de Deus, que nos criou para sermos como Ele é, a “semelhança” é o nosso andar na sua presença (Gn 17:1; Dt. 18:13; Mt. 5:48).

Antes da queda, Deus deu autoridade ao homem, sobre toda sua criação(Sl. 8.6), Porém como o 1º Adão caiu, negligenciando o poder que Deus lhe deu, o plano de Deus não poderia cair, o 2º Adão, este sim, vai realiza tudo que está no salmo 8.4-8, e em Hb. 2.5-9.

A maior preocupação de Deus é para com o homem, limitado e pequeno, seus cuidados é tão grande que enviou seu filho (Is. 9.6).

                                                             TÍTULO XXIII

                                                                    ABEL.

O homem criado por Deus para ser seu amigo, para com Ele ter intimidade, preferiu dar ouvidos ao maligno e não dar ouvido aos ensinamentos de Deus por isto caiu e foi retirado do Jardim éden, mas, o próprio Deus providenciou-lhe uma recompensa, iluminando o seu viver com duas belas crianças, Caim e Abel, porém como já vimos o irreverente Caim se revoltou contra seu próprio irmão matando-o, Foi o primeiro homem gerado e nascido de humanos, foi o primeiro homicídio, a primeira morte, a primeira tristeza e o primeiro ser a voltar ao pó.

Que tristeza, o primogênito do primeiro casal, da primeira família na face da terra, um homicida, que lástima, mais uma vitória do provocador de Deus.

Mas a vitima, Abel esse sim ofereceu sacrifício de sangue ao Deus Vivo e por isto foi convidado para a galeria dos heróis da Bíblia, o novo Testamento, principalmente em Hebreus, exalta sua fé, veja depois para estudo Mt. 23.35, Hb. 11.4, 1ª Jo 3.12, a obediência de Abel foi pela fé, ambos deveriam ter ouvido de seus pais o que receberam por ter dado ouvidos ao inimigo, as conseqüências do pecado, porém só Abel parece ter seguido esta confiança em Deus (Rm 16:26).

Apenas um ato de Abel ficou para a posteridade marcada na palavra de DEUS, um único gesto, porém de grande valia, sua adoração a Deus, sua obediência, seu amor, sua dedicação e sua fidelidade ficaram patentes neste gesto.

                                                        CAPÍTULO XIV

15/11/2.005

                                            NOÉ, A ARCA E O DILUVIO.

                                                            TÍTULO XV.   

                                                                   NOÉ.

Poucos trechos das Escrituras têm sido alvo de tanto desprezo crítico do que estes capítulos, narrando os acontecimentos do dilúvio. Tomamos a posição que o relatório de Gênesis 6 a 8 é uma narração de um verdadeiro fato histórico. As Escrituras, tanto em Gênesis quanto em outras partes, deixam claro que o dilúvio foi de extensão universal, “cobrindo todos os altos montes que havia debaixo do céu” (Gn. 7.19) e “destruindo todos os seres que havia sobre a face da terra” – homens, animais, répteis e aves (Gn. 7.23). Foi uma evidencia de intervenção divina em julgamento, devido à maldade do homem (Gn. 6. 1-3). Na  sua misericórdia, Deus salvou uma família, a de Noé, um total de oito pessoas de quem a humanidade atual descende.

 

 

Há muitas versões acerca do dilúvio, desde aqueles que não aceitam as evidencias do mesmo, porque são totalmente descrentes até àqueles que, embora sabendo que o aconteceu um grande dilúvio, não atribuem este fato ao poder Divino e sim a um acidente da natureza, afirmam os defensores desta tese que no principio, a terra tinha dois satélites, ou, luas, que um destes satélites disprendeu-se de sua rota caindo dentro do mar daí ter ativado as águas para o alto e deixando a terra com uma pequena inclinação no seu eixo, estas águas levantadas pelo violento impacto do satélite, caiu por sobre toda terra de uma só vez causando inundação em todo planeta. Para esta tese, poderíamos fazer a seguinte pergunta: Admitindo verdadeira esta tese as águas existentes na atmosfera terrestres, seria então fruto deste impacto? (Gn. 1.7)E por que não caíram? E toda água no mar, seria só esta, e como se explica as nuvens carregadas de águas, vieram de onde, se não foi fruto do que lemos em Gênesis 1.9? Para o servo de Deus, é difícil aceitar esta tese que me parece descabida e sem propósito.

 

 

                                                              TÍTULO XVI

                                                               SUA OBRA.

Ele aparelhou uma arca – que tarefa! A arca tem sido descrita como uma “enorme barcaça” com uma tonelagem de aproximadamente 13.960 toneladas(14.000.000kg) “que a colocaria dentro da categoria dos grandes navios metálicos de nossos dias” três andares tinha ela, com uma área total nos andares de aproximadamente  26.658 metros quadrados(equivalente a mais área do que 20 mil  quadras de basquetebol de tamanho padrão); tinha um volume de 379.018 metros cúbicos e uma capacidade de carga igual à 522 vagões de carga dos usados em ferrovias modernas(dados do livro de J. C. Whitcomb e H. Morris). Bem podia ter levado 120 anos para ser construída (Gn. 6.3) e todo este tempo sem evidencia de chuva e nem da vinda do dilúvio que justificasse seu trabalho. Mas Noé continuou, que fé que Ele tinha!

Pedro descreve Noé como um “pregador de justiça” (2ª Pd. 2.5). Que assunto difícil a justiça, especialmente nas circunstâncias dele! Certamente, precisava de fidelidade na sua vida para continuar a anuncia-la! Que pregador sem sucesso! Não houve convertidos fora de sua própria família!

 

                                                          TÍTULO XVII

                                                          COMUNHÃO.

 

 

A força da fé e da fidelidade Noé durante todos estes anos e apesar de todas as dificuldades jazia no fato que “andava com Deus”, Sua comunhão com seu Criador influenciou todas as fases de sua vida:

a)      Antes do dilúvio; Separação a Deus do mundo perverso e impiedoso. Foi incontaminado pelos impiedosos porque vivia perto de Deus santo;

b)      Durante o dilúvio; Separação por Deus do dilúvio de julgamento;

c)      Depois do dilúvio: Sacrifício para Deus (Gn. 8.20-22) – isso trouxe prazer a Deus como a vida de Noé ante do Dilúvio (v.21). Esta é a primeira menção de um “altar” na Bíblia. Foi:

1)     Uma expressão de gratidão a Deus pela sua libertação,

2)     Um reconhecimento de pecado e a necessidade de sacrifício pelo pecado;

3)     Uma expressão de consagração de vida.

As ofertas que Noé ofereceu foram holocaustos, em que tudo foi queimado sobre o altar(Lv. 1.9) e expressam devoção total a Deus.

                                                        TÍTULO XVIII

                                                        O FRACASSO.

(Gn. 9.20-23), a fidelidade da narrativa divinamente inspirada acerca de Noé é vista no relatório não somente da sua fé, mas também do seu fracasso. Noé, como Elias, era homem semelhante a nós “sujeito aos mesmos sentimentos” e podemos aprender, não somente do seu bom exemplo, mas também do seu triste fracasso:

a)      As circunstâncias – Esta história não faz parte de sua vida quando era mais novo, mas quando tinha pelo menos 601 anos de idade, depois de uma vida louvável de fé e de fidelidade, depois de muitos anos de experiência com Deus, depois da evidência do julgamento de Deus e da salvação no dilúvio pela arca.

b)      As características – Intemperança e imodéstia.

c)      As conclusões – O relatório do fracasso de Noé certamente nos ensina que, por mais fiéis que sejamos, por mais perto que já estejamos andando de Deus, por mais duradoura que seja a nossa vida de devoção a Ele, por mais duradoura que seja a nossa vida a Ele, por maiores que sejam as experiências nossa de sua libertação, ainda precisamos exercitar-nos constantemente, reconhecendo que a carne ainda está conosco.                     

                                                          CAPÍTULO XV

                                             OPINIÕES SOBRE A ARCA.

         

Centenas de tradições descobertas em toda parte do mundo incluem a recordação de um dilúvio universal. Muitas destas são encontradas entre os índios norte-americanos e contam da construção de uma grande arca que salvou homens e animais da destruição e que finalmente pousou numa montanha. A décima primeira tábua do épico de gilgam contém a narrativa babilônica do dilúvio, que é semelhante à narrativa de Gênesis, mesmo nos seus detalhes. Tais tradições não provam a veracidade do relatório bíblico, porém o confirmam. A ausência de tais tradições poderia ter sido “uma objeção pesada à veracidade da narrativa bíblica”.

 

                                                            CAPÍTULO XVI

.                                                    ESTUDOS GEOLÓGICOS

  No seu excelente livro em língua inglesa sobre “O dilúvio de Gênesis (The Gênesis Flood), John C. Whitcombe e Henry Morris têm demonstrado claramente que a bíblia ensina uma criação especial e uma inundação subseqüente no mundo inteiro e que os fatos maiores da geologia e as demais ciências podem ser orientadas satisfatoriamente dentro desta estrutura” (do prefácio de John C. Mc Campbell).

  Há alguns autores de literatura sobre o Dilúvio de Gênesis que afirmam que o dilúvio não foi de caráter universal no sentido da palavra tal como conhecemos hoje, isto porque, afirmam, se o propósito de Deus era dar cabo de toda carne em que há espírito de vida sobre a terra, Gn. 6.17 os continentes que hoje conhecemos não existiam, os continentes americanos, boa parte da Europa e etc, - Ora o propósito de Deus não só destruir a carne aonde havia espírito vivente e sim desfazer toda terra Gn.6.13, além de que Deus mandou que a terra fosse povoada, logo, senão pessoas, pelo menos animais existiam nesses continentes, até então encobertos Gn. 1.22. E, se Deus destruía o homem, os animais não mais seria necessários. Também há que se entender, que a terra não era dividida em continentes, nem existia os oceanos, e sim uma porção de água debaixo dos céus, Gn.   1:9.

                                                          CAPÍTULO XVII

                                                              O DILUVIO

Gênesis. 6 e 8.  

Já no capítulo 6 começamos a entender as terríveis condições a que tinha chegado a raça humana e dá, ao mesmo tempo, estas condições como a causa do dilúvio. A iniqüidade vinha se multiplicando na terra desde a morte de Abel. A despeito de todos os esforços divinos para conservar sua criação nos moldes do programa original, a corrupção cada vez mais se acentuava na terra.

Uma das causas desta queda foi sem dúvida o casamento do povo de Deus, (descendente de Sem) com os descendentes corruptos de Caim.

Duas Famílias descendentes de Adão (Caim e Sete), agora eram muitas tribus, com diferentes inclinações. Eram problemas complexos e difíceis. Os primórdios da religião da família estavam sendo descartados, o culto abandonado, a união de um homem com uma mulher tomou caráter profano e, conforme as condições, cada homem tomava para si tantas mulheres quanto sua cobiça pudesse desejar. Esse procedimento corrupto e pecaminoso foi introduzido nas famílias pelo bígamo Lameque. O padrão familiar de qualquer povo decidirá o seu futuro como povo civilizado e honesto. A decadência de qualquer nação começa no lar. A ruína dos primitivos habitantes começou com a não observância dos estatutos divinos de multiplicar-se por processos lícitos e consentâneos com a natureza da raça humana. Nesse ponto o projeto divino ficou frustrado e só restava destruir a raça apóstata e começar de novo Deus não pode ser acusado de injustiça, porquanto o homem tinha perdido todos os direitos a senhor da terra.

                                                         CAPÍTULO XVII

                                                    CAUSAS DO DILÚVIO.

Muitos anos se passaram desde a morte de Abel, e durante esse tempo, os homens se multiplicaram na terra (v. 1) e nasceram-lhes filhas que iam sendo tomadas por outros homens, sem reserva de espécie alguma: Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas que escolheram. Nestes versos temos uma das escrituras mais debatidas e sobre que mais se tem escrito.

Três são as interpretações e que, reconhecemos de difícil interpretação, assim, temos pelo menos três escolas diferentes para o assunto:

1      – A causa da multiplicação do pecado no mundo e conseqüente punição pela vinda do dilúvio sobre a terra, teria sido o casamento dos filhos de Deus, a descendência de Adão, com as filhas dos

homens, mulheres meio brutas, descendentes de animais inferiores, que pelo processo da evolução teriam chegado a ter forma humana. Esta teoria nega que as outras raças além da branca sejam descendentes de Adão.

 

2 – A segunda escola de interpretação diz que os filhos dos homens eram  realmente os descendentes de Adão e Eva e que os filhos de Deus eram os anjos que entraram em conúbio com a raça humana. Os adeptos desta teoria baseiam-se, primeiro no teor geral das Escrituras, que chama aos anjos filhos de Deus; segundo, que alguns manuscritos da Septuaginta têm anjos em lugar de filhos de Deus; terceiro, que os versos 6 e7 de Judas mostram que a falta dos anjos foi darem-se ao pecado de miscigenação, entrando em contacto com a carne; quarto, que os gigantes de Gênesis 6:4 eram anjos, e que finalmente, a descendência deste conúbio deu uma raça de gigantes, de que fala Gênesis em diversos lugares, cuja descendência habitava Canaã, quando os doze espias foram revistar a terra.  

 

Examinando, ligeiramente, esta tória, responde-se: (1) que em algumas passagem das Escrituras os anjos são chamados filhos de Deus,,mas nunca em Gênesis; (2) a Septuaginta, traduzindo anjos em lugar de filhos de Deus, violenta o texto hebraico para se conformar à teologia Alexandrina; (3) o argumento de Judas 6 e 7 desfaz à primeira análise. O verso 6 refere-se aos anjos que não  guardaram sua própria habitação, isto é, que não ficaram fiéis à sua missão, ficando por isso reservados para o dia do Juízo. O verso 7 é uma analogia ou  explicação do verso 6. Assim como os sodomitas tinham fornicado, desviando-se das normas naturais, semelhantemente, os anjos se tinham desviado de sua posição. Deus entregou os sodomitas ao juízo, sofrendo eles a pena de fogo eterno. A expressão ido após outra carne, no verso 7, refere-se à relação sexual dos sodomitas e gomorritas que, conforme Romanos 1:27, se tinham desviados da ordem da natureza, para se corromperem entre si mesmo. Não há nenhuma confusão neste sentido, e simplesmente comparação entre ato dos anjos e o ato dos sodomitas. E ainda, o caso em Judas é diferente de Gênesis 6:2. Aqui é casamento legal, enquanto em Judas é pecado de sodomia. A natureza dos anjos exclui em si mesmo tal união. (Os anjos são incorpóreos (Sl. 104:4; Hb. 1:14; Ef. 4:12); não têm sexo (Mt. 22:30)); são imortais (Lc. 20.36); são super-humanos e ao mesmo tempo finitos, com sabedoria e poder diferente dos homens (II Sm. 14:20; II Pd. 2:11; Mt. 24:36; I pd. 1:2; Ef. 3:10).Eles não têm descendência nem acedência, não têm família. Não foram criados na mesma ordem que o homem. Cada um permanece fiel ou cai por si mesmo; não fazem parte da economia humana, sendo sua redenção, em caso de pecado, possível, mediante processo diferente do que redime o homem (Hb. 2:16). Os anjos são, sim criados, e, portanto, finitos, mas por origem são chamados filhos de Deus; por natureza, espíritos; pelo caráter, santos (Jó. 5:1; Sl. 98:5-7; Dn. 18:13; Jd14). Todos estes predicados os excluem de, por sua natureza, entrarem em relação com a humanidade. (4) Nefelins(Gn. 6:4e Nm. 13:33)não são anjos, mas homens de grande estatura, célebres por seu caráter violento. Conforme a raiz de onde se deriva, Nefelins siguinifica caidores. Seja qual for a mais correta significação de Nefelins, o termo nada oferece que se possa aceitar como indicativo de ser diferente da raça humana.(5). A origem desta raça de gigantes, é coisa explicável, ainda hoje existe homens que junto de outros são verdadeiros gigantes sem necessidade da miscigenação das raças, os irlandeses, por exemplo são de estatura muito maior que os brasileiros.

 

3 – A terceira interpretação diz que os filhos de Deus são os descendentes de Sete, ou seja, a linhagem piedosa e obediente a Deus, e as filhas dos homens, as mulheres da descendência de Caim, ou seja, a linhagem da desobediência e rebelião. Com isto, está de acordo Gn. 4:26, “Então começaram os homens a invocar o nome do Senhor” ou como seria melhor traduzido “ Então começaram os homens a ser chamados pelo nome do Senhor” Esta duas correntes humanas são clara durante toda história da humanidade. Hoje mesmo, os homens se dividem em duas correntes, uma seguindo a Cristo e a sua lei, outra, seguindo as inclinações do seu coração corrupto. Em favor desta interpretação, pode  mencionar-se a lei da reprodução “segundo sua espécie” os homens reproduzem segundo a união de naturezas iguais, bem como os outros animais, mas cada um dentro de sua própria espécie. A natureza dos anjos sendo espirituais e sem sexo, os inibe de entrar em relação sexuais com qualquer espécie.

A expressão “de todas as que escolheram, parece indicar que cada um tomou para si mais de uma mulher seguindo e continuando a poligamia de Lameque. Seja como for o verdadeiro significado desses casamentos ilícitos, é certo que eles foram o resultado imediato da falta de obediência a Deus, que como, se fatigou com a raça, deliberou então destruí-la”.

Esta terceira escola da teoria das causas do dilúvio nos parece a mais coerente.     

                                        

 22/11/2005.

                                                                      TÍTULO XIX

                                              AS GERAÇÕES DOS FILHOS DE NOÉ.

Na providencia de Deus, os filhos de Noé só tiveram filhos após o dilúvio (v. 10:1). Terminada a catástrofe que pôs fim à raça iníqua, e começado um novo principio, os três filhos de Noé tiveram uma numerosa prole.

O capítulo 10 dar-nos a lista completa dos nomes dos descendentes dos filhos de Noé. Alguns destes nomes ocorrem no plural, mostrando que eles não se referem tento aos filhos de Noé, mas à tribos ou nações que se formaram de seus nomes. Em outras palavras: um destes filhos tomou possessão de certa terra, estabeleceu-se ali, e tanto aquela terra quanto o povo dela ficaram chamados pelo nome do fundador da tribo, passando o nome a significar não mais um individuo, mas uma raça. O nome da terra que os gregos chamaram Egito, é bem hebraico, Mizraim, nome no plural,. Que alguns dizem referir-se mais ao baixo e alto Egito do que ao povo, mas que outros, sendo estes a maioria, afirmam vir do nome do segundo filho de Cão.

Toda a sorte de investigação já foi feita para saber de fato a terra foi povoada com descendentes de Noé, e, neste caso verificar se estes nomes se encontram como base das nações antigas ou modernas. E alegra-nos verificar que apenas dois ou três nomes da lista dos filhos e descendentes de Noé não têm podido ser identificado.

                 

                                                                  SUB-TÍTULO XIX. 1

                               OS FILHOS DE JAFÉ;

Gn. 10:2-5.

1.      Gomer e seus filhos Asquenaz, Rifá e Togarma.

2.      Magogue;

3.      Madaí

4.      Java e seus filhos: Elisa; Társis; Quitim e Dodanim;

5.      Tubal;

6.      Meseque;

7.      Tiras.

Gomer – Deste descenderam os Gamir ou Gamirai, cimercanos, galos, celtas, que aparecem nas inscrições assírias e que desempenharam papel importante em conexão com este grande povo. A eles se refere Ezequiel 38:6, pertencem às tribos indo-germânicas, a que Heródoto chamou citas. Floresceram muito no reino de Sargão, rei da Assíria, quando Israel estava em decadência, entraram em contato com os frigios e lídios, a cuja capital puseram fogo, depois disto foram exterminados.

Magogue. Aparece junto a Magogue em Ez. 38:1-6 e este é príncipe de uma tribo muito importante daquele tempo, Gogue é uma abreviação de magogue, e aparece com o nome de Gagu nas inscrições assírias.

Madaí deu origem a um grande povo, os persas que aparece no plural bem como os medos., não eram simplesmente um povo mas muitos povos, habitavam o NE da Ásia e que destruíram a Assíria e Babilônia, se tornaram um dos povos mais históricos da antiguidade. Foi sobre o domínio deste povo que os judeus tiveram permissão de

voltarem à palestina, também são conhecidos em outras regiões com o nome de Argos. Uma dessas tribos emigrou para o sul e localizou-se nas imediações do golfo Pérsico, formando a antiga pérsia, que ainda existe. Tem se encontrado na Grécia tribos desta origem que não puderam ser assinaladas.

Java, o louan dos gregos, de onde veio a famosa tribo ou raça jônia, que chegou a ter preponderância sobre os áticos e dórios. Supõe-se que Chipre tenha sido o berço desta raça, os quatro filhos de Java. Dizem que das ilhas de Elisa vinham jacinto e púrpura. Társis, tantas vezes mencionado em Isaias, é o Tartasceno espanhol, perto de Gibraltar, onde iam os fenícios e gregos em expedições e aventuras comerciais. Foi nestas constantes viagens que os fenícios chegaram a colonizar grande parte da Europa Ocidental. Celtem ou Quitim supõe-se serem os habitantes da cidade hoje Lamarca, capital de Chipre. Dodamim é, provavelmente, o Rodamim ou Rodes. Calcula-se que seus habitantes sejam os dórios.

Tubal. Este foi o pai dos tubalins ou tabali, que foram guerreiros famosos e valiosos auxiliares de Xerxes, segundo Hedódoto. No tempo de Senaqueribe e Sargão, dominavamaté a Cilicia, onde Xenofonte, suas tropas, os encontrou. Não só foram célebres guerreiros, mas também célebre artífice em ferro, cobre e prata.

Meseque ou Muski Estabeleceram-se na Frigia Célebres por suas proezas guerreiras. Foram, afinal dominados pelos romanos e reduzidos a tributários. Paulo pregou-lhes o Evangelho e deve ter fundado ali alguma igreja.

Tiras. É ainda algo desconhecido. Acredita-se que seja a Trácia, mas não está plenamente confirmado.

Em verdade disse Noé: Dilate Deus a Jafé. Toda a Europa e grande parte da Ásia foram povoadas por esta família. Por este foram as ilhas e as nações divididas (v. 5) Moises

não tinha um mapa diante de si, como temos hoje; ainda assim, sua descrição é religiosamente exata, nos limites em que ela se acha.         

                                                                SUB-TÍTULO XIX-2

                     OS FILHOS DE CÂO (OU CAM);

1.      Cusi – e seus filhos: Seba; Havilá; Sabtá e Rama(e seus filhos Sebá e Deda) Sabtecá

e Nirode

2.      Mizraim e seus filhos(Ludim,Anamim, Leabin, Naftuim, Patrusim, Casluim(e seus

Filhos: Filiteus), Caftorim.

3.      Pute

4.      Canaã ( e seus filhos: Sidom, Hete, Jebuseus, Amorreus,Girgaseus, Heveus Arqueus

                                          Sineus, Arvadeus, Zemareus e Hamateus).

Cusi deu origem a Etiópia e à costa sudeste da Arábia. É o dejeto(pum) dos egípcias. Uma raça branca, similar à egípcia, que entrou em contato por muitos séculos com os núbios, Isaias fala de Tiraca, rei da região de Cusi (37:9). A mulher de Moisés era Árabe, da descendência desta tribo(Nm. 12:1). Os filhos de Cusi deram o nome a diversos outros lugares. Seba estabeleceu-se no Sul, na África, no Egito, no território hoje conhecido como Núbia ou Abissínia, Sabtá, Havilá e Sabtecá são localizados, pelos geólogos bíblicos, na costa da África, perto do Mar Vermelho e estreito de Mabel-Mendebe, até o Oceano Índico. Seba e Dedã são localizados a leste da Arábia, no Golfo Pérsico. É impossível aos geógrafos fixarem os limites destas diversas nações, por causa de se haverem espalhados pela África, Arábia, até o monte Sinai. Alguns

localizam Sebá na Arábia Felix, perto do Mar Vermelho, donde veio a célebre rainha de Sabá, em visita ao não menos célebre Salomão. Outros querem que esta Sebá, seja filha de Joctã, da tribo de Sem.Entretanto, os abissínios têm uma velha tradição de que a religião judaica que professavam antes de se converterem ao cristianismo foi introduzida no país pela rainha de Sabá, que se havia convertido ao judaísmo, na visita que fez a Salomão, e que se tornou sua mulher; desse casamento houve um filho, que tomou o nome Menelique, o qual sucedeu a Sabá, sua mãe, e continuou a praticar o judaísmo e cuja linhagem real não mudou até hoje.

Cusi era também pai de Ninrode, que foi o primeiro a tornar-se célebre na terra. Embora nada sabemos deste homem ata Miquéias (Mq. 5:6) falar da Assíria como terra de Ninrode. Se assim é não foi Ashur que fundou Ninive, mas Ninrode. 18 milhas ao sul de Ninive existem as ruínas de um palácio, com o nome de Ninroque. Os versos 10 e 11 dizem que ele foi o fundador dum grande reino, na terra de Sinear e que dali foi para a Assíria e edificou Ninive. A questão é se Ashur e Assíria são, no original, a mesma coisa, e se a tradução deve ser: “saiu para Ashur” ou “saiu para Assíria”. S e a primeira tradução for correta, então Ashur, compelido por Ninrode, saiu para as bandas do Norte e edificou Ninive, capital da Assíria. Se a segunda for correta, Ninrode saiu de Sinear e fundou o reino da ASSÍRIA. A primeira interpretação conforma-se mais com a historia, porque os assírios eram de origem semita; mas fica o assunto por decidir, sendo uma das questões de criticismo bíblico que não cabe aqui discutir.

Mizraim (Egito). Pode ser filho de Cão ou descendente dele. E pode corresponder ao baixo e alto Egito. Alguns crêem que Mizraim vem de Mazors, muralhas, de onde derivou o nome do país. Mizraim, o filho de Cusi ou seus descendentes, ou mesmo derivado de muralhas, é certo que o Egito foi povoado pelos descendentes de Cusi. Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Casluim e Caftorim, todos estes deram

nomes aos diversos povos da África. Os ludins são lídios, mercenários muito usados pelos egípicios contra os assírios. Os anamins são os habitantes de Heliópoles, os leabins são os líbios, chegaram a dominar o Egito por algum tempo. Os casluins são aqueles de onde vieram os fenícios (Dt. 2:23; Jr. 27:4). Em Jr. 47:4 verificamos que os filisteus vieram da ilha de Caftor (Creta), mas a expressão é ambígua e pode significar ilha ou costa. Os caftorins encontram-se também no Delta do Nilo e, possivelmente emigraram daí para Creta.

Pute – ou Fute, o terceiro filho de Cão, deu origem à Mauritânia que agora é ocupada por Marrocos, Fez e Argélia. Um fragmento do tempo de Nabucodonosor relata que ele derrotou Amasis, rei do Egito, e Ezequiel 23:10 ameaça Pute ou Fute de ser destruído juntamente, com os egípicios e os lídios.

Canaã e seus descendentes. Sidon foi o filho mais velho, o território ocupado por Canaã limita-se, a principio, a uma estreita faixa de terra ao longo da costa da Palestina, mas foi se dilatando, até chegar a dominar considerável região. Foi ele que o nome à terra de Canaã. Na volta dos Israelitas do Egito, era esta a raça mais poderosa e aquela que não podiam poupar. Sidom deu o nome a toda terra na costa do mediterrâneo (Js. 13:16; Jz. 18:17)Esta raça desempenhou papel importante na historia israelita. Foi o progenitor de muitas outras tribos, tais como, as que se encontram em Gn. 10:15-18.

Hete foi o pai dos heteus, nação poderosa da antiguidade. Sua língua já decifrada trouxe muita luz sobre a historia antiga. Há muita discussão sobre o berço desta poderosa raça, mas parece que foi na Ásia menor, depois, levada pelos instinto de conquista, desceu e apossou-se da Palestina. Mais tarde atacou o Egito por diversas vezes e também a Babilônia. Quando Abraão veio da Babilônia, encontrou os heteus dominando na terra,

e foi deles que comprou a terra para sepulcro de Sara (Gn. 23:3,7). A aparente dificuldade com esta raça, se admitirmos que emigrou do norte para o sul, é que ela se

encontrava muito distante do primitivo berço; mas ao mesmo tempo, esta dificuldade desaparece, admitindo-se que estes pequenos núcleos se espalharam movido por condições diversas, e que mais tarde, pelo crescimento do povo, tiveram de emigrar, em busca de melhores terras para seu gado ou de melhores fertilidades de vida ou então pelo extinto de conquista. Foi este o característico principal deste povo. Pensam alguns eruditos que dominavam, no tempo de Abraão, desde o extremo noroeste da Palestina até às imediações do Mar Vermelho. Até que sua literatura seja decifrada, temos de ter paciência e esperar que venha luz sobre tão grande povo da antiguidade.

Os outros filhos de Canaã – os jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, hamateus, arvadeus e zemareus – encontra-se todos na Palestina no tempo de Moisés. Os jebuseus ocupam Jerusalém e suas imediações. Os amorreus, no baixo Jordão; os girgaseus, a oeste do Jordão (Js. 24:11). Os heveus nos montes Hermom e Líbano, até Síquem (Gn. 34:2; 9:7-17; 11:19). Os arqueus e sineus, perto do monte Líbano. Os arvadeus, na terra da Fenícia (Ez. 27:8-11). Os zemareus (Jl. 18:22; II Cr. 13:14). Os hamateus em Hamate, principal cidade da alta Síria, perto do Orontes. A família dos cananeus ocupava, pois, quase toda Palestina, e só foi daí erradicada pela sua iniqüidade, depois da volta dos hebreus do Egito.

Nesta notas temos notado como os filhos de Noé e seus descendentes se espalharam pelo mundo a fora e de como ainda hoje se pode confirmar a narrativa bíblica, com exceção de uns poucos que, ou no decorrer dos séculos foram exterminados nas guerras, ou se perderam pela assimilação com outras nações. As guerras exterminadoras dos reis da Assíria e o método usado, de deslocar um povo conquistado e substitui-lo por outro, talvez contribua para a dificuldade de identificação de alguns povos, cuja existência resta confirmar.

 

Já notamos que muitos destes nomes têm forma pluralística e, sem dúvida representa o povo descendente do patriarca, mais do que o patriarca mesmo. Alguns como –Mizaraim – podem significar realmente o filho de Noé ou seu descendente, ou o nome por que ele era conhecido; nós, porém, nos inclinamos para o primeiro caso. É possível que alguns dos nomes que Moisés usou fossem os nomes por que eram conhecidos no seu tempo estes povos, e, neste caso, usou o plural, em lugar do singular; mas não pode

haver dúvida de que o nome no plural representa o povo oriundo de descendente ou filho de Noé.        

                                                           SUB-TÍTULO XIX-3

                                             LINHAGEM  DE SEM (Gn. 10:21-31).

1.      Elão

2.      Assur

3.      Arfaxade

4.      Lude

5.      Arã (filhos Uz; Hul; Gater e Más)

Filho de Arfaxade – Sala (filho de Sala; Eber)

                                  Filho de Eber – Pelegue e Joctã;

                                   Filho de Joctã – Almodá, Selefe, Hazar, Mavé, Jerá Hadorão, Uzai, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir e Avilá, Jobabe.

Elão o primeiro filho de Sem, foi o pai dos antigos vizinhos dos persas, aparecem com o nome de elamitas, habitando o norte da Pérsia no tempo de Moisés.

Assur foi o pai dos assírios, aquele poderoso reino que derrotou as dez tribos do Norte e que foi o mais famoso império antigo.

Arfaxade foi o pai dos babilônios ou caldeus.

Lude foi o pai dos lídios, na Ásia Menor.

Arã foi o pai dos Sírios, povo que habitou o nordeste da Palestina e que por diversas vezes entrou em conflito com os israelitas. Uz, filho de Arã, deu nome à terra de Uz onde morava Jó, na direção do norte da Arábia. Dos outros filhos de Arã, só sabemos que formaram pequenas tribos aramaicas ou sírias. Todo o resto da narrativa centraliza-se em Eber. Dos filhos de Eber, o mais importante é Pelegue, que significa Divisão. Porque nos seus dias foi a terra dividida. O que esta expressão significa dizer. Não se sabe se a divisão da terra foi moral ou física, e ambas as possibilidades têm bons defensores. Alguns crêem que se refere à divisão da terra em continentes, que até aqui toda a terra era unida; outros crêem que se refere ao vale do Jordão, desde o pé do Líbano até o Mar Vermelho, numa profundidade de 420 metros abaixo do nível do mar, foi aberto por ocasião do Dilúvio, quando a terra sofreu enormes convulsões. Ainda outros acham que esta divisão significa o espalhamento do povo após a confusão das línguas na torre de Babel. Qualquer que seja a verdadeira interpretação, não resta dúvida que foi um acontecimento extraordinário, de modo a ser comemorado e perpetuado no nome de Pelegue. A confusão das línguas e conseqüente dispersão não foi de modo algum um acontecimento passageiro e que, qualquer outro fenômeno, enchesse de tétrico pavor e reverência o espírito do povo, e que por isso fosse celebrado no nome deste filho de Eber

 

O outro filho de Eber, Jactã teve 13 filhos, dos quais pouco sabemos, mas crê-se que ocuparam todo o sul da península da Arábia. Três merecem especial menção; Sabá Havilá e Ofir. Este ultimo nome é freqüentemente mencionado na Bíblia, para designar a terra que melhor ouro possuía. Sabá é o mesmo nome do filho de Cusi. É possível que os sebitas filhos de Cusi se detivessem na Arábia antes de descer à África, e que depois os sebitas descendentes de Eber se unissem com eles e formassem o povo que dominou na Arábia Felix. Tem sido difícil aos geógrafos identificarem este povo, de modo que uns o dão como povo camita, outros, como semita e ainda outros, como mistura de ambos. O mesmo fenômeno se deu na antiga Babilônia. Os camitas fundaram o antigo reino da Acádia, na terra de Sinar, de que Ninrode foi o primeiro rei. Os semitas invadiram a terra mais tarde, expulsaram os reis acádio e estabeleceram um novo reino; mas os camitas, que ficaram no país, foram assimilados pelos invasores semitas, de onde provieram os babilônios, povo meio semitas e meio camita. Foi por este processo que muitos destes antigos povos perderam a identidade. Os abissínios, pois, podem ser tanto semitas como camitas ou uma mistura de ambos, e talvez tenham razão na sua tradição de que a rainha de Sabá foi a fundadora do seu reino e dinastia. O problema  resolve-se nisto. Houve dois Sabás, mas só se pode identificar um povo com este nome; ele é, portanto, um dos dois ou uma mistura de ambos. No caso de não ser misto, é camita, porque o maior peso da informação que temos pende para esse lado.

Com referência a Havilá, também já estudamos outro nome igual descendente de Cão e que se estabeleceu na costa oriental da África lado oposto ao estreito de Mael-Mandebe. O Havilá semita estabeleceu-se na costa da Arábia, perto do Mar Vermelho.                 

Não nos devemos surpreender com o fato de nos faltar luz sobre alguns destes antigos povos. As continuas guerras e invasões, as constantes emigrações de um lugar para outro, a total ou parcial destruição de um povo e sua substituição por outro, são as

causas do geógrafo encontrar tanta dificuldade na localização das primitivas raças, conforme os nomes de seus sucessores mencionados em Gn. Os reis da Assíria tiveram completo domínio da grande maioria destes povos por longo tempo e era costume de alguns deles conquistarem um reino, levarem cativo o povo para outra região e substituírem-no por outro povo. Foi assim que Sargão II fez com dez tribos do reino de Israel, levando cativo o povo e substituindo-o por outro. Que trouxe do oriente, de onde vieram os samaritanos.

                                                                   CAPÍTULO XVII

                                                                  

Texto básico – (Gn. 11:1-32)

29/11/2005.

                                                                      TÍTULO. XX

                                                    A CONFUSÃO DE LÍNGUAS.

 

Após o Dilúvio como já vimos Noé cometeu um ato abominável para com Deus, esquecendo-se de quanto Ele fora misericordioso com Ele, Noé e seus familiares, até aquele instante parece que os filhos de Noé não lhe haviam dado netos para continuarem com o Clã. No capítulo 11, entretanto, já eram mui numerosos conforme estudado no Capitulo anterior, os descendentes dos filhos de Noé.

 

Este ajuntamento, falava uma só língua, v 1, porém como eram povo nômades, acharam um vale, e ali resolveram permanecer e se estabilizarem, resolveram mais ainda, construir uma torre para serem notados, uma torre que identificasse seu acampamento, seu poderio e sua força. Esta atitude muito desagradou a Deus que lhes havia dito para povoarem a terra (Gn:9.1), uma atitude de desobediência e rebeldia, Deus manda uma coisa e o povo faz

 

outra, isto tem sido desde dos tempos mais primitivos, aconteceu com Adão, com os filhos de Noé e mais tarde aconteceria com Abraão (Nm. 20: 7-11), continua sendo assim ainda hoje, apesar de sermos povo seu, comprado com preço de sangue do seu amado filho (1ª Co.6:20; 7:23;Ap. 5.9), Ele nos mandou pregar o evangelho a toda criatura (Mc.16:15) e o que se vê hoje é pregação do evangelho ? – não, não é, hoje se faz de tudo menos pregar o evangelho, hoje o homem continua fazendo torre para ser visto de longe, (Gn. 11:4) continua procurando os vales ao invés de buscar os montes, continuam querendo as grandes concentrações para poder aparecer com mais facilidade, cadê os nômades do evangelho? Por acaso disse Deus, cantai bastante para todas as pessoas? Fazei festas suntuosas e templos maravilhosos que chamem atenção e vejam que ali há poder? Ou não continuamos desobedientes ao mandado de Deus?

Para que Deus tivesse o seu mandado cumprido foi preciso de sua interferência (Gn. 11.7-9), sempre que os homens recebem um chamado de Deus para fazer uma determinada obra e negligencia, Deus interfere, não pense o homem que o fato de Ele não fazer, a obra vai deixar de ser feita, de modo nenhum, veja o exemplo da Jonas (Jn. 1:1-4), neste caso, a obra tinha que ser feita por Ele mesmo (Jonas) e por isto Deus lhe mostrou que não se deve negligenciar ou desobedecer uma ordem sua, lembram-se do mandado do Senhor Jesus?, (At. 1:8), sair de Jerusalém e correr o risco de ser preso? Nem pensar? Mas ficaremos por aqui mesmo comendo e bebendo e gozando os privilégios que a cidade grande tem para nos dar, sair daqui para Samaria e até os confins da terra? Nunca, jamais, então o que aconteceu?(At. 7:57-60), um ente querido por Eles, foi o primeiro mártir apredejado em

praça publica. Que lástima! Tudo porque não quiseram ouvir a voz do Senhor, não é isto que fazemos hoje? Não estamos preferindo somente as benesses do Evangelho? Vivemos para Ele?Claro que não, não estamos nos servindo de Deus, ao invés de servi-lO? – Irmãos pregar na cidade grande é ótimo, não nos arriscamos a nada, tudo é lucro, nada perdemos e muitas vezes até ganhamos, mas aos confins do Brasil? Nem pensar.

A partir do verso 10, começa as gerações de Sem e porque SEM? Esta é a semente que Deus irá escolher para formar o seu povo, o povo hebreu que nós vamos estudar na 2ª parte da Bíblia que é a formação exclusiva do povo de DEUS e que todo servo de Deus deve saber e conhecer para entender a sua Igreja.

Terminamos aqui esta 1ª parte, iremos nos preparar para a 2ª parte e todo servo de Deus deve está atento ao que Ele espera de cada um.

 

Essse estudo contou com os seguintes auxílios, ou bibliografia:

Estudos, talvez, 40% extraído do livro.

ESTUDO NO LIVRO DE GÊNESIS – Autor: Mesquita Antônio Neves de – 5ª edição. Juerp.

 

20% do livro: Comentários Bíblico Moody – volume 1 de Gênesis a Deuteronômio

Autores: Charles Pfeiffer e Everett F. Harrison – Imprensa Batista Regular.

 

10% extraído de Personalidades em Gênesis – Edições Cristãs – 1ª edição Autor: James Naismith.- Tradução James C. Jardine.  

 

30% Orientação, e elaboração por Deus e toda apostilha foi inspirada pelo Espírito Santo.

Este humilde Servo do Senhor apenas foi o instrumento que o Deus Criador dos Céus e da Terra usou para seu deite e aprendizado caro Irmão ou Irmã em Cristo.

Por esta Razão peço a todos que deste trabalho tiver conhecimento que não venda as cópias, mas dê a quem quiser conhecimento da criação de Nosso Deus.

 

OLAVO FREITAS SOBREIRA autor pela misericórdia de DEUS.

sobreiraolavo@zipmail.com.br

www.estudosbiblicosnolar.net

Rio de Janeiro – RJ, JULHO A DEZEMBRO DE 2.005.