A Musica instrumental no louvor

minha dúvida é com relação a utilização de instrumentos musicais após o novo testamento, é permitido ou não é?

 

Tentarei colocar diante de vocês as razões principais porque eu acredito que o louvor não é só música e muito menos a instrumental na igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

Meu passado em relação à música no louvor   

 

Iniciei-me no Evangelho em uma comunidade que ainda existe, conhecida como, “Casa de Oração” e sempre tinha as minhas associações religiosas com cristãos que não utilizavam instrumentos mecânicos no louvor. Não posso falar do indivíduo, porém da comunidade, estes cristãos acreditavam, que a música instrumental no louvor era errada. Não por uma questão de conveniência nem de preferência pessoal, mas como uma questão de princípio e convicção, eles contestaram a utilização da música instrumental no louvor. Então, eu mais ou menos herdei esta posição

Ficava emocionado em participar desta comunidade, que as pessoas, que não se dedicam ao Estudo da Palavra, chamam de “IGREJA” com as histórias de pessoas de fé examinando as Escrituras na doutrina e na ordem da antiga igreja primitiva. Ficava cativado, pela idéia de restaurar o cristianismo apostólico, assunto, que importava e que tinha praticamente descoberto a verdade em todos eles. não que eu pense que os meus irmãos na fé, religiosos, como eu, estavam certos em tudo. Não é isso que nos une. É sim um compromisso fundamental ao domínio de Cristo que nós compartilhávamos. Uma atitude básica para com o Senhor Jesus é o que nos une.

Direi, contudo, quando vem à questão da música, que o meu próprio estudo das Escrituras, e outros estudos paralelos, me trouxeram à convicção profundamente enraizada que conferem autoridade para afirmar, segundo o meu entendimento e convicção, que a música instrumental no louvor não é bem aceita por Deus.

Na verdade, a nossa posição em relação à música instrumental não é uma idéia nossa exclusiva, outros também defendem essa premissa, Hoje, somos uma pequena minoria em relação a este assunto e esta prática. Mas não fomos os primeiros a chegar a essa conclusão sobre o louvor. João Calvino se opôs à música instrumental no louvor. Assim fizeram Martinho Lutero, João Wesley e muitos outros reformadores. Estes homens se expressaram de maneira tão firme a respeito do assunto que duvido que conseguiriam louvar junto com a maioria dos seus descendentes espirituais modernos. João Calvino provavelmente não conseguiria louvar com a maioria dos calvinistas modernos. Lutero provavelmente não conseguiria louvar com os luteranos. Wesley provavelmente não louvaria com os wesleyanos.

Um dos pontos mais impressionantes, é que, a música instrumental entrou em praticamente todas as denominações como uma inovação, e quase sempre havia um elemento que lutava para mantê-la fora. Foi forçada, apesar das objeções dos oponentes, e, em muitos casos, o resultado foi, a divisão.

ABAIXO, TRANSCREVO O QUE ENCONTREI NA INTERNET.

Você conhece o termo a capella? É um termo técnico para a música vocal que não é acompanhada por instrumentos mecânicos. Suponho que a maioria das pessoas compreende isso. Mas você também compreende que o termo vem do italiano antigo e literalmente significa na maneira da capela ou da igreja? A música vocal, cânticos sem acompanhamento mecânico, era o estilo da igreja. A música instrumental não era o estilo da igreja, mas uma perversão da música típica da igreja e uma inovação. A música que é mais freqüentemente utilizada nas igrejas hoje pode ser do estilo do antigo judaísmo; pode ser do estilo de um ritual pagão; pode até mesmo lembrar o estilo do teatro, da danceteria ou do show de rock. Não é o estilo da igreja. É uma perversão.

Então, a maioria daqueles que hoje utilizam a música instrumental no louvor, não estão sendo fiéis aos seus antepassados espirituais. Com certeza, a questão mais importante é se estão também indo contra a autoridade da Bíblia; e é esta a questão que pretendo discutir. Calvino não foi nem apóstolo nem profeta. Nem foi Lutero, Wesley ou Campbell. As suas práticas não estabelecem precedentes para aqueles que vieram depois. Mas estes homens foram contra a música instrumental no louvor porque compreenderam que era contrária ao desejo revelado de Deus. Estavam certos ou errados? Certamente ninguém que seriamente quer agradar ao Senhor pode ver esta questão com indiferença. De qualquer forma, estando em tal companhia, não espero ser tratado como dissidente ou esquisito quando falo deste assunto.

Se alguém perguntasse, porque não utilizamos música instrumental no louvor, a maioria dos discípulos, que tivessem um bom entendimento, provavelmente responderia mais ou menos assim: Nós somos discípulos de Jesus Cristo, e o nosso Mestre, não nos ensinou, a utilizar a música instrumental no louvor. Jesus não a autorizou, nem pessoalmente, nem pelos seus apóstolos escolhidos. O Novo Testamento é silencioso em relação à utilização de música instrumental no louvor da igreja. Entenda bem, o Novo Testamento não é silencioso em relação à música. A igreja apostólica tinha música – música vocal, ou cânticos. Mas o Novo Testamento não dá exemplo nenhum de cristãos louvando utilizando música instrumental. Nem há evidência de que os cristãos foram ensinados pelos apóstolos a utilizarem a música instrumental no louvor.

Esta é uma afirmação justa do caso. A música instrumental é uma inovação humana. É comparável, ao “fogo estranho” que Nadabe e Abiú, ofereceram no altar (Levítico 10:1). É um daqueles casos nos quais igrejas não seguiram a direção do cabeça, da igreja, mas tomaram as decisões próprias.

Estudo atribuído a L. A. Mott, Jr.

 

Sei que, muitas pessoas se defendem que, no Novo Testamento não existe nada nem a favor nem contra a respeito. Justamente porque há silêncio, é que concluímos que tal estilo não seja importante. Devemos tomar este silêncio por uma indicação de que a música instrumental no louvor é estranha à vontade de Cristo. Podem até discutir que não foi necessário mencioná-la especificamente, pois os judeus haviam se acostumado a utilizar a música instrumental no louvor e simplesmente continuaram fazendo o que faziam. Podem alegar que somos obrigados a provar que a sua utilização foi descontinuada ao invés de chamá-los para justificar a sua utilização.

Porém, o meu argumento não se baseia meramente no silêncio das Escrituras, embora, acredito eu, seja mui importante tal silêncio.  É fundada não somente no que a Bíblia não diz, mas também no que diz. O que a Bíblia diz é o que torna o silêncio do Novo Testamento significante.

Portanto, devemos defender que, o silêncio do Novo Testamento deve ser avaliado à luz da história bíblica, levando ao período do Novo Testamento. Podemos defender, mais ainda, que o louvor deve ser julgado à luz dos ensinamentos positivos do Novo Testamento sobre o louvor. Veremos que o louvor é muito mais, como disse o salmista, o fruto dos lábios, veja por exemplo, Lc. 1:64; 2:28, Sl. 26:7; 71:8; Rm. 14:11 e Tg. 5:13 Assim concluiremos que o louvor é o que sai de nossos lábios. Com estas introduções, devemos iniciar o nosso estudo e resposta à sua Pergunta se a MUSICA INSTRUMENTAL É PERMITIDA NO LOUVOR DA IGREJA, considerando as evidências do Velho Testamento em relação à música no louvor.

COMEÇAREMOS NOSSO ESTUDO POR  DAVI.( aqui começa um misto, trabalho nosso e parte da internet)

Devemos ter em mente que, nada existe de real significância em relação à música no louvor no Velho Testamento até a época de Davi, embora podemos mencionar, Jubal foi chamado “o pai de todos os que tocam harpa e flauta” (Gênesis 4:21), que, ao menos, indica que a música mecânica é de origem muito antiga. Labão expressou o remorso a Jacó, que havia saído de repente em segredo de Harã, que ele não teve oportunidade de despedi-lo “com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa” (Gênesis 31:27). A passagem  triunfante do Mar Vermelho, foi comemorado com uma canção de louvor a Jeová, que é chamado de “minha força e o meu cântico” (Êxodo 15:2). “A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças” (Êxodo 15:20). Miriã respondeu às mulheres com uma chamada a cantar a Jeová (v. 21). O som de uma trombeta foi ouvido no Monte Sinai (Êxodo 19:13,16,19; 20:18). O som do canto foi ouvido por Moisés ligado ao incidente do bezerro de ouro (Êxodo 32:18). Israel cantou um cântico no deserto sobre um poço que Jeová lhes providenciara (Números 21:17). Por ordem de Jeová, Moisés ensinou a Israel um cântico que serviria como testemunha de Jeová contra Israel no evento da sua apostasia futura (Deuteronômio 31:19 - 32:47).

Débora comemorou a vitória sobre os cananéus com um canto de louvor a Jeová (Juízes 5:1,3,12). A filha de Jefté o cumprimentou na sua volta da batalha “com adufes e com danças” (Juízes 11:3). Depois de ser ungido por Samuel, Saul foi ao encontro de um bando de profetas, que estariam profetizando, que deve ter sido uma espécie de canto ou salmo, já que foi feito com “saltérios, e tambores, e flautas, e harpas” (1 Samuel 10:5; confere 1 Crônicas 25:1

O serviço do templo organizado por Davi

A música se tornou cada vez mais importante no reinado de Davi. Depois da conquista de Jerusalém, trazer a arca da aliança a Jerusalém foi comemorado com cânticos e todos os tipos de instrumentos musicais, tocados por Davi e todo Israel II Sm. 6:5 e repetido em II Cr. 13:8. 
Davi foi quem organizou os levitas para dirigirem o canto na casa do Senhor, I Cr. 6:31-48; 9:33 e 16:4 e seguintes.
 

Davi também organizou os sacerdotes e os levitas em grupos para o serviço do templo (1 Crônicas 23-26), e esta organização foi observada depois da construção do templo por Salomão. Entre estes arranjos feitos por Davi quando ele era “já velho e farto de dias” (1 Crônicas 23:1) houve uma organização elaborada dos levitas para o serviço de canto ligado ao templo (1 Crônicas 25; confere 23:5). Preste atenção em algumas das afirmações que descrevem esta função.

“Quatro mil para louvarem o SENHOR” com instrumentos feitos por Davi com este propósito (1 Crônicas 23:5). Certos levitas foram separados para “profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos” (1 Crônicas 25:1). Os filhos de Asafe foram colocados “sob a direção deste, que exercia o seu ministério debaixo das ordens do rei” (25:2). Os filhos de Jedutum foram colocados “sob a direção de Jedutum, seu pai, que profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao SENHOR” (25:3). Os filhos (e, aparentemente, as filhas também) de Hemã estavam envolvidos: “Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do SENHOR, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus, estando Asafe, Jedutum e Hemã debaixo das ordens do rei” (25:4-6). As pessoas eram treinadas com este propósito: “O número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto do SENHOR, todos eles mestres, era de duzentos e oitenta e oito” (25:7).

Coube a Salomão, por vontade Divina, a construção do templo. Davi, todavia, tinha o templo e sua organização no coração. ICO. 21:28-29 O molde para o templo foi revelado a Davi, que o entregou a Salomão, Davi colecionava materiais a serem utilizados na construção do templo. E foi Davi que organizou os sacerdotes e os levitas para o serviço do templo. Como se pode ver, não existe evidencias que antes de Davi, tenha existido qualquer manifestação de musica tocada por instrumentos, e organizada para louvar a Deus, a não ser, as passagens acima mencionada, importante reparar que a utilização sistemática da música no louvor, incluindo a música instrumental, teve a sua origem no período final do reinado de Davi.

O reinado de Salomão

A primeira metade do reinado de Salomão deve ter sido praticamente devotada à construção do templo (1 Reis 6-9). 2 Crônicas 5:11-14 descreve os arranjos musicais na dedicação do templo. Mas para os nossos propósitos, II Crônicas 7:6 é de importância especial: “Os sacerdotes estavam nos seus devidos lugares, como também os levitas com os instrumentos músicos do SENHOR, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas ações de graças ao SENHOR ... Os sacerdotes que tocavam as trombetas estavam defronte deles, e todo o Israel se mantinha em pé.” E ali, entoaram o cântico do salmo 136.

Então repare em 2 Crônicas 8:14: “Segundo a ordem de Davi, seu pai, dispôs os turnos dos sacerdotes nos seus ministérios, como também os dos levitas para os seus cargos, para louvarem a Deus e servirem diante dos sacerdotes, segundo o dever de cada dia, e os porteiros pelos seus turnos a cada porta; porque tal era a ordem de Davi, o homem de Deus. Não se desviaram do que ordenara o rei aos sacerdotes e levitas, em coisa nenhuma, nem acerca dos tesouros”.

Finalmente, II Crônicas 9:11 diz que Salomão “fez...harpas e alaúdes para os cantores.” Mas não pode haver dúvida a respeito disso. O serviço de canto do reinado de Salomão foi o que Davi havia estabelecido.

Reis posteriores: Três movimentos de reforma

Encontramos em, II Crônicas 20,algumas referências aos arranjos musicais no reinado de Josafá (versículos 19,21,22,28). Mas estes não dão nenhuma evidência que aponte para um lado ou para o outro. Contudo, três reformas que ocorreram em Judá depois dos períodos de apostasia são de interesse especial.

● A reforma de Joiada após a usurpação de Atalia

A primeira reforma vem depois da usurpação de Atalia, a filha do rei israelita, Acabe. Foi o sumo sacerdote Joiada, que expulsou Atalia e há duas afirmações em relação a música. A primeira vem ao proclamar a revolta contra Atalia: “... e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas. Também os cantores com os instrumentos músicos dirigiam o canto de louvores” (II Crônicas 23:13). Mas a segunda afirmação é o mais significante: Como Joiada estava limpando o lugar e restaurando o louvor verdadeiro, II Crônicas 23:18 diz: “Entregou Joiada a superintendência da Casa do SENHOR nas mãos dos sacerdotes levitas, a quem Davi designara para o encargo da Casa do SENHOR, para oferecerem os holocaustos do SENHOR, como está escrito na Lei de Moisés, com alegria e com canto, segundo a instituição de Davi.

Devemos, pois, ter em mente que esta orientação não se pode esquecer. Depois de sete anos da usurpação de Atalia, a reforma e a restauração é cumprida pelo apelo a duas fontes. As instruções, de como oferecer as ofertas queimadas, são encontradas na lei de Moisés. Mas a restauração do serviço musical é baseada na ordem de Davi.

● A reforma de Ezequias

O serviço do templo foi corrompido novamente, pelo Rei Acaz. Mas, um movimento de reforma foi liderado pelo seu filho Ezequias. Novamente temos evidência em relação à restauração do serviço musical. Ezequias, de acordo com que nos é dito em II Crônicas 29:25-28, “estabeleceu os levitas na Casa do SENHOR com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do SENHOR, por intermédio de seus profetas. Estavam, pois, os levitas em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes, com as trombetas. Deu ordem Ezequias que oferecessem o holocausto sobre o altar. Em começando o holocausto, começou também o cântico ao SENHOR, com as trombetas, ao som dos instrumentos de Davi, rei de Israel. Toda a congregação se prostrou, quando se entoava o cântico, e as trombetas soavam...” O versículo 30 acrescenta mais uma afirmação significativa: “Então, o rei Ezequias e os príncipes ordenaram aos levitas que louvassem o SENHOR com as palavras de Davi e de Asafe, ora, o que significa ”com as palavras de Davi e de Asafe”?  Entendemos que seja com SALMOS,  Eles o fizeram com alegria...”

● A reforma de Josias

A descrição da restauração do serviço do templo em relação à reforma de Josias concorda com a evidência já apresentada. Encontramos quatro referências:

Entre os levitas supervisionando as restaurações no templo estavam “Todos os levitas peritos em instrumentos músicos” (2 Crônicas 34:13).

As instruções, que Josias deu “aos levitas, que ensinavam a todo o Israel” incluiu este comentário, “... Preparai-vos segundo as vossas famílias, segundo os vossos turnos, segundo a prescrição de Davi, rei de Israel, e a de Salomão, seu filho” (II Crônicas 35:3-4).

II Crônicas 35:15 contêm evidências importantes: “Os cantores, filhos de Asafe, estavam nos seus lugares, segundo o mandado de Davi, e de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, vidente do rei ...”

Finalmente, 2 Crônicas 35:25 diz que a memória de Josias foi preservada em canto após a sua morte, mas não fornece nada em relação ao ponto.

O ponto é este: O serviço musical foi instituído por Davi. Quando várias apostasias corromperam o serviço do templo, os reis reformadores que limparam a bagunça não instituíram um novo sistema. Eles simplesmente restauraram o serviço instituído por Davi (guarde bem isto).

O período da restauração

Quando Judá se tornou escravo dos deuses do povo pagão, e deu as costas ao Senhor, Deus de Israel, a maneira que Deus fez para seu povo caírem em si, foi levando-o para o severo castigo no exílio. Judá teve que passar por um cativeiro de setenta anos na Babilônia. Mas eventualmente a nação voltou a terra.

E encontraram, tudo em grande  desorganização. Jerusalém e seu templo haviam sido deixados em ruínas. O sistema inteiro estava em desordem. Os sacrifícios, as festas religiosas, o serviço do templo – todos haviam sido descontinuados. Quando as pessoas voltaram à terra natal, o templo teve que ser reconstruído e o sistema inteiro teve que ser restaurado. O que descobrimos ser verdadeiro em relação aos movimentos de reforma que ocorrem anteriormente ao exílio babilônico também foi verdadeiro em relação ao movimento de restauração após o exílio. Os livros de Esdras e Neemias são muito claros em relação a este ponto. Devemos considerar o testemunho destes dois livros em relação à restauração da música do templo.

Esdras 2:41 e 70 mencionam “os cantores” entre aqueles que voltaram do cativeiro. Esdras 3:10 dá testemunho em relação à restauração do serviço de cânticos: “Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do SENHOR, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem o SENHOR, segundo as determinações de Davi, rei de Israel. Cantavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao SENHOR...”.

Esdras 8:20 fala do mesmo ponto: entre aqueles trazidos da Babilônia para o serviço do templo estavam duzentos e vinte “servidores do templo, que Davi e os príncipes deram para o ministério dos levitas”.

Encontramos mais evidencias em Neemias 12:24, entre aqueles, que voltaram à terra com Zorobabel e Jesua, vários levitas “para louvarem e darem graças, segundo o mandado de Davi” ou “de acordo com as instruções deixadas pelo rei Davi.

O livro de Esdra trata muito mais da reconstrução do templo, enquanto que, o livro de Neemias, trata da reconstrução do muro que cercava Jerusalém. Em Neemias 12:35-36, certos filhos dos sacerdotes são descritos como participantes na dedicação do muro reconstruído “com os instrumentos músicos de Davi, homem de Deus”.

Então, Neemias 12:44 menciona homens responsáveis pelas ofertas feitas para os sacerdotes e levitas. São descritos como “as porções designadas pela Lei para os sacerdotes e para os levitas; pois Judá estava alegre, porque os sacerdotes e os levitas ministravam ali”. A passagem continua nos versículos 45 e 46: “e executavam o serviço do seu Deus e o da purificação; como também os cantores e porteiros, segundo o mandado de Davi e de seu filho Salomão. Pois já outrora, nos dias de Davi e de Asafe, havia chefes dos cantores, cânticos de louvor e ações de graças a Deus”.

Não há como perdermos o foco. Se no antigo testamento encontramos a lei de Moisés e o serviço sistemático do templo estabelecido por Davi, após o cativeiro babilônico houve um retorno a dois padrões ou modelos. Em relação à música, os líderes de Israel no período depois do cativeiro não inventaram um novo sistema. Simplesmente restauraram o plano que fora estabelecido por Davi.

Chegamos ao fim do período do Velho Testamento. Está na hora de resumir, as nossas descobertas. Tentei esboçar o desenvolvimento histórico da música no louvor. Aqui está o que encontrei:

A ordem estabelecida por Davi foi, então, aceita pelos reis posteriores. Nos períodos de apostasia, o povo, freqüentemente desordenaram e corromperam o louvor de Israel. Mas, quando reis reformadores vieram ao trono, um retorno sempre ocorreu ao sistema estabelecido por Davi. A destruição babilônica de Jerusalém e o cativeiro que se seguiu foi a maior desorganização de todas. Mas quando as pessoas voltaram a terra, novamente o precedente para o serviço musical foi encontrado no sistema de Davi.

Então devemos observar vários pontos significativos em relação ao serviço de canto do Velho Testamento que envolvia a música instrumental. Primeiro -  o padrão para este serviço de canto volta a Davi.

Segundo -  foi ligado a Jerusalém. Terceiro -  foi ligado ao templo construído por Salomão e então restaurado depois do cativeiro por Jesua e Zorobabel. Quarto -  foi ligado aos levitas

Fala o novo testamento da musica instrumental?(esse trecho é exclusivo do nosso site)

Vamos considerar por enquanto, o testemunho de Jesus em João 4:19-24. Na sua conversa com a mulher samaritana no poço de Jacó, Jesus aponta que Jerusalém, com seu templo, não teria mais o significado que uma vez teve. O Pai seria louvado, nem no Monte Gerizim, como fizeram os samaritanos, nem em Jerusalém, como fizeram os judeus. Os verdadeiros adoradores louvariam ao Pai em espírito e em verdade, e o lugar seria insignificante, enquanto Deus mandou Salomão construir um templo como o lugar que Ele queria ser louvado, o Senhor Jesus construiu uma igreja com pedras vivas, para ser louvado, e como Ele mesmo disse, ali àquela mulher, Deus deve ser adorado em espírito e em verdade, ora, para se adorar em espírito e em verdade, é em qualquer lugar, no trabalho, no lar, no passeio, no caminho nas estradas, na dormida da noite, no quarto, na sala, no quintal, em qualquer lugar, que convenhamos, para esses lugares, levar um instrumento, não deve ser tarefa fácil.

Os adoradores do Novo Testamento, portanto, não voltam a Davi, para um padrão de louvor, como fizeram os reis reformadores, e como fizeram os judeus da restauração. Então, até onde a significância espiritual está envolvida, Jerusalém não existe mais; o templo não existe mais; os levitas não existem mais; o sistema davídico não existe mais. Assim uma pessoa não pode presumir que já que a música instrumental foi utilizada no sistema davídico que deveria estar no louvor do Novo Testamento. Além disso, a obrigação de apresentar provas certamente fica com aquele que defende ou incentiva a utilização da música instrumental no louvor da igreja. Ele deve provar que é isso que o Senhor da igreja quer. O sistema inteiro que incluía a utilização da música instrumental já não existe mais. Se fracassamos em aprender o que aconteceu na cruz, certamente não perderemos a mensagem de 70 d.C., quando Jerusalém foi destruída e o templo foi reduzido a ruínas tais que nenhuma pedra foi deixada sobre outra (confira Mateus 24:2).

Já que o sistema que incluía a música instrumental acabou, então certamente o peso das provas repousa naqueles que pensam que a música que pertencia ao sistema obsoleto permanece. O peso das provas não está em mim. Tenho provado que o sistema que incluía a música instrumental já não existe. Se alguém pensar que a música instrumental permanece, deve prová-lo citando evidências do Novo Testamento. Este é o peso que ele deve carregar.

Temos ai muitas considerações sobre a musica instrumental no louvor, devemos compreender, que, deixar o sacrifício da cruz, e voltar ás praticas antigas, que nem os judeus na sua maioria executam mais, é negar o próprio Senhor e seu sacrifício remidor, pois, o apostolo Paulo escreveu que, se cumprirmos um mandamento, seremos obrigados a cumprir toda lei, Gl. 5:3, e veja que apesar de ser do antigo testamento, o louvor com instrumentos era para o sacerdócio levítico e não parte da lei

Como vimos, foi Davi quem iniciou o louvor com instrumento, após sua morte, veio seu filho Salomão que deu continuidade a tudo que ele implantou no louvor a Deus, depois os reis que o sucederam, restauraram o sistema levítico criado por Davi, e finalmente os reformadores também assim procederam. A casa de Davi, sempre estava presente, bem assim o sacerdócio levítico, (você gravou o que dissemos, guarde bem isto ?)Veio Jesus, também da casa de Davi, porém não restaurou nem os músicos, nem o sacerdócio levítico, mas, instalou um novo sacerdócio, porque sendo Ele da casa de Davi, ele mesmo não poderia ser sacerdote, mas O foi, por isto, nem o sacerdócio levítico, nem o templo, nem Davi, existiam, nem foram restaurado como fizeram os antepassados, que sucederam a Davi.

Afinal como deve ser louvor?

Algumas das referências ao louvor nos Salmos falam apenas de canto. Salmo 9, por exemplo, primeiro fala de dar graças ao Senhor e mostrar as suas obras maravilhosas (v. 1). Estas expressões no versículo 1 são seguidas no versículo 2 com a linha: “ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores”. Depois, no versículo 11, fala ao povo: “Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; proclamai entre os povos os seus feitos”.

Mas os Salmos transbordam com tais expressões: “Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem” (13:6). Por motivos dados previamente, o salmista diz: “Glorificar-te-ei, pois, entre os gentios, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome” (18:49). “Nós cantaremos e louvaremos o teu poder” (21:13). “Cantarei e salmodiarei ao SENHOR” (27:6). Mas isso é apenas uma amostra. Há muitas outras referências a cantar louvores sem referência a nenhum instrumento mecânico.

Por outro lado, os Salmos também transbordam com referências ao louvor por meio de instrumentos mecânicos: “Celebrai o SENHOR com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas” (33:2). “Ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu” (43:4). Salmo 57:7-9 fala dos salmos e a harpa em ligação com o cantar de louvores. [ Veja 108:2, que é parecido]  “Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa” (71:22).

Num contexto que fala de cantar em voz alta a Deus e fazer-lhe um som agradável. Salmo 81:2 diz: “Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério”.

Salmo 92:3 fala de cantar louvores “com instrumentos de dez cordas, com saltério e com a solenidade da harpa”.

Então, há Salmo 98:5-6 – “Cantai com harpa louvores ao SENHOR, com harpa e voz de canto; com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o SENHOR, que é rei”.

“No saltério de dez cordas, te cantarei louvores” (Salmo 144:9). “Entoai louvores, ao som da harpa, ao nosso Deus” (147:7). “Cantem-lhe salmos com adufe e harpa” (149:3). “Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa” (150:3). E assim por diante.

Agora quero colocar do lado destas as referências do Novo Testamento aos cristãos e a sua música e louvor de Deus. A evidência começa com as referências em Mateus 26:30 e Marcos 14:26 no final da última ceia de Jesus com os discípulos: “Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.” Depois há a afirmação a respeito de Paulo e Silas no cárcere filipeu: “Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus...” (Atos 16:25). Romanos 15:9 é uma citação dos Salmos: “Por isso, eu te glorificarei entre os gentios e cantarei louvores ao teu nome”. 1 Coríntios 14:15 fala de cantar com o espírito e com a compreensão.

Duas passagens nas epístolas de Paulo nos dizem mais a respeito da música na igreja. Uma é Efésios 5:17-19. - entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais...(19) “. A outra é da epístola paralela, Colossenses:” Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração “(3:16)”.

Hebreus 2:12 é uma citação de Salmo 22:22, um salmo sobre o Messias: “cantar-te-ei louvores no meio da congregação”.

Finalmente, Tiago 5:13 recomenda cantar louvor como a expressão natural de um coração alegre.(observemos o verbo, “cantar” se fosse instrumento diria, tocar>

É só isso! Os salmos estavam cheios de referências falando de louvar a Deus com a harpa, e outros instrumentos. Que contraste marcante o Novo Testamento apresenta! Não tem uma palavra nele de louvar a Deus com instrumentos mecânicos. Efésios 5:19 é de interesse especial. Onde a versão Revista e Corrigida fala, “cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” a versão Revista e Atualizada diz, “entoando e louvando de coração ao Senhor”. “Louvar” e “salmodiar” são traduções do verbo grego que tantas vezes é ligada ao tocar da harpa na literatura grega. Mas Paulo não fala aqui de produzir música nem pela harpa nem por outro instrumento tal. Ele fala da música do coração. [O SENHOR mandou a música instrumental, pelos seus profetas (2 Crônicas 29:25); Jesus não a mandou pelos seus apóstolos”

Este contraste entre o Velho Testamento e o Novo se torna mais notável ainda quando se considera que os cristãos tinham ainda mais razões que os judeus para comemorarem os louvores ao Senhor. Considerem a explosão de louvor com a qual Paulo começa a sua epístola aos efésios e Pedro começa a sua primeira epístola. A redenção em Cristo Jesus certamente dava razão de sobra para as maiores expressões de louvor das quais os seres humanos são capazes. Mas o “sacrifício de louvor” que o Novo Testamento nos exorta a oferecer a Deus não vai além do “fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15). Há uma razão para isso? Acredito que há. Aquela razão envolve a diferença de natureza entre as duas alianças.

A MÚSICA NA ADORAÇÃO Os crentes devem viver com os olhos fitos na glória de Deus. Quer façamos grandes coisas ou não tão grandes assim – mesmo no que é mais simples como comer e beber – nosso motivo constante deve ser a glória de Deus. I Coríntios 10:31. Quanto mais, então, devemos desejar glorificar a Deus Vamos tomar a música como exemplo...Temos que determinar, em relação à música, que ela é para a glória de Deus e de acordo com os padrões encontrados na Bíblia.  O estudo apresentado nestes capítulos se centralizará primeiro na Adoração Bíblica e depois examinaremos o lugar que a música tem como expressão de adoração

O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus, em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus?

 É evidente que, a música cristã moderna, via de regra, é bem inferior aos hinos clássicos, que eram escritos 200 anos atrás. Isto, não é uma reclamação do estilo no qual as músicas são escritas, na maioria das vezes. Ao invés, as letras são, o que revelam mais nitidamente quão feio nossos padrões caíram.  Os hinos eram ferramentas didáticas maravilhosas, cheias da Palavra e de doutrina sólida, um meio de ensinar e admoestar uns aos outros, como nos é ordenado em Colossenses 3.16 [A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.]. Mais de cem anos atrás, a música de igreja tomou uma direção diferente, e seu foco se tornou mais subjetivo. As músicas enfatizaram a experiência pessoal e os sentimentos do adorador.

(o trecho a seguir, foi nossa pesquisa na Internet)

>Em muitos “hinos” o centro do louvor é o homem e não Deus.
>Diversos “hinos”, você não sabe se é uma declaração a -Deus ou a uma pessoa amada.
>Vários “hinos”, não aparecem nenhum dos nomes: Deus, Jesus, Cristo, Espírito Santo, Jeová, Senhor.
>Músicos e cantores, muitos deles você não sabe se são adoradores ou artistas da música.
>Em várias igrejas, o tempo dedicado ao “louvor” é em muito superior ao tempo para a pregação da Palavra.
>No Brasil, já surgiram os milionário$ da chamada “música gospel”.

 

DESEJO DE DAVI: CANTAR LOUVORES A DEUS
SENHOR, quero dar-te graças de todo coração e falar de todas as tuas maravilhas. - Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo. Salmos 9. 1 e 2. (nvi)
Na essência do relacionamento de cada crente com Deus está o dever de louvá-lo. (bep)

LOUVAR A DEUS COM A ALMA
Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei e salmodiarei com toda a minha alma. - Salmos 108 o salmista tinha resolvido louvar ao Senhor, e coisa alguma seria capaz de fazê-lo desistir. ANDAR EM TEMOR A DEUS E LOUVA-LO Vós que temeis ao SENHOR, Louvai-o. Salmos 22.23a HOJE, HÁ CONGREGAÇÕES QUE ADORAM AO SENHOR APENAS EXTERIORMENTE ; APARENTAM ALEGRIA EM LOUVÁ-LO, E DÃO A IMPRESSÃO QUE ANDAM NOS SEUS CAMINHOS; AO MESMO TEMPO, TAIS IGREJAS SE CONFORMAM COM O MUNDANISMO E DESPREZAM O ESTUDO DILIGENTE DA SUA PALAVRA ESCRITA. ESSE TIPO DE “ADORAÇÃO” É UMA OFENSA A DEUS E UMA ABOMINAÇÃO PARA ELE.

É importante ressaltarmos a diferença entre louvor e adoração. Louvor é elogio. É expressão de LOUVAR A DEUS, POR MEIO DE JESUS
Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Hebreus 13.15
Em conseqüência da oferta final de Jesus pelos nossos pecados, temos apenas a obrigação de oferecer sacrifícios de gratidão e louvor a Deus (I Pe: 2.9).

O EXEMPLO DE JESUS
Naquela hora Jesus, exultando no Espírito Santo, disse: Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra. Lucas 10.21ª

O sucesso da missão dos 70 fez com que Jesus demonstrasse espontânea adoração no Espírito.

LOUVAR A DEUS, DE CORAÇÃO
Falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, - dando graças constantemente a Deus Pai, por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. - Efésios 5.19 e 20 Cantar hinos cristãos é um meio de edificação, ensino, ação de graças e oração (Cl 3.16). O cântico cristão é uma expressão de alegria.  O propósito de cantar hinos ou cânticos espirituais, não deve ser passatempo, nem exibição de talentos individuais, mas adoração e louvor a Deus (Rm 15.9-11; Ap 5.9,10).

LOUVAR A DEUS, COM GRATIDÃO
Habite ricamente em vocês a Palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. - Tudo o que fizerem, seja em palavra ou ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dEle, graças a Deus Pai.
Colossenses 3.16 e 17
A Palavra de Cristo deve ser continuamente lida, estudada, meditada e assunto de oração, até que ela habite ricamente dentro de nós. Quando isto acontecer, nossos pensamentos, palavras, ações, e motivação serão influenciados e controlados por Cristo (Sl 119.11; Jo 15.7; ver I Co 15.2). Salmos, hinos e cânticos espirituais devem ser usados para ensinar a Palavra e admoestar os crentes a viver uma vida de obediência a Cristo.
OBJETIVO FINAL: LOUVAR  A DEUS NA ETERNIDADE
E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. - Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois Tu somente és Santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos”. Apocalipse 15.3 e 4.
O cântico de Moisés louva a Deus por causa do Seu poder, da libertação que concede, e da Sua retidão revelada ao liberar Israel (Êx 15.1-18). Assim também, os crentes perante o trono foram resgatados de um poder ainda mais terrível do que o do Egito, pelo próprio Cristo, maior do que Moisés.
reconhecimento das qualidades de alguém ou de seus atos. Tal expressão normalmente se faz através de palavras. Quando dizemos: “Senhor, tú és maravilhoso”, isto é louvor. Quando dizemos: “Senhor, muito obrigado pelo alimento”, isto é ação de graças, agradecimento. A adoração, por sua vez, é uma atitude espiritual, caracterizada por um amor intenso, reconhecimento da majestade divina e se traduz em disposição para servir ao Senhor. A adoração é interior, mas pode ser acompanhada de gestos exteriores, tais como o levantar das mãos, em sinal de rendição, ou o ajoelhar ou o prostrar-se diante do Senhor.
O louvor pode ser dirigido a Deus ou aos homens (Pv.27.21; Pv.31.30; Rm.3.3; II Cor.7.14). Afinal, louvor é elogio. A bíblia diz que o próprio Deus louvará aos salvos (I Cor.4.5). A adoração, porém, só pode ser dirigida a Deus. “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto” (Mateus 4.10; Ap.19.10).


Podemos louvar ao Senhor com nossas palavras, declarando seus atributos e a grandeza dos seus feitos. Esta é também uma forma de testemunho da nossa fé. Podemos fazer isto falando ou cantando. Vemos, portanto, que louvor não é sinônimo de música, como muitos consideram. É preciso que compreendamos isso. O louvor a Deus, antes de ter uma forma musical, precisa ser uma experiência pessoal e espiritual. É maravilhoso cantar as canções que outros irmãos fizeram, mas é também importante que cada pessoa louve ao Senhor com suas próprias palavras, falando ou cantando sobre sua própria realidade e sua experiência com Deus. Louvor é uma forma de oração.
O louvor precisa sair do coração do homem, (e não dos cds, ou dos instrumentos) inspirado pelo Espírito Santo, e alcançar o coração de Deus. Existem muitas questões implícitas nessa frase, muitos aspectos que viabilizam ou bloqueiam o verdadeiro louvor, conforme estudaremos oportunamente. Quando conseguimos alcançar o coração de Deus e agradá-lo, com o louvor que Ele é digno, e usamos a sua palavra, como a espada de justiça, então o Senhor libera o seu poder, de maneira que naquele ambiente, onde o verdadeiro louvor se realiza, a ação de Deus acontece.  (Salmo 149.6-9). Os oprimidos são libertos, e, há uma atmosfera celestial, propícia, à ação do Espírito Santo, e adequada, para o pronunciamento da mensagem profética (II Rs.3: 15-16).

 

Culto Verdadeiro a Deus Não é Show,
e
Louvor Agradável a Deus Não é Baderna

 

Diante das afirmações ousadas, de um ministrante de louvor,  cremos que esse ministrante está equivocado, quando enfatiza que Deus aceita, e até prefira, show e louvorzão. Não cremos que Deus é silencioso ao modo aceitável de O cultuar e O louvar. Através dessa refutação, procuramos estabelecer o culto que agrada a Deus e qual o louvor que Deus pede. A adoração, e o louvor que agrada Deus, na Sua casa estão impressos na bíblia.  Estão, claramente afirmadas para todos que tenham olhos para ver.

(ESTA PARTE É TRABALHO DO NOSSO SITE)

Qual O Culto que Agrada a Deus?

O culto que agrada a Deus é aquele que vem de um coração puro (Sl 15.1-5; I Tm 2.8). Está claro que aquele que habitara no seu tabernáculo e no Seu santo monte, é aquele que anda com as mãos santas no temor de Deus, e não com uma liturgia de atitude criativa, que usa a cultura de um povo como padrão.  As mãos santas que devem ser levantadas são as de um coração puro e não destes membros da anatomia nos quais o pecado habita (Rm 7.18, 23). As mãos que devem ser levantadas em oração são as que são santas.  De outra forma Deus não nos ouvirá (Sl 66.18, “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”). É melhor orar, e adorar, com um coração puro.

Pureza de coração no temor do Senhor nos levará a fazer tudo para a glória de Deus na igreja (Pv 1.7; Ec 12.13; I Co 10.31; Ef 3.21). O adorador temente a Deus não ousará adicionar qualquer atividade conforme o seu coração, mas se limitará àquela adoração que a bíblia estabeleceu como aceitável no culto da igreja. Uma atitude de temor a Deus desprezará a criatividade oriunda do seu próprio coração naquilo referente à adoração a Deus. Um exemplo disso é o rei Davi.  Ele foi criativo em sua forma de adoração, pois quis erguer um templo a Deus. O desejo foi excelente mas a ação foi proibida. A idéia de adorar a Deus foi reprovada por ele ser homem de guerra e ter derramado muito sangue (I Cr 22.8 e 28.3). Nisso entendemos que o culto que agrada Deus não é medido somente por um coração sincero, ou por uma atitude criativa, mas o culto desejado por Deus é aquele baseado no ensino da Palavra de Deus. A emoção não é espiritualidade, mas submissão à Palavra de Deus cria aquele coração puro que é adoração aceitável.

Paulo se refere aos coríntios, como santificados em Cristo Jesus. No entanto ele os escreve relatando os problemas deles.  Esses problemas não eram comportamentos adequados de santificados em Cristo Jesus. Ele ensinou-os que o culto a Deus não deve ser com fornicação, desunião ou desordem (I Co 1.1,2; 3-11; 14). Deus não aceita culto, senão aquilo ao nível dos santificados em Cristo Jesus.

Talvez alguém, querendo celebrar louvores, decida fazer de uma forma espetacular a adoração com programação cheia de coreografias, músicas, instrumentos, vestimentas extravagantes, efeitos, etc. Muitos vão gostar e apoiar esses louvores, e, de fato, acabam achando que estão louvando a Deus. Todavia sendo o coração enganoso, poderão estar agradando somente a carne(Jr17.9;IJo2.16).Pode ser que nenhum destes seja conhecido por Deus (Mt7.21-23).

Não podemos ser guiados por pensamentos criativos ou simplesmente por um coração sincero. Temos que nos limitar ao padrão neotestamentário. A igreja não tem o luxo de legislar, mas somente executar o que Jesus tem mandado (Mt 28.18-20).  Fomos criados na imagem de Deus e por isso, contrário aos animais, temos o poder de controlar nossas emoções. Ser racional e controlar as emoções é fundamental quando cultuamos a Deus (I Co 14.32, 40). Deus é tão grande que não temos todo o conhecimento apropriado para adorar a Deus corretamente (Jó 38).  Por isso é básico que nos limitamos à Sua Palavra.  Se O adoramos sendo guiados somente pelo nosso coração, provavelmente será uma adoração enganosa e perversa (Jr 17.9, “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”). Não segue seu próprio coração. Segue o que Jesus legislou, a bíblia.

Podemos questionar se as coreografias, louvorzão, etc., agradam a Deus, uma vez que, além de não serem bíblicas, estas não produzem o arrependimento, a mudança de comportamento para a santidade, e nem promovem a edificação nas Escrituras (Ef 4.15-24). Se fossem essas invenções modernas que balancem o corpo e estouram os timpanais e muitas vezes aparentem que tenham origens das profundezas de espiritualidade, se fosse realmente tudo aquilo que aparentam, por que a carne é bem alimentada por elas e somente as emoções são exercitadas por tais produções? Por que tais cultos não levam para maior evangelização ao mundo pecador? Por que não prolifere o culto domestico que inclui a leitura bíblica com a família e oração conjunta pela obra de Deus, os sem Cristo, doentes, etc.? Por que não tais produções espetaculares e talentosas não geram maior crescimento na graça e no conhecimento de Jesus Cristo? Não produzem tais virtudes por não ter o alvo de admoestar ou ensinar doutrina, algo que é primordial para qualquer renovação correta e bíblica (Cl 3.10; I Pd 2.2). Tais virtudes serão realidades exclusivamente pelo ensino profuso de doutrina, cantada ou pregada.  Tanto mais profuso, melhor.  O Apóstolo Paulo ensinou aos da igreja em Colossos: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”, Cl 3.16. Portanto, se a adoração não admoesta ou ensina de Jesus Cristo, não é agradável a Deus.

Para provar que não é permitido a cultuar a Deus segundo a nossa “bem-intencionada” imaginação citamos um caso bíblico entre muitos. Aquilo que o rei Davi programou, segundo o seu coração bem intencionado, com todo um show para levar o altar para Jerusalém, foi, para ele, recomendável e bonito.  Todavia, para Deus, foi uma terrível imprudência (II Sm 6.1-7).  Para provar ainda mais essa tese, que não é permitido poderíamos falar da adoração segundo o coração de Aarão e dos filhos de Israel. Esse show produziu um bezerro de ouro (Êxodo 32).  O culto que naturalmente sobe do coração leva à satisfação da carne.  Esta não foi a adoração que agradou Deus. Poderíamos falar da adoração prestada segundo o coração de Gideão em Juizes 8.27, ou da adoração inventiva apresentada pelo povo de Deus com o rei Acaz, uma adoração carnal tal que tinha que ser tirada em II Reis 18.4. Todos estes casos foram do coração e foram prestados com emoção profunda e religiosa. Mas para Deus tudo isso foi enfado. Ele os repugnava! Poderíamos falar também da adoração que emanaria das emoções do Apóstolo João em Apocalipse 19.10; 22.8,9 que eram sinceras, mas levaram o apóstolo João ser repetidamente reprovado. Se Deus desejava criatividade e coisas novas no culto dEle, nenhum desses casos citados teriam trazido a pesada correção do Senhor.

Por estes exemplos bíblicos entendemos que o culto correto NÃO é uma ATITUDE CRIATIVA feita com o maior esforço do adorador ao Deus que TUDO merece. Por falar de merecimento, Deus não merece o culto inventivo do homem que despreza a Sua única regra de fé e ordem, a Sua Palavra.

Pode ser que o culto que agrada Deus seja antiquado, na opinião de alguns, mas o Espírito Santo ajuda as nossas fracas manifestações de O adorar como Ele nos ensina na Palavra de Deus, e, pelo ministério dEle, a verdadeira adoração chega a Deus (Rm 8.26,27).

Por Deus não mudar (Ml 3.6), o culto que O agradou na Palestina, e na Ásia no primeiro século, agrada a Ele completamente neste país sul-americano no século XXI.

Qual o Louvor Que Deus Pede?

É explicito e claro que o louvor que Deus pede é louvor espiritual (Jo 4.23,24).  Deus é Espírito.  Por isso o louvor a Ele deve ser exclusivamente espiritual.  O louvor espiritual agradável a Deus tem a sua fonte naquilo que Deus regenerou em Seu povo pela Palavra de Deus, ou seja, no homem novo (I Pd 1.23).  É esse espírito, ou homem interior, que deleita-se na lei de Deus (Rm 7.22).  É esse espírito, ou homem novo, que canta ao Senhor com graça, admoestação e doutrina em salmos, hinos e cânticos espirituais (Cl 3.10, 16).  É este louvor espiritual, oriundo do homem novo, que o apóstolo Paulo instruiu na sua carta aos coríntios: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.”, 1 Coríntios 14.15. É este o louvor e adoração que Deus pede.

Qualquer tradição que é bíblica não pode ser mudada sem desviar-se da bíblia.  Para reforçar o ensino aos Tessalonicenses, o apóstolo Paulo, pela inspiração do Espírito Santo deixou registrado: “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” - II Ts 2.15. O louvor usando os hinos, taxados como liturgia repetitiva, e, portanto, desprezível, por este ministrante batista de louvor, tem que ser afirmado que o hino é um louvor bíblico e, portanto, recomendável e aceitável. O Salmista, o próprio Jesus, e os Apóstolos incluíam os hinos nos louvores deles. Observe os seguintes versículos:

Salmista: “E pós um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR”, Salmos 40.3. Se o Cristão quer louvar o seu Deus corretamente, cantará hinos.  Essa musica é nova, não no sentido de moderna, mas no sentido de diferente, diferente daquela anteriormente cantada pelo salmista na sua vida anterior e pecaminosa. Sendo feito uma nova criatura em Cristo, tudo se faz novo (II Co 5.17).  O que saiu do homem novo gerado pelo Espírito Santo foi um hino!

Creio, que isto, é por demais eloqüente, acerca do louvor instrumental, que na minha modesta opinião, não é aceito por deus porque tem muito da carne e nada do espiritual, a finalidade do instrumento, e mostrar que existe a legria no ambiente, quando deveria existir um coração contristado e um desejo imenso de louvar única e exclusivamente a Deus, Por isto, jamais, devemos introduzir instrumentos no louvor e palavra vinda do homem interior.

 

 

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